Estados Unidos dita tom para sobe e desce de ações do setor siderúrgico

Após declarar que vai instituir tarifa de 25% sobre a importação de aço e de 10% sobre alumínio para proteger a indústria americana, o presidente […]

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Após declarar que vai instituir tarifa de 25% sobre a importação de aço e de 10% sobre alumínio para proteger a indústria americana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue dando o tom para o sobe e desce das ações do setor siderúrgico e dos mercados globais.

Embora o presidente americano tenha dito que não vai voltar atrás, e declarado em redes sociais que “guerras comerciais são boas e fáceis de vencer”, membros do partido republicano têm criticado a proposta de Trump e solicitaram que o assunto seja avaliado de maneira mais cuidadosa, já que pode acabar tendo efeito contrário ao esperado.

Entre os nomes de peso estão Paul Ryan, presidente da câmara dos EUA, que se mostrou contra o tarifaço e argumentou que a medida pode causar problemas à economia americana. As disputas internas são tão grandes que até mesmo Gary Cohn, principal assessor econômico da Casa Branca, renunciou.

O assunto ainda está indefinido, já que a China e a União Europeia prometem retaliar os Estados Unidos e iniciar uma guerra comercial mais agressiva. Ao que tudo indica, Trump está “colocando o bode na sala”, para depois sentar e negociar com seus parceiros comerciais. Primeiro declarou que todos os países seriam tratados de maneira igualitária, mas depois recuou e disse que se Canadá e México assinassem novo Tratado de Livre Comércio da América do Norte – Nafta – estariam isentos das sobretaxas.

Os países afetados pela medida, incluindo o Brasil, seguem pedindo à OMC (Organização Mundial do Comércio) para que a medida protecionista adotada unilateralmente pelos EUA seja revista, pois pode levar a sérias consequências para o comércio internacional.

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