Sem créditos fiscais, Grupo Pão de Açúcar apresenta números ruins

O Grupo Pão de Açúcar divulgou nesta segunda-feira (19/02) os resultados do quatro trimestre do ano passado. À primeira vista, os números apresentaram bom crescimento. […]

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O Grupo Pão de Açúcar divulgou nesta segunda-feira (19/02) os resultados do quatro trimestre do ano passado. À primeira vista, os números apresentaram bom crescimento. Mesmo em um cenário de deflação no preço dos alimentos, houve expansão de receita, Ebitda, lucro e aquela sensação de dever cumprido.

No entanto, a companhia reconheceu que recebeu créditos fiscais que chegaram a R$ 360 milhões no trimestre. Sem eles as margens brutas teriam ficado estáveis, o Ebitda teria caído e o prejuízo seria ainda maior que o registrado no mesmo período de 2016. Considerando os créditos, Ebitda ajustado subiu 28%, e o lucro – excluindo Via Varejo – foi de R$ 215 milhões.

O guidance da companhia para 2018 não anima muito. O grupo quer vendas mesmas lojas do Assaí (atacado) crescendo mais que a inflação, e do Multivarejo (resto do varejo) acima da inflação alimentar. Com PIB retomando e inflação lá embaixo, esperávamos um pouco mais de otimismo.

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