Caixa operacional da Usiminas chega a R$ 1,7 bilhão em 2017

A Usiminas divulgou números em linha com o consenso de mercado. Mas, isso, nem de longe, é notícia ruim. Com o avanço de volumes e […]

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A Usiminas divulgou números em linha com o consenso de mercado. Mas, isso, nem de longe, é notícia ruim. Com o avanço de volumes e um bom controle de custos e despesas, a companhia deu uma aula do que chamamos de “alavancagem operacional”. Depois de anos operando muito próxima do breakeven operacional, o aumento de volume nos trouxe números muito bons, principalmente quando olhamos para a geração de caixa operacional – foram R$ 1,7 bilhão em 2017.

Com a geração de caixa e o avanço de Ebitda no ano, a alavancagem finalmente entra em níveis mais razoáveis – 1,98x de dívida líquida/Ebