Ações do Magazine Luiza: tudo o que você precisa saber para investir

Guia completo sobre Magazine Luiza, que está bombando na Bolsa de Valores. A reviravolta operacional, informatização das lojas, a alta dos papéis, a sombra da concorrência e tudo mais que impacta a rede varejista está aqui.

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Ações do Magazine Luiza: tudo o que você precisa saber para investir

Você sabia que as ações das lojas Magazine Luiza (MGLU3) subiram mais de 500% em 2017? E que você pode buscar retornos expressivos também?

Nos últimos anos, parece que alguém colocou a MGLU3 em um foguete com propulsores ligados a máxima potência. A escalada para o topo vem desde dezembro de 2015. De lá até novembro de 2017, por exemplo, as ações cresceram 3.359%.

Quem acreditou na rede varejista, que já foi dita como “quase falida”, ficou mais do que feliz ao ver seu dinheiro crescer e multiplicar. Foi o caso de Luiz Alves, um dos maiores investidores individuais da Bolsa brasileira.

Como dito, as ações da empresa valorizaram em meio à fraca economia brasileira. A empresa, que valia menos de R$ 200 milhões em novembro de 2015, cresceu exponencialmente. Atualmente, o valor de mercado da varejista ultrapassa os R$ 13 bilhões, crescimento esse que beneficiou a empresa e todos os seus acionistas.

Para ter uma ideia, caso você tivesse investido R$ 10 mil em ações do Magazine Luiza em dezembro de 2015, ao vender os papéis um ano depois, teria o total de R$ 156,3 mil. Nada mal, não é mesmo?

O suficiente para dar de entrada em um apartamento, comprar um carro zero importado ou viajar para qualquer lugar no mundo com a família.

Tudo por conta das ações do Magazine Luiza.

Neste artigo, vamos falar TUDO o que você precisa saber antes de investir no Magazine Luiza (MGLU3).

Como o Magazine Luiza se tornou esse fenômeno

A empresa nasceu em 1957, quando o casal Luiza Trajano e Pelegrino José Donato compraram uma pequena loja de presentes em Franca, interior de São Paulo, chamada “A Cristaleira”.

O nome Magazine Luiza veio depois, escolhido em um concurso cultural promovido por uma rádio local, fato que mostra como a interatividade e proximidade com os clientes estão no DNA da marca desde o início.

As décadas seguintes foram marcadas pela expansão do negócio, no início, principalmente para outras cidades do interior de São Paulo.

Sempre pensando à frente do seu tempo, na década de 1990, o Magazine Luiza cria o primeiro modelo de comércio elétrico do mundo.

Em 1999, o conceito de loja virtual criado pela marca é levado para a internet, tornando as lojas do Magazine Luiza um dos maiores representantes do e-commerce nacional.

Luiza Helena Trajano assume Magazine Luiza

Foto: Empiricus

Embora o processo de expansão da empresa estivesse acontecendo, o grande salto que colocou o Magazine Luiza como uma das maiores varejistas do país aconteceu em 1991.

Dois acontecimentos foram decisivos para isso: a criação da Holding LTD, fundada para gerir e acelerar a expansão do grupo, e a nomeação de Luiza Helena Trajano como líder da empresa.

Filha única e sobrinha do casal fundador da rede varejista, Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues começou sua história com o grupo logo cedo. Aos 12 anos, já trabalhava de balconista em uma das lojas durante as férias. Foi assim que descobriu a paixão e o talento para vendas.

Quando assumiu o comando, a empresária transformou a companhia.

Inovações

Durante a gestão de Luiza Helena Trajano, o Magazine Luiza passou a investir em grandes e inusitadas promoções, como o “Só Amanhã”, um modelo utilizado por diversas lojas do segmento até hoje, no qual são vendidos diversos produtos por um preço bem abaixo do valor de mercado, mas apenas por um dia.

Outra inovação nesse sentido foi a “Liquidação Fantástica”, um saldão realizado nos primeiros dias de janeiro, no qual todos os produtos têm um desconto de até 70%.

Expansão

Em 2003, inicia-se a maior expansão da história da rede varejista. O Magazine Luiza adquire as lojas Líder e a rede Wendel, ambas no interior de São Paulo. A partir disso, mais de 60 pontos de venda são integrados à empresa.

Nos anos seguintes, entre novas aquisições e inaugurações de unidades, a companhia se consolidou com uma das principais do segmento.

Hoje, a empresa soma 830 lojas, 9 centros de distribuição e 3 escritórios espalhados por 16 Estados brasileiros.

Além das lojas físicas, a marca oferece televendas e e-commerce, além de estar presente nas redes sociais, com o Magazine Você.

Em abril de 2011, o Magazine Luiza decidiu abrir o capital da empresa no mercado financeiro. Na ocasião, a rede varejista captou R$ 926 milhões no IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial), que registrou demanda 50% maior que a oferta. O dinheiro foi usado na reestruturação e expansão da rede pelo país, o que garantiu, mais à frente, o sucesso de hoje. Na época, o preço das ações ficou em R$ 16.

Magalu

Foto: Reprodução

Outro ponto que contribuiu para as ações do Magazine Luiza subirem foi o lançamento, no fim de 2015, do aplicativo Magalu, disponível para iOS e Android.

A estratégia foi usar o aplicativo para fidelizar, facilitar as compras e personalizar a experiência do usuário.

Alimentado pela plataforma de Big Data do Magazine Luiza, o Magalu mostra vitrines virtuais baseadas no histórico de navegação e de compras de cada cliente. Assim, cada cliente tem um app diferente!

As compras podem ser realizadas com apenas um toque. E, para isso, não é preciso nem preencher cadastro. Caso o usuário prefira, basta fotografar o cartão de crédito. Fácil e rápido.

O app também permite que o usuário compre pela internet e retire na loja física mais próxima. No momento da compra, é possível pesquisar qual unidade tem o estoque do produto desejado.

Se o cliente encontrar o que procurava, mas não quiser comprar naquele momento, tem ainda a opção de incluir o produto na lista de favoritos.

O aplicativo foi totalmente pensado pelo time do Luiza Labs, laboratório de desenvolvimento tecnológico e digital. O local foi criado pelo Magazine Luiza em 2011.

O download é gratuito, e o Magazine Luiza oferece frete grátis e descontos especiais para compras realizadas via aplicativo.

Outra vantagem é que o app não gasta o pacote de dados dos usuários. Ele realmente é gratuito!

Virada Mobile

Outro destaque é a chamada “Virada Mobile”, que ocorreu ao longo dos últimos anos nas lojas físicas da rede. Em outras palavras, nessa estratégia, a Magazine Luiza digitalizou as lojas físicas. Assim, vendedores podem atender os clientes munidos de um smartphone de última geração, com o qual é possível demonstrar funcionalidades de produtos, exibir vídeos e acelerar o processo de cobrança, reduzindo o tempo de espera nos caixas.

Valorização da MGLU3

Fonte: Ibovespa

Como já falamos, o Magazine Luiza é a empresa que mais se valorizou na Bolsa nos últimos anos: mais de 500%.

Para Luiza Helena Trajano, o resultado ocorreu pelo fato de o grupo ter confiado no potencial da empresa e não ter separado a loja virtual das lojas físicas.

“Na época, as pessoas acreditavam na separação. E depois viram que o cliente é um só: ele compra tanto na internet quanto na loja física”, argumentou Trajano durante uma palestra para clientes Empiricus.

Em vez de separar, a rede varejista apostou na digitalização operacional das unidades físicas e aperfeiçoou ainda mais a loja digital.

“Foi aí que o mercado percebeu que o Magazine Luiza era uma das empresas mais preparadas para o digital e ainda conseguimos crescer no ponto físico. Não desprezamos, mas digitalizamos o nosso ponto físico”, explicou Luiza Trajano.

Fundo de Investimento Alaska: o primeiro a acreditar

Fundado em janeiro de 2011, o fundo de investimento Alaska Black, de Luiz Alves, foi o primeiro a acreditar no crescimento do Magazine Luiza.

No fim de 2015, o bilionário transformou a então abatida empresa de varejo em um dos seus principais ativos.

Enquanto os demais gestores se concentravam em Itaú, Renner e Cielo, o megainvestidor pesou a mão em MGLU3.

E o resultado não poderia ter sido melhor! Em 2016, as ações da rede varejista tiveram alta de mais de 1.000%.

De acordo com o gestor do Alaska, Henrique Bredda, a ideia de investir no Magazine Luiza ocorreu após uma visita que ele e Luiz Alves fizeram à companhia em junho de 2015.

Na época, as ações da empresa sofriam com uma queda de 90% desde o IPO em 2011. Em vez de encontrar uma companhia bagunçada e amedrontada, a dupla se impressionou com o foco do Magazine Luiza, que estava cortando custos, revisando aluguéis e tomando atitudes para melhorar.

Porém, a compra das ações ocorreu apenas seis meses após a visita e dois pontos foram fundamentais para isso.

Primeiro, a empresa precisava melhorar o capital de giro. Segundo, eles precisavam receber um dinheiro à vista da Cardif, da BNP Paribas.

Essas duas ações ocorreram em um curto espaço de tempo e injetaram na empresa R$ 800 milhões. Na ocasião, a companhia valia apenas R$ 180 milhões na Bolsa. Por isso, no fim de 2015 o fundo investiu na rede varejista.

Desde então, o Alaska possui ações do Magazine Luiza e, até janeiro de 2017, o fundo tinha 4,64% das ações ordinárias da empresa.

MGLU3 vai subir mais?

Até agora, as ações das lojas Magazine Luiza são as que mais valorizaram na Bolsa brasileira em 2017: mais de 500%.

Mas, a esta altura, como você já deve saber: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Não é porque um ativo subiu muito que ele sempre continuará nessa escalada.

Não sabemos se a MGLU3 continuará a subir ou se voltará a registrar o ritmo frenético de valorização que aconteceu em 2016 e 2017.

A Bolsa de Valores varia conforme a situação econômica e política do país. Além disso, ao analisar uma empresa, o setor e a concorrência também devem ser levados em consideração.

Por exemplo, se o país vai bem e a economia também, mas chega um novo player (Amazon) no setor que pode mudar todo o mercado, então, a empresa (Magazine Luiza) pode enfrentar problemas.

A varejista fez a lição de casa: investiu nas lojas virtuais e digitalizou as lojas físicas, mas o mercado é imprevisível. É bom ter isso sempre em mente. Tanto é que de 2015 para 2016, a empresa valorizou mais de 1.000% e em 2017 foram somente 500%. Não que seja pouco, mas o ritmo de valorização já diminuiu.

No entanto, de um modo geral, a expectativa é de que o mercado de ações brasileiro como um todo atinja patamares recordes em 2018.

Como comprar ações

Existem várias formas de investir em ações, inclusive nos papéis do Magazine Luiza (MGLU3). Você pode fazer isso por meio de fundos de investimentos em ações ou diretamente na Bolsa. Para isso é preciso ter acesso ao home broker, que é disponibilizado por uma corretora ou banco.

Essa é uma ferramenta completamente online. Os requisitos mínimos para acessá-la é ter um computador confiável e uma internet estável.

Dependendo da corretora escolhida, também é possível emitir ordens de compra e venda pelo smartphone. Assim, você pode operar de qualquer lugar.

Para começar, o primeiro passo é escolher uma corretora ou banco de investimentos credenciados pelo Ibovespa. Saiba tudo sobre isso aqui.

Mas antes de seguir adiante, fique atento ao investir pelos grandes bancos. Em geral, eles cobram taxas abusivas para você investir em ações.

E por que isso acontece?

Simplesmente porque eles querem que o seu dinheiro permaneça na instituição. Assim, eles emprestam seu dinheiro para outros clientes a juros altos, mas pagam rendimentos menores para você. É uma conta maravilhosa… para eles.

Para investir em ações e aproveitar a possível valorização dos papéis no médio e longo prazos, basta seguir um passo a passo. É bem simples, veja:

1. Abra uma conta em uma corretora;

2. Transfira o dinheiro da sua conta (poupança ou corrente) para a conta da corretora (cada casa tem as próprias instruções para isso);

3. Antes de investir, estude e trace uma estratégia. Evite deixar dinheiro parado na conta da corretora. Só transfira seu dinheiro se você já souber onde vai investir e, assim que ele cair na conta, já faça a aplicação;

4. Decidido onde investir e o dinheiro transferido, abra o home broker;

5. Dê as ordens para comprar ações;

6. Sempre acompanhe o comportamento da cotação;

7. E, quando achar oportuno, venda as ações e receba os lucros. Ou em caso de perdas, espere o stop e contabilize o que perdeu (sejamos realistas, isso também pode acontecer).

