Fibria fura o olho do acionista minoritário em fusão com Suzano

Após o BNDES assegurar que a fusão entre Fibria e Suzano garantia aos acionistas minoritários recebessem dinheiro e ações nas mesmas condições dos controladores, em […]

Compartilhe:

Após o BNDES assegurar que a fusão entre Fibria e Suzano garantia aos acionistas minoritários recebessem dinheiro e ações nas mesmas condições dos controladores, em fato relevante divulgado na manhã de hoje, a Fibria informou que seus acionistas receberão um valor de R$ 52,50 por ação mais 0,4611 de ações da Suzano. Pelos preços de fechamento desta quinta-feira (15/03), isso equivale a R$ 63,29 por ação de Fibria, 11% abaixo do fechamento desta quinta que foi de R$ 71,56.

O desfecho das negociações é muito ruim para os minoritários de Fibria, ainda mais se levarmos em consideração que a Paper Excellence (PE), companhia holandesa de controle asiático, havia feito uma oferta firme de R$ 71,50 por ação da Fibria, de acordo com dados atualizados.

O interesse do BNDES, que faz parte do grupo de controle de Fibria e detém cerca de 7% do capital da Suzano, era de vender suas ações e garantir que o controle da Fibria continuasse nas mãos de brasileiros. Ao que tudo indica, pelo que está exposto no fato relevante, o fez às custas dos interesses dos minoritários.

Por mais que apresentem o discurso de que Suzano e Fibria tenham mais a ganhar em termos de sinergias, é um despropósito fechar um acordo a um valuation bem menor do que o da proposta da PE, que possui participação relevante na Eldorado Celulose, vizinha da fábrica da Fibria, em Três Lagoas, e também com grande potencial sinérgico com a brasileira.

Como cereja do bolo, a Suzano se prontificou a pagar uma multa de R$ 750 milhões, ou seja R$ 1,35 por ação caso a transação seja barrada por órgãos antitruste. A proposta da PE previa uma multa muito maior, de R$ 7 por ação.

Conteúdo recomendado