S01E25 – Em Busca da Fortuna Perdida

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“Jogador de futebol”

Sem pensar, era essa resposta quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse.

Meu talento com a redonda não permitiu que fosse muito longe, mas, sempre me imaginava ganhando a Libertadores para a Fiel, aquele golaço no fim, contra o Boca.

Uma bica de fora da área.

Bem na gaveta!

Outro sonho recorrente era o gol de falta aos 47 do segundo, final da Copa.
A vítima?

Argentina, claro!

Na minha cabeça, ganhar a Libertadores e a Copa garantiam glória e fama para todo o sempre.

Jogar na Europa, então, era a certeza de salários milionários, festas, mulheres e carrões enquanto o coração aguentasse.

Para muitos, infelizmente, a realidade é outra.

Muitos conhecem a carreira brilhante de Müller.

O eterno camisa 7 do São Paulo ganhou absolutamente tudo que um jogador de futebol pode ganhar.

Vários Campeonatos Paulistas, 2 Brasileiros, 2 Libertadores, 2 Mundiais de Clubes e, a honra máxima, a Copa de 94.

Müller é Tetra, amigo.

Além disso, teve boas passagens na Itália e Japão.

Depois de se aposentar, foi comentarista e até hoje dá umas palhinhas na Band com o “Craque Neto”.

Com tantas glórias na carreira, é difícil imaginar que, hoje, Müller esteja preocupado com o futuro.

A verdade é que Müller está “quebrado”.

Chegou a morar de favor na casa de amigos.

Gastou tudo que ganhou com carros e roupas.

Se você não acredita, dê uma olhada nesse vídeo.

Veja, o próprio craque afirma que chegou a ter um salário mensal de mais de 150 mil reais – tem muita gente que não ganha isso no ano!

Se alguém que conquistou tanta coisa na vida, que foi tão bem-sucedido em uma das carreiras que mais pagam no mundo, conseguiu quebrar, o que dizer de você, que lê essas linhas mal escritas?

A Previdência está quebrada e a farra dos juros altos está no fim.

A não ser que você já tenha um grande patrimônio ou uma boa e estável fonte de renda, a única saída é a disciplina.

Corte um pouco os gastos, reserve uma parcela de sua renda e, como uma pequena formiga diligente, garanta um futuro confortável para você e sua família.

Legal.

E como aplicar isso aí?
Não dá para dar uma de Tio Patinhas e guardar tudo na “Caixa-Forte”.

Até pouco tempo atrás, os fundos de previdências eram, por assim dizer, meio mais ou menos, para não dizer uma b$st@ mesmo.

Recentemente, começaram a surgir alguns mais bacaninhas. Tem até fundo de previdência do Verde, agora.

No meio disso tudo, fica complicado saber qual o melhor destino para o seu rico dinheirinho.

Começa que você olha lá e tem o PGBL e o VGBL.

Que cazzo é isso?

No PGBL, Plano Gerador de Benefício Livre, as contribuições (depósitos) que você fizer durante o ano são dedutíveis de seu imposto de renda, no limite de até 12 por cento do total de sua renda tributável.

Em contrapartida, lá na frente, quando você resgatar suas aplicações, o imposto incide sobre TODO o valor resgatado.

É o melhor plano para aqueles que fazem a declaração completa do imposto de renda.

Já no VGBL, Vida Gerador de Benefício Livre, o imposto também só é cobrado no momento do resgate, mas, incide apenas sobre os rendimentos.

Em compensação, você não pode deduzir os depósitos de sua declaração anual de IR, por isso, é a modalidade mais recomendada para quem faz a declaração simplificada.

Além disso, em ambos os casos, há isenção de ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) em boa parte dos estados brasileiros.

Ou seja, dependendo de onde você morar, o fundo de previdência serve também como planejamento da distribuição de herança – mas só vale a pena se os valores aplicados ficarem no fundo por, pelo menos, 10 anos, por causa da tabela regressiva do IR.

É muito importante ter certeza que um bom gestor está tomando conta do seu dinheiro – é preciso de boas aplicações para que o seu dinheiro ganhe da inflação e, ao longo dos anos, vá trabalhando por você.

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Além disso, há toda uma questão da seguradora – o plano, na verdade, funciona como um seguro de vida e, se a seguradora for para o saco, bem, sua aposentadoria vai com ela.

Acho que já deu para perceber que, apesar de ser muito bacana, não dá para sair por aí investindo em qualquer fundo.

Para ser bem sincero, eu tenho uma certa trava mental e, a cada dois meses, pergunto para a Luciana: “qual é o PGBL e qual é o VGBL, mesmo?”.

Se você for falar com o gerente do seu banco ele vai te recomendar aquele fundo que é bom para ele. Com uma taxa de administração bem gorda e um desempenho magro – isso sem falar nas taxas de carregamento, que podem te carregar para a ruína.

Se você quiser, mesmo, saber qual o melhor fundo para a sua aposentadoria, recomendo que dê uma olhada no relatório que a nossa especialista em fundos não imobiliários preparou.

Ela fez uma lista com as 7 maravilhas do mundo da previdência – os sete melhore sair por aí sem ajuda de uma profissional.

Seria loucura sair por aí sem ajuda de uma profissional.

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