É importante entender que você nem sempre vai ganhar no mercado de ações. Até os investidores mais experientes perdem. Porém, o que diferencia os grandes operadores dos iniciantes é que eles acertam muito mais do que erram.

Por isso, se você errar, não se preocupe ou se desespere, vendendo todos os seus papéis a qualquer preço. O mais importante no mercado de renda variável é manter a calma.

Agir por impulso é o caminho mais rápido para o grande prejuízo.

Para investir em ações, é preciso ter sangue-frio para no caso de eventos inesperados – ou cisnes negros, como classifica Nassim Taleb – não cometer equívocos.

Também é fundamental ter seguros. São operações com pouca alocação de capital (um montante que você não se importe de perder) que protegem seu patrimônio em momentos de crise.

Dentre as escolhas mais populares para proteger o portfólio, estão as operações de opções, o ouro e o dólar. Caso haja uma valorização dessas aplicações, o potencial de ganho é exponencial.

Dessa forma, seu patrimônio fica protegido e você aumenta suas chances de ganho, seja na alta, seja na baixa da Bolsa.

Quanto custa comprar ações do Magazine Luiza

Comprar ações envolve alguns custos, além do preço cobrado pelo papel, e eles têm relação com o que é cobrado pela B3, pelo governo e por corretoras ou bancos.

Antes de investir é fundamental calcular essas taxas e custos operacionais para que a sua rentabilidade não seja afetada, principalmente se você pensa em operar com pouco dinheiro, como a maioria dos investidores que investem as próprias economias.

Descubra aqui o quanto vai custar suas operações e o quanto você precisa ganhar, na média, para não ficar no prejuízo.

Veja abaixo as principais taxas e custos:

Taxa de corretagem

É uma taxa destinada à corretora ou ao banco, como pagamento financeiro pela intermediação entre clientes e Bolsa, cobrada no momento da compra ou da venda de ativos.

Ela pode ser fixa ou variável, de acordo com a porcentagem do volume do negócio realizado.
Os valores das taxas variam muito de uma corretora para outra. Algumas oferecem planos para o investidor de acordo com a frequência com que ele opera, tornando mais barata a transação caso ele faça muitas negociações. Por isso, fique atento na hora de escolher sua corretora.

Em cima da taxa da corretagem também há um acréscimo de impostos. Mais uma vez, isso também varia de corretora para corretora e sua posição tributária. De modo geral, ela é de 5% de ISS (Imposto Sobre Serviço) do município de São Paulo, 0,65% de PIS (Programa de Integração Social) e 4% de Confins (Contribuição para Financiamento de Seguridade Social).

Ou seja, o custo por operação varia entre R$ 5 e R$ 20 por ordem de compra ou venda. Isso sem contar os impostos.

Emolumentos

É uma taxa cobrada pela BM&FBovespa e CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) para cada operação de compra e venda de ativos.

Ela é dividida em duas partes. A Bovespa cobra um percentual sobre o total de volume negociado e a CBLC cobra a liquidação que varia conforme o volume financeiro negociado em cada transação.
Além disso, nessa taxa também há a cobrança do ISS.

É importante destacar que o valor cobrado em operações normais e day trade é o mesmo. O que diferencia a cobrança é o valor total aplicado segundo o tipo de investidor.

Para pessoas físicas e demais investidores, esse percentual é de 0,0325%, enquanto para fundos e clubes de investimentos o percentual total é de 0,0250%.

Custódia

Esse é outro custo cobrado pelas corretoras ou bancos para armazenar seus títulos e ações e, assim, manter seu cadastro e trades registrados na plataforma de home broker ou mesa de operações.

É uma taxa mensal que pode ser fixa ou um percentual sobre o valor dos papéis guardados ou da quantidade de operações realizadas no mês.

Muitas corretoras independentes não cobram essa taxa. Nos bancos, o valor costuma ser entre R$ 6 e R$ 10 ao mês, ou 0,30% do total ao ano.

Imposto de Renda

Para ganhos líquidos mensais de até R$ 20 mil com ações, não há cobrança de Imposto de Renda. Superando esse valor, você deverá recolhê-lo.

