EUA oficializa sobretaxa à importação de aço e alumínio

O presidente Donald Trump oficializou a sobretaxa à importação de aço em 25% e do alumínio em 10%. Por enquanto, Canadá e México, principais parceiros […]

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O presidente Donald Trump oficializou a sobretaxa à importação de aço em 25% e do alumínio em 10%. Por enquanto, Canadá e México, principais parceiros comerciais dos EUA, estarão isentos por tempo indeterminado – os países estão renegociando o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

O presidente americano cedeu às demandas internas e disse que aceitará negociar com outros países, deixando bem claro que a medida tinha o objetivo de pressionar seus parceiros e por consequência, conseguir melhores acordos comerciais no futuro. O fato é que nenhum país vai ficar parado e a volatilidade nos mercados deve continuar.

A União Europeia insistiu mais uma vez que, por conta dessa medida, parte do aço, antes importado pelos EUA, será direcionado para a Europa, e por isso, terá que adotar medidas protecionistas para retaliar produtos americanos. Já o Brasil, por ter menor poder de negociação, segue adotando uma postura de “esperar para ver como esta situação se desenvolve”, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Em 2017, 34% do aço brasileiro foi exportado para os EUA, sendo a Gerdau uma das principais responsáveis por esse volume. Apesar disso, por ter 40% de sua receita oriunda de sua operação nos Estados Unidos, a siderúrgica brasileira pode acabar se beneficiando de uma menor concorrência em suas operações lá fora, com melhorara de margens, que é consideravelmente menor nas operações norte-americanas.

As posições que podem sofrer com maior intensidade, se nada for feito pelo governo, serão Usiminas e CSN que devem ter um aumento da concorrência no mercado interno – o aço que era exportado aos EUA, passará a ser escoado para outras economias e o Brasil será um dos alvos dos grandes exportadores.

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