Ibovespa ignora inflação ao consumidor americano e fecha em alta

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Desde o último Relatório de Emprego dos EUA, qual é o grande temor global? Basicamente, de que as pressões inflacionárias americanas forcem o Fed a elevar a taxa básica de juros em ritmo mais acelerado do que o previsto. O Banco Central norte-americano, assim, poderia acabar com o crescimento da economia, ao mesmo tempo em que decretaria o fim da festa da grande liquidez global, com impacto potencialmente grande sobre os mercados emergentes – Brasil incluído, claro.

Então, nesta quarta-feira (14/02) era o dia da temida inflação ao consumidor norte-americano. Qualquer comportamento acima do esperado poderia disparar nova pressão vendedora, ao corroborar o argumento em prol da necessidade de uma subida acelerada do juro básico norte-americano, com efeitos danosos sobre ativos de riscos. Eis que os preços ao consumidor dos EUA arrombaram qualquer expectativa e, claro, as bolsas fecharam… em forte alta!

O mercado tem sua própria dinâmica. Não digo a própria lógica, porque por vezes aparenta não ter lógica alguma. Assim como os seres humanos, ele obedece a seus próprios anseios. Por vezes, a forma como reage a uma determinada notícia revela mais sobre sua trajetória futura do que a notícia em si. O mercado parece querer subir. E, se assim for mesmo, vai subir. Só com mais volatilidade agora.

Leia a análise na integra no Day One, Onde nós erramos?.

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