Poupadores e instituições financeiras entram em acordo

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Foram 30 anos de impasses na Justiça, mas nesta segunda-feira (27/11) finalmente foram definidas as premissas sobre o acordo entre poupadores e instituições financeiras envolvendo o pagamento de perdas dos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990.
O acordo foi fechado em R$ 10 bilhões.

Agora, os termos finais dependem da homologação pelo Supremo Tribunal Federal para que possa, enfim, ser cumprido. Em princípio, os pagamentos serão parcelados em até três anos, sofrendo a incidência de descontos progressivos a depender do plano econômico que esteja vinculado.

Como grande parte das indenizações já foram provisionadas, enxergamos a fixação de descontos como positivos para as instituições uma vez que os recursos não utilizados devem voltar direto para o caixa das companhias. Por outro lado, a confirmação do acordo pode fazer com que novos poupadores entrem com processos contra os bancos, mas o estabelecimento de um teto de gastos com os processos – limitado nos R$ 10 bilhões – afasta o risco sistêmico que pairava sobre os bancos.

Por fim, houve comemoração entre a equipe econômica do governo, uma vez que a injeção de recursos na economia brasileira pode impulsionar o consumo e beneficiar a economia como um todo.

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