Contando com sorte e boa execução, Brasil alcança meta fiscal de 2017

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Contando com um pouco de sorte e boa execução, a meta fiscal de 2017 deve ficar em linha com os R$ 129 bilhões de déficits projetados para o ano. Esse valor tinha sido revisado (R$ 159 bilhões) para contemplar algumas frustrações de receita e, ironicamente, melhoras nesse campo e boas execuções no Tesouro Nacional colocaram o número de volta na meta.

Naturalmente, esse é um ponto importante, mas a retomada econômica ajudará a foto a melhor cada vez mais. O problema continua sendo quando olhamos o filme, ou seja, a trajetória da dívida pública ainda permanece preocupante. O problema consegue ser atacado se a reforma da Previdência for aprovada e, ao que podemos ver, até o presidente do Banco Central segue fazendo campanha para que isso seja possível.

A reforma tende a ajudar a inflação a se manter baixa e comportada, permitindo ao Banco Central seguir com os juros baixos – reduzindo as incertezas e, por consequência, o prêmio que a curva de juros embute hoje. E em termos de investimentos, podemos ganhar bons retornos se fizermos a aposta na redução deste prêmio que mantém a curva de juros muito inclinada.

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