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O Tesouro Nacional anunciou recentemente a criação de uma nova categoria de título público: o Tesouro Reserva. O novo papel também será indexado à Selic, taxa básica de juros, que atualmente reside no patamar de 15% ao ano. Mas com um diferencial relevante:
“Ele poderá ser negociado 24 horas por dia, sem a incidência de descontos no resgate”, explica a analista de renda fixa da Empiricus Research, Lais Costa.
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, anunciou que as aplicações poderão ser feitas inclusive via Pix. O prazo de vencimento do Tesouro Reserva será de três anos, com a possibilidade de resgate a qualquer momento (liquidez diária) e garante a tributação mínima de 15% sobre o lucro.
Adeus, poupança? Analista comenta praticidade do novo Tesouro Reserva
Apesar da poupança ser conhecida como a reserva favorita dos brasileiros, a opção por ela se deve ao resgate fácil. Porém, o que pode passar despercebido é que o dinheiro às vezes nem mesmo rende, visto que a poupança rende apenas no “aniversário” da aplicação e a juros simples.
- Em comparação, o Tesouro Reserva chama mais atenção, pois entrega rendimentos diários e a juros compostos, mantendo a facilidade de resgate 24 horas.
Conforme a analista explica, o novo título Tesouro Reserva busca resolver uma limitação importante dos instrumentos tradicionalmente usados para reserva de emergência: a ausência de liquidez fora dos dias úteis e do horário regular de funcionamento do mercado.
“A combinação de baixo risco, alta liquidez e acessibilidade fará do Tesouro Reserva, assim que disponível, uma excelente opção para a reserva de emergência”, afirma Costa.
Saiba mais sobre o Tesouro Reserva
Com lançamento previsto para março, a negociação do título será de um valor unitário de R$ 10,00, mas o sistema deverá permitir aplicações fracionadas a partir de R$ 1,00.
Além disso, ele não está sujeito à marcação a mercado – um mecanismo que ajusta os preços diariamente conforme as condições do mercado.
Assim, o investidor pode resgatar o valor aplicado acrescido da remuneração acumulada pela Selic, independentemente do momento do resgate. O modelo é similar ao CDI com liquidez diária que bancos oferecem atualmente.
Apesar dessa novidade servir como uma reserva de emergência, vale sempre lembrar que os ativos de renda fixa podem ir além disso. Com a Selic atual, o investidor tem a oportunidade de buscar retornos de até 9,73% ao ano, acima da inflação.
Por isso, além do Tesouro Reserva, na carteira mensal, Laís indicou títulos “premium” para buscar retornos reais de dois dígitos com a renda fixa. A seguir, explico como conhecer as recomendações da analista de forma totalmente gratuita.
Investir em renda fixa para além da reserva: veja como lucrar com títulos que ‘pagam’ acima da inflação
No patamar que a Selic está hoje, não é difícil encontrar produtos de renda fixa que possibilitam ao investidor acompanhar a inflação. Mas, a verdade é que, encontrar os ativos que podem oferecer lucros acima da Selic e IPCA pode não ser uma tarefa fácil.
Contudo, é nessa perspectiva que a equipe de analistas de renda fixa da Empiricus trabalha. Encabeçada por Lais Costa, a carteira de renda fixa da casa atualmente conta com recomendações que oferecem o combo juros reais e isenção de IR.
Nessa lógica, o investimento preserva o poder de compra, com rendimentos acima da inflação, e ainda pode fazer uma grande diferença na hora de receber, sem “perder” com desconto de Imposto de Renda.
Por exemplo, a analista montou uma seleção de títulos “premium” para buscar os melhores retornos na renda fixa. Para ter uma noção, são rendimentos que podem chegar até IPCA + 9,73%.
Para quem busca equipar seu portfólio e ter a chance de manter juros reais atrativos no longo prazo como os citados acima, a janela para se posicionar está bem próxima, considerando as expectativas de corte da Selic ainda esse mês.
O acesso à curadoria desses títulos de forma 100% gratuita, junto com um relatório completo de análise macroeconômica, está disponível clicando no botão abaixo: