Encontramos um inimigo e nos juntamos a ele

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Encontramos um inimigo e nos juntamos a ele

Reacionário no meu caso é reação a tudo que não presta.
NELSON RODRIGUES (1912 – 1980),
jornalista e dramaturgo

 

 

Caro Leitor,
É provável que, a esta altura dos acontecimentos políticos, você tenha sido levado a visitar O Antagonista, por condução coercitiva ou voluntária.

Rápidos e diretos, os posts independentes de Diogo Mainardi e Mario Sabino nos atraem, pois incomodam os protagonistas de plantão.

Incomodam a tal ponto que começamos a torcer para o inimigo vencer no final.

Antagonista no mercado financeiro, a Empiricus foi a primeira anunciante do site, em janeiro de 2015, torcendo por seu controverso sucesso.

Em pouco mais de um ano, O Antagonista alcançou a irônica audiência de unânimes, mesmo para os padrões do Datafolha.

5 milhões de usuários únicos por mês.
140 milhões de páginas visualizadas nos últimos 30 dias.
Fomos obrigados a refazer as contas. Paramos de torcer, passamos a investir.

Nesta semana, assinamos um protocolo de intenções para a compra de 50% de O Antagonista, com o intuito de fazê-lo crescer. Duas metades valem mais do que um inteiro.

Esta nova sociedade preserva, obviamente, a independência editorial que multiplicou o site.

Diogo e Mario continuam a escrever tudo aquilo que apuram, pensam e indispensam. E nós, curiosos, continuamos a ler.

No front comercial, recusam quaisquer anúncios e patrocínios de estatais, mesmo que superfaturados.

De resto, nada será como foi.

O Antagonista contratará mais excelentes repórteres, como Cláudio Dantas, para que possa ampliar o número de notícias publicadas por dia.

Novas tecnologias revolucionárias (ou, talvez, reacionárias) facilitarão a navegação de seus milhões de leitores.

Aproveitaremos também para fincar pé trocado no jornalismo econômico, através de uma parceria promissora com O Financista.

O que ganharemos em troca? A Empiricus quer ampliar o número de assinantes por meio de anúncios no site. Simples, e com a vantagem de já sabermos que funciona.

Desnecessário dizer, a liberdade e isenção de nosso time de analistas seguem intocadas e intocáveis.

Temos, juntos, ainda mais direito de escarnecer, ridicularizar, esclarecer, cultivar inimigos e influenciar pessoas.

Você que leu O Fim do Brasil, A Virada de Mão, A Tese do Calote e o Rali do Impeachment sabe do que estou falando.

Você se assusta com a realidade distópica, se revolta, ganha dinheiro e se diverte conosco. Como isso é possível? Somos contra muitas coisas, sempre a favor de nossos leitores.

A Empiricus cresceu e vai crescer ainda mais.
O Antagonista também.
Encontramos, finalmente, um inimigo à altura, e esse inimigo nos encontrou.

Não é fácil encontrar inimigos.
Quando tiver chance, junte-se a eles.

 

Dos Antagonistas,

Caio, Felipe e Rodolfo

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