Apesar do mar de sangue nas Bolsas, ainda vale a tese do bull market secular

Em linhas gerais, o comportamento recente das Bolsas norte-americanas se trata mais do resultado de forças técnicas e de um ajuste natural/conjuntural depois de lucros […]

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Em linhas gerais, o comportamento recente das Bolsas norte-americanas se trata mais do resultado de forças técnicas e de um ajuste natural/conjuntural depois de lucros acumulados do que propriamente de real alteração da tendência estrutural positiva. Não significa necessariamente que a correção está esgotada, tampouco que será superada no curtíssimo prazo. A própria arquitetura técnica dos modelos de alocação de recursos desse pessoal sugere a possibilidade material de que haja alguns dias ainda até a interrupção do processo.

Embora, portanto, precisemos estar cientes da possibilidade material de que os próximos dias imponham nova pressão vendedora, não acho que tenha havido mudança estrutural. O aumento dos yields em nível global pode gerar alguma aversão a risco no curto prazo. Mas precisamos lembrar que o maior rendimento dos títulos do Tesouro americano está acontecendo por uma perspectiva de maior crescimento global e maior inflação, algo que, em termos líquidos, costuma ser positivo para os mercados emergentes.

Pessoalmente, e por mais que isso possa gerar volatilidade no curto prazo, até prefiro o ajuste tal como está acontecendo. Pior seria anos e anos de mais complacência, muita liquidez e acúmulo de riscos escondidos. Isso suprimiria a volatilidade, escondendo a poeira sob o tapete. As pessoas seriam cada vez mais empurradas para o risco e a alavancagem, até que a bolha atingisse patamares não mais gerenciáveis. De repente…..boom! Resumindo, portanto: nada muda na tese estrutural do bull market secular.

Leia a análise na íntegra no Day One, Algumas palavras sobre o “sell off”.

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