Como as reuniões do Copom e a taxa Selic impactam nos seus investimentos

Confira as datas das próximas reuniões do Copom e saiba como a mudança na taxa Selic afeta o rendimento das aplicações de renda fixa.

Compartilhe:
Como as reuniões do Copom e a taxa Selic impactam nos seus investimentos

Ao contrário do que boa parte do mercado esperava, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 6,50% ao ano.

Segundo o comunicado do Banco Central, os motivos para a manutenção da taxa foram os sinais de recuperação da economia e os desafios do cenário externo, que têm provocado alta no preço do dólar. Além disso,  há “frustrações das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira”.

Confira as datas das próximas reuniões:

Calendário de reuniões do Copom – 2018
DiasMêsStatus
6 e 7fevereiro✔ realizada – Selic a 6,75%
20 e 21março✔ realizada – Selic a 6,50%
15 e 16maio✔ realizada – Selic a 6,50%
19 e 20junhoa ser realizada
31 e 1ºjulho e agostoa ser realizada
18 e 19setembroa ser realizada
30 e 31outubroa ser realizada
11 e 12dezembroa ser realizada

 

 

Como a Selic afeta seus investimentos

O aumento ou a diminuição da taxa Selic afeta diretamente o rendimento das aplicações. Historicamente, o Brasil é um país de juros altos. Todavia, a Selic está no menor patamar de todos os tempos.

Se, por um lado, isso favorece a tomada de empréstimos, como o crédito imobiliário, por exemplo, por outro faz o rendimento das aplicações de renda fixa minguarem. Por isso, o investidor que quiser manter o retorno de 1% ao mês do passado (sem sair dessa classe de ativos) terá que correr um pouco mais de risco.

Veja aqui outras possibilidades de investimento na Renda Fixa.

O que é o Copom?

O Copom é o órgão decisório da política monetária do Banco Central, responsável por estabelecer a meta para a taxa básica de juros do país.

Ele foi constituído em junho de 1996 e com isso tornou-se possível tornar o processo decisório da política monetária mais transparente.

Até 2005, as reuniões eram mensais, mas desde 2006 passaram a ter uma periodicidade um pouco maior, de 44 dias, em média.

O modelo adotado no Brasil é parecido com o do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que centraliza as decisões monetárias no Federal Open Market Committee (ou Fomc).

Como funciona o Comitê de Política Monetária

Desde 2000, as reuniões do Comitê são divididas em dois dias: a primeira sessão às terças-feiras e a segunda, às quartas. O grupo é composto pelos membros da Diretoria Colegiada do Banco Central: o presidente do Banco Central e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos, Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural, Fiscalização, Regulação, Relacionamento Institucional e Cidadania, e Administração.

Também participam do primeiro dia de reunião os chefes de sete departamentos do Banco Central: Departamento Econômico (Depec); Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban); Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab); Departamento de Reservas Internacionais (Depin); Departamento de Assuntos Internacionais (Derin); e Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin).

No primeiro dia de reunião, é apresentada uma análise da conjuntura econômica incluindo variáveis como inflação, atividade econômica, finanças públicas, mercado de câmbio, balanços de pagamentos, operações de mercado aberto, expectativas gerais para variáveis macroeconômicas e de tendência para inflação.

No segundo dia, os diretores de Política Monetária e de Política Econômica, após a análise das projeções atualizadas para a inflação, apresentam alternativas para a meta da Selic e recomendações para a política monetária. Por fim, as propostas passam por votação.

A decisão sobre os juros é divulgada imediatamente após o término da segunda reunião. Já a ata da reunião demora uma semana para ser divulgada. Nela, além da taxa de juros atualizada, consta uma perspectiva do que esperar para a próxima reunião do Copom.