Denúncia de esquema de corrupção derrubam ações da CCR

As ações da CCR despencaram 6,19% na última sexta-feira (23/02), por conta da reportagem citando sua ligação com a Rock Star, empresa envolvida na Lava […]

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As ações da CCR despencaram 6,19% na última sexta-feira (23/02), por conta da reportagem citando sua ligação com a Rock Star, empresa envolvida na Lava Jato. De acordo com a delação do empresário Adir Assad, a concessionária está envolvida em um esquema de corrupção que envolve repasse o superfaturamento de contratos de patrocínio de eventos esportivos.

Ainda conforme o delator, o esquema gerou mais de R$ 45 milhões de caixa entre os anos de 2009 e 2012 e foi avalizado pelo então diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto). As notícias não são exatamente novidade – uma matéria da Veja, de 2012, já apontava irregularidades nos referidos contratos. À época, a CCR divulgou nota e encerrou a parceria com a Rock Star.

Na última sexta, a CCR afirmou que “os contratos foram assinados, devidamente contabilizados e todos os comprovantes da efetivação dos serviços contratados estão devidamente catalogados e registrados”. Pelas informações disponíveis no momento, a empresa não foi favorecida indevidamente.

Ao que tudo indica, diretores da companhia receberam dinheiro vivo para manter o esquema funcionando, mas não houve contraparte no que se refere a contatos de concessão ou outras operações ligadas ao negócio da CCR, mas isso não pode, de forma alguma, ser descartado. Apesar do assunto estar longe de uma conclusão, apesar dos números de 2017 positivos, as ações da empresa podem continuar sendo pressionadas para baixo.

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