Ibovespa: quando a esmola é demais, o santo desconfia

Confesso que é um pouco angustiante ser um contrarian (a pessoa que tenta pensar o oposto da manada). Quando as ações estão nas máximas e os jornais, revistas, taxistas, palpiteiros, astrólogos, corretoras e banqueiros dizem para comprar de mão cheia, você se preocupa com o que está acontecendo com os juros americanos. É chato, eu sei.

É fato. Estamos seguindo as bolsas chinesas para cima. Quanto mais o dólar se deprecia (juros se mantendo baixos), mais dinheiro sai dos EUA e migra para os mercados emergentes (e voilà, para o Brasil). (…) Sim, imaginamos que a bolsa ainda possui uma enorme avenida para se recuperar dos anos Dilma, da pior recessão da história do país. Mas requer cuidado. Se foi difícil acumular seu patrimônio, para que arriscá-lo em operações “ou vai ou racha”? Comece devagar, vá com paciência, tenha seguros.

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