Decisão da CVM beneficia acionistas minoritários da CPFL Renováveis

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Nesta quarta-feira (21/02), as ações da CPFL Renováveis (CPRE3) subiram 18%, com a decisão da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de intervir na disputa que envolve os minoritários da companhia e sua controladora, a State Grid.

Após ter assumido o controle da CPFL Energia (CPFE3), a State Grid precisa realizar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para as ações CPRE3. O problema é que os valores definidos para a oferta embutiam prêmio relevante para a CPFE3, e um desconto para o segmento de energia renovável (CPRE3) que tem potencial de crescimento maior que o de distribuição.

A CVM estabeleceu que o preço mínimo da OPA da CPRE3 deveria ser de R$ 16,69 e não R$ 12,20 como tinha sido estabelecido. Entendemos que o impasse perdurará algum tempo ainda, já que a State Grid pode facilmente alegar que não é papel da CVM definir preço ou uma metodologia de cálculo para esses casos. Mesmo assim, a notícia é positiva para os acionistas da CPFL Renováveis.

A expectativa é que essa intervenção da CVM abra um precedente importante para os acionistas da CPFL Energia, que também aguardam por uma OPA da mesma State Grid. Com a decisão favorecendo os minoritários da Renováveis, a probabilidade de um desfecho favorável no caso de CPFE3 também aumenta.

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