É importante ter uma planilha com anotações desde quando começou a aplicar em ações e assim controlar operações de compra e venda ao longo do ano, destacando ganhos e perdas, mês a mês, para cada tipo de ativo. Se não fizer isso, na hora de declarar, terá de consultar todas as notas de corretagem.

A corretora ou banco de investimentos até fornece a você uma relação das suas negociações (informe de rendimentos), mas é recomendável que você tenha um controle próprio.

A alíquota é de 15% sobre a rentabilidade total. Logo, não esqueça de subtrair desse montante os eventuais prejuízos. A responsabilidade desse recolhimento é exclusivamente sua e ele deve ser feito até o último dia útil do mês subsequente ao da venda das ações, identificando no DARF o código de arrecadação nº 6015.

O atraso ou não pagamento sobre os ganhos acarreta multa diária que chega até ao limite de 20% do valor devido, além de juros mensais. Para calcular o imposto devido com multa e correção, você pode utilizar um programa da Receita, o Sicalcweb.

Essa regra apenas não se aplica caso você: opere em day trade; negocie cotas dos fundos de investimento em índice de ações; resgate cotas de fundos ou clubes de investimento em ações.

Na declaração de IR anual, você deve registrar que cumpriu essa obrigação mensal, na seção de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” ou “Operações Comuns / Day-Trade”, caso sejam operações iniciadas e finalizadas no mesmo dia.

Vale lembrar que dividendos obtidos de posições de longo prazo são isentos de IR.

Amazon no horizonte do Magazine Luiza

Outro ponto a ser considerado, antes de investir nas ações das lojas Magazine Luiza, é a chegada da Amazon ao mercado de varejo brasileiro.

A companhia, que até então só vendia livros no Brasil, começou a vender produtos eletrônicos no país no dia 18 de outubro de 2017.

E por que isso pode afetar o Magazine Luiza?

Bem, nos Estados Unidos, a Amazon revolucionou o varejo. Lá as redes varejistas tradicionais tiveram que suar a camisa para não fecharem as portas com a entrada do e-commerce no mercado. Para outras, o fim realmente foi o fechamento.

De acordo com o levantamento do site de notícias americano Business Insider, o número de lojas físicas fechadas nos Estados Unidos em 2017 ultrapassa 6,3 mil.

Na lista figuram grandes marcas, tais como Guess, Macy’s, Crocs, Rue 21 e Walmart.

Entre as explicações para o fenômeno estão uma série de motivos: o declínio das lojas de departamento, alto número de lojas nos Estados Unidos, mudança de comportamento dos consumidores e crescimento ainda mais acelerado do e-commerce. E é a aqui que entra a Amazon.

O segredo da Amazon

Foto: Reprodução

A Amazon foi fundada em 1994 com sede em Seattle, nos Estados Unidos, e foi um dos primeiros grupos a investir no comércio eletrônico e ter relevância mundial.

Grande parte do êxito da empresa vem de princípios adotados pelo fundador e CEO da gigante do e-commerce, Jeff Bezos. A empresa é conhecida por seus preços baixos e entrega rápida.

A inspiração para o nome da gigante da internet veio do Rio Amazonas, considerado o maior do mundo em extensão e em fluxo de água. A ideia era que a empresa fosse tão grande quanto o rio.

No primeiro mês de funcionamento, a Amazon recebeu pedidos de todos os 50 Estados americanos, além de 45 países do mundo. Em 1997, já eram mais de 2,5 milhões de livros no catálogo e US$ 148 milhões em vendas.

Em 1998, a Amazon começou a vender CDs e DVDs e, no ano seguinte, brinquedos e eletrônicos em geral. Mas foi em 2000, quando o marketplace foi lançado, que a grande revolução aconteceu. Produtos de terceiros passaram a ser anunciados e vendidos pelo site da Amazon. A cada venda concluída, uma taxa era paga para a empresa americana.

Outra estratégia que deu certo foi a assinatura premium Amazon Prime, criada em 2005 para diminuir o tempo de entrega e trazer ofertas exclusivas aos clientes. Essa assinatura logo passou a dar acesso também ao Amazon Vídeo – plataforma de streaming de filmes e séries.

Em 2015, a base de usuários já passava de um milhão de pessoas em 190 países, incluindo clientes como Nasa e Netflix.

