As armadilhas dos bancos, parte 2: o mico da previdência privada

Para o banco é muito interessante vender planos de previdência, que fidelizam o cliente num longo prazo. Mas os rendimentos são péssimos perto de outros produtos

As armadilhas dos bancos, parte 2: o mico da previdência privada

Na semana passada começamos a te mostrar as armadilhas que os bancos escondem em produtos que fazem, na verdade, você perder dinheiro. Hoje vamos mostrar as pegadinhas da previdência privada.

Tudo que eu vou contar aqui aprendi trabalhando por três anos em um banco.

Quando informamos ao gerente que desejamos fazer um investimento de longo prazo, nem precisamos terminar de falar e o contrato de adesão ao plano de previdência já aparece em cima da mesa pronto para você assinar.

O que era para ser um investimento prático e rentável, de repente, fica confuso, aparecem dois tipos para escolher, PGBL e VGBL, e em seguida mais duas formas de tributação, regressiva ou progressiva, e alguns outros detalhes, como o perfil dos fundos e as taxas envolvidas.

Nessa hora, a cabeça dá um nó e a maioria dos investidores escolhe de forma errada.

Para o banco é muito interessante vender a previdência como um produto de investimento, pois possuem taxas mais elevadas, administração e carregamento, fidelizam o cliente num plano de longo prazo, em que o resgate antecipado poderá punir o investidor com uma alíquota de IR muito elevada.

+ Se você já tem um plano de previdência privada e quer saber se deve mantê-lo ou não veja nosso relatório Você Investidor de julho, que abordará o assunto em detalhes.

Se você possui um valor para investir no curto, médio ou longo prazo, existe uma infinidade de produtos mais rentáveis do que os fundos de previdência. Se você pensa em poupar um pouquinho a cada mês, com o objetivo de construir um patrimônio para a sua aposentadoria, uma alternativa de custo menor e consequentemente mais rentável, para aplicações de baixo valor, são os títulos do Tesouro Direto.

Os fundos previdenciários de renda fixa dos bancos chegam a cobrar taxa de administração de 3% ao ano, mais taxas de carregamento. Já no Tesouro Direto, você consegue comprar títulos pagando apenas 0,3% ao ano.

No momento, vemos boas oportunidade de compra dos títulos indexados à inflação (IPCA) muito melhores que os planos bancários.


Um abraço,

José Castro

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