Setor siderúrgico pede mais uma vez aquela ajudinha

Mais uma vez, o setor siderúrgico depende daquela ajudinha do governo. Hoje à tarde, na Câmara de Comércio Exterior (Camex), será realizada reunião para decidir […]

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Mais uma vez, o setor siderúrgico depende daquela ajudinha do governo. Hoje à tarde, na Câmara de Comércio Exterior (Camex), será realizada reunião para decidir sobre a aplicação de tarifa antidumping contra as importações de aços laminados da China e da Rússia.

Esse tipo de aço é utilizado pelas indústrias de automóveis, eletrodomésticos e construção civil e, se aplicada, a tarifa traria benefícios à indústria de aço brasileira que, em muitos casos, tem operado com desconto para o valor do aço importado.

Por outro lado, a indústria de transformação – que utiliza os insumos da China e Rússia, é contra o aumento já que maiores custos de aço implicariam em aumento de preços e/ou queda de margens.

As fabricantes brasileiras CSN, ArcelorMittal e Gerdau estão confiantes de que a decisão será favorável à indústria de aço nacional, a prática de dumping (preços predatórios) foi constatada por relatório técnico do Departamento de Defesa Comercial. Resta à Camex julgar se há interesse público para que a tarifa não seja aplicada e os preços sigam mais baixos.

Se aplicada a taxa, o efeito certamente seria positivo às empresas envolvidas, mas é mais um sinal de que a indústria local segue incapaz de concorrer com o aço importado e precisa de uma ajuda extra para brigar de igual para igual com a concorrência externa.

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