S01E24 – Losing My Religion

S01E24 – Losing My Religion

No fim dos anos 90 (acho que foi em 1997), comecei a ler algumas coisas sobre um tal de MP3 – promessa de arquivos bem menores com qualidade de CD.

Pesquisei como funcionava, instalei o Winamp e baixei Losing My Religion.
O primeiro MP3 a gente nunca esquece!

Demorou um tempão – linha discada, modem de 56k, aquele barulho lindo da conexão (escorreu até uma lágrima aqui).

Depois de pouco tempo, surgiu o Napster e, para desespero do Lars Ulrich, o mundo da música nunca mais foi analógico.

Artistas e gravadoras até conseguiram barrar o “aplicativo”, mas o estrago estava feito.

Quem realmente entendeu a coisa toda foi um tal de Steve Jobs (conhece?) – o iTunes chegou e, bem, hoje você consome música com mouse e fone de ouvido.

Eu tenho menos de 40 anos (não muito menos, vai), mas já vi várias transformações como essa.

O computador acabou com a máquina de escrever, com o fax, com as cartas e um monte de outras coisas.

Fitas K7, VHS, CD, cartuchos de videogame, telegramas, calculadoras…
A Blockbuster virou o que, mesmo?

E a Kodak, faz o que hoje em dia?

Quantas pessoas andam com cheque nos bolsos?

Até dinheiro caiu em desuso – “Pode pagar no débito?”

O novo sempre vem.

Assim como as gravadoras e o Metallica, os taxistas esperneiam à toa.

Terão o mesmo sucesso de cocheiros que, em agosto de 1911, protestaram contra a chegada dos taxistas (uia!) na Estação da Luz.

Mesmo que matem o Uber, a brincadeira acabou.

A primeira vez que fui a Nova York (2009), me lembro que gritei “Taxi” no meio da chuva para parar um carro amarelo.

Foi divertido imitar a cena que vi em centenas de filmes ao longo da vida.

Ano passado, peguei meu celular e aguardei o carro preto parar à minha frente.

A cidade de São Francisco discute sobre carros autônomos enquanto o legislativo brasileiro está “regulamentando” o Uber.

Se acabarem com o Uber, em pouco tempo vem o Fluber, ou o Gluber.

E o que dizer das operadoras de telefone?

Ainda não se conformaram com o whatsapp.

A cada pouco tentam impedir a chamada de voz dentro do aplicativo.

Mesmo que consigam, surgirá outro aplicativo, com outra solução.

Não gostou?

Melhor ir brigar com Schumpeter.

E as TVs a cabo?

Ainda não descobriram uma forma de conter o avanço da Netflix.

A ideia brilhante foi tentar, em conjunto com as operadoras, limitar o consumo de dados para determinados aplicativos.

Eu imagino que os diretores de Vivo, Sky, Net, Claro e Oi sejam extremamente bem remunerados.

É lamentável que a saída encontrada por eles tenha sido tentar frear a inovação.

Parabéns!

É melhor se preparar para a mudança, não adianta nada brigar com novos modelos.

Isso vale para todos.

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O jornalista, por exemplo, pode ficar procurando pelo em COE ovo.

Mas, talvez fosse melhor fazer seu trabalho direito e se informar.

Seria bom entender o que uma empresa nova faz.

A quem ela atende e a quais interesses defende?

Por exemplo, que tipo de serviço essa tal de Empiricus oferece e por que os assinantes gostam tanto dos produtos?

Já que ninguém fez as perguntas certas, nós mesmos resolvemos fazer.

Contratamos uma pesquisa (não custou pouco não – desconfio que a Luciana vai ficar sem bônus esse ano) para saber qual o impacto do nosso trabalho sobre nossos assinantes.

A empresa de pesquisas (completamente independente, frise-se) aplicou um questionário internacionalmente reconhecido para determinar o nível de alfabetização financeira de um país.

Nossos assinantes mandaram mais de 2 mil respostas, com um acerto total de 78 por cento.

Em comparação, canadenses acertaram 42 por cento, nos EUA, apenas 30 por cento e os melhores, os alemães, têm 53 por cento de acerto.

Um assinante da Empiricus, em média, tem conhecimento de finanças bem acima da média da Alemanha, o país mais “alfabetizado” em finanças do mundo.

A tragédia do Mineirão está vingada!

Olha que bonito.

Graças à Empiricus, cliente conversa com gerente de banco olhando no olho.

“Sou assinante da Empiricus”.

O gerente já esconde o flyer do título de capitalização e joga a lâmina do fundo DI caro no lixo.

Aliás, fica a dica para os bancos, também.

Ao invés de tentar calar quem aponta seus defeitos, por favor, melhore seus produtos.

Prove para seus clientes que você é feito, de verdade, para eles!

Por que oferecer fundo bom só para o cliente private?

A Empiricus conseguiu melhorar, sim, a educação financeira de seus assinantes.

Os três amigos que se juntaram em uma casa velha com água até as canelas chegaram, fuçaram em tudo e mudaram o jogo.

Daqui pra frente, a história é outra.

Se você quiser fazer parte desse jogo novo, o do research financeiro independente, seja bem-vindo.

Mas venha para fazer um bom trabalho.

Atacar quem veio antes e inventou as novas regras não funciona.

Pode até fazer barulho, mas não vai resolver a vida de ninguém.

Eu lá sei se a Empiricus estará por aqui no futuro – o CD matou o disquete, mas foi morto pelo pen drive.

O que eu sei é que neste novo mundo, não haverá espaço para taxistas ou títulos de capitalização e é loucura seguir olhando para o mundo como era antes.

Boas empresas se adaptam às mudanças.

Grandes empresas a promovem.

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