Cadê o calote que estava aqui?

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Cadê o calote que estava aqui?

O otimismo com a possível chegada de Michel Temer fez a gente deixar um pouco de lado a história do calote.

Isso quer dizer que ele sumiu?

Não. Na verdade, os riscos ficam cada vez mais evidentes.

Nas últimas semanas, estados se articularam para alterar a forma de pagamento da dívida para juros simples. Ou seja, calote. Alguns estados estão atrasando pagamentos para pessoal, hospitais, etc… Mais calote.

Circulam estimativas de que o governo precisaria fazer um ajuste de R$ 300 bi para estabilizar a dívida/PIB em 70%. Em um cenário de queda de atividade e receita, se conseguirmos qualquer superávit (pode ser R$ 0,001 bi) nos próximos 2 anos, já me dou por satisfeita.

E não descarte a possibilidade de mais um plano econômico direto do escritório de Rousseff e Barbosa Arquitetos de Ficção Associados. O desespero pode vir acompanhado de mais um pacote de bondade pago com cheque sem fundo.

Quer dizer que se Dilma sair, não teremos mais calote?

Se Dilma sair e Temer trouxer para o Palácio do Planalto uma pastinha com planos certeiros para nossa crise fiscal, a confiança pode gerar um impacto positivo contribuindo para a atividade, receita e eventual queda dos juros.

Mas o bode não sai da sala. Não chamaríamos sua atenção para um problema dessa magnitude se só a troca de um presidente resolvesse tudo.

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