A tão falada regra de ouro é um passo contrário ao equilíbrio fiscal

A discussão quente do começo de ano no Planalto não tem sido a reforma da Previdência, mas sim uma possível alteração na regra de ouro. […]

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A discussão quente do começo de ano no Planalto não tem sido a reforma da Previdência, mas sim uma possível alteração na regra de ouro. A regra diz que o governo não pode se endividar para pagar despesas correntes. Despesas correntes são aquelas necessárias para fazer a máquina pública funcionar, como por exemplo salários.

Se você tem uma empresa, por exemplo, que tem receitas menores do que o pagamento de salários, sua empresa está condenada a sempre mostrar prejuízos. Se você financia esses prejuízos contraindo dívidas, elas serão cada vez maiores, adicionando juros aos gastos, e rumando para o impagável.

Em um governo também funciona assim, e a regra foi criada para organizar esta relação. Acontece que o Tesouro está certo de que irá descumprir esta regra em 2019, e tenta flexibilizá-la este ano. É um passo contrário ao equilíbrio fiscal. O correto seria fazer um esforço para reduzir os gastos correntes.

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