Setor siderúrgico ainda patina e vai atrás da ajuda do governo

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Números do setor siderúrgico para 2017 e 2018, divulgados pelo Instituto Aço Brasil não são animadores. O mercado interno continua com um crescimento de vendas bem tímido, que não deve passar de 1,2% em 2017. As estimativas de crescimento das exportações ficam em torno de 14,5%, principalmente puxado pelo início de operação da Companhia Siderúrgica do Pecém.

Um fato preocupante para o setor foi o aumento das importações que deve fechar o ano em 33,5%, muito em conta pela queda do preço do aço no mercado internacional – o excedente de capacidade produtiva no mundo, puxado pela China empurrou os preços para baixo. O setor continua recorrendo ao governo em busca de proteção contra o aço barato vindo do gigante asiático.

O desempenho mais positivo do próximo ano deve vir da melhora do setor automobilístico: mesmo que as vendas de aço tenham decepcionado, o melhor desempenho das montadoras locais levou a um crescimento previsto de 9,2% na produção em 2017. Para que o setor realmente decole, falta uma melhora mais vigorosa nos setores de construção civil e infraestrutura.

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