Reforma da previdência: chances de aprovação diminuem a cada dia

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Comunicado do Copom da última quarta (25/10), que dividiu opiniões entre se seria possível uma queda de juros até o patamar de 7% ou 6,5%, ainda não refletiu no Focus de hoje. A mediana geral para a taxa Selic continua igual, fixada em 7%. Nessa mesma toada, as apostas de um crescimento de 0,73% esse ano continuam – apesar de dados mais fracos de crescimento das últimas semanas.

Com crescimento seguindo o mesmo passo e surpresas no IPCA, continuamos vendo revisões para cima no resultado consolidado da inflação deste ano (3,08%), mas sem mudanças em 2018. A possível prorrogação da bandeira dois até o final do ano devido ao baixo volume nos reservatórios também deve prejudicar as projeções do ano.

Seja qual for o resultado, esses efeitos tendem a ter maior impacto na parte curta da curva de juros – onde não temos tanto gordura a capturar. A maior diferença para nós continua sendo os impactos da reforma da previdência – que agora possui sua última janela de oportunidade até o recesso parlamentar. Resta agora saber o quanto de apoio Temer ainda possui na Câmara, após as denúncias. Uma vez que quanto mais avançamos no calendário de 2018, menores as chances de aprovação.

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