Em 2016, começou a funcionar a Amazon Web Services, destinada ao armazenamento e hospedagem de dados na nuvem. Hoje, a ferramenta também dá suporte para gerenciamento de redes, aplicativos e bancos de dados, além de ferramentas de desenvolvimento.

Kindle

O Kindle é o eReader mais famoso do mercado e começou a ser planejado em 2004. O lançamento ocorreu apenas em 2007 e foi um sucesso. O primeiro modelo tinha teclado físico e não era touchscreen, mas seu estoque só durou cinco meses.

A criação e fabricação do equipamento de eBooks foi o divisor de águas para a Amazon, que criou e difundiu o hábito da compra de livros digitais e da leitura em qualquer lugar.

Em 2011, a companhia entrou no mercado de tablets com o Kindle Fire. O modelo de sete polegadas possibilitava acesso à Amazon Appstore. Ele já está na sexta geração, perdeu o nome Kindle e ganhou HD.

No Brasil

Não faz muito tempo que a gigante do e-commerce chegou ao Brasil. O site da empresa iniciou os trabalhos por aqui em dezembro de 2012.

De início só eram vendidos eBooks e o leitor Kindle mais básico, mas logo foi introduzida a venda de obras físicas.

Dois anos após chegar ao mercado brasileiro, o modelo de assinatura para leitores Kindle Unlimited também foi disponibilizado.

Em outubro de 2017, a empresa deu mais um passo em busca de conquistar o mercado varejista no Brasil.

Magazine está preparada

A chegada da Amazon alvoroçou o mercado de varejo brasileiro. No entanto, a empresária que comanda o Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, disse que a empresa está preparada e confiante para enfrentar a concorrência americana.

“Nos Estados Unidos, as lojas que fecharam não foram por causa da Amazon, mas por incompetência. Tiveram empresas de varejo por lá que sobreviveram”, destaca durante evento realizado pela Empiricus.

A empresária também explicou que o grande diferencial da empresa americana é a logística – com compra e entrega rápida. Porém, para Luiza Helena Trajano isso poderá ser um problema no Brasil, principalmente no Nordeste.

“Ela (Amazon) tem muitas vantagens, mas já estamos no caminho do digital. Criamos uma loja eletrônica em 1991 e vendíamos em catálogo. Sei que será difícil, mas temos confiança de que estamos preparados para isso”, afirmou.

Conclusão

Como vimos, as ações do Magazine Luiza dependem de vários fatores externos e internos para continuarem a valorizar. Lembre-se: ganho passado não representa garantia de ganho futuro!

Apesar de ter sido a ação que mais se valorizou em 2017, é preciso ponderar que a empresa vai passar por uma grande provação ao concorrer diretamente com a Amazon no mercado brasileiro.

Sim, a empresa se planejou da melhor maneira possível para este momento e talvez seja, neste momento, a mais bem preparada no setor varejista brasileiro para enfrentar a empresa americana. Mas, se será o suficiente, só saberemos com o tempo.

Na visão da Empiricus, a briga da empresa americana com as redes varejistas brasileiras como todo, não apenas o Magazine Luiza, será algo desproporcional.

Afinal, os analistas afirmam que a e-commerce americana tem mais capital, melhor experiência do usuário, mais inteligência artificial, mais dados e maior cobertura de produtos. E garantem que a logística poderá até ser uma dificuldade no início, mas que será algo superado pela gigante americana.

Em um cenário de cortes da taxa básica de juros (Selic) e redução da inflação, o investimento que mais será beneficiado serão as ações da Bolsa de Valores.

Mas isso não quer dizer que você deva comprar qualquer ação esperando uma valorização surreal. É preciso saber quais são os papéis com maior potencial de acordo com uma análise profunda da empresa e dos fatores que exercem influência sobre ela.

Para uma pessoa que nunca mexeu com ações ou aqueles menos experientes, essa avaliação pode parecer muito difícil ou complexa. Mas não se preocupe: a Empiricus pode te ajudar e te mostrar o melhor caminho.

A Empiricus conta com uma equipe de especialistas que trabalham diariamente para descobrir quais são os papéis que farão você ganhar dinheiro de verdade. Porque o nosso objetivo é a sua independência financeira!

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Entre as mais de 300 ações da Bolsa brasileira, ele seleciona os papéis com maior potencial de valorização no longo prazo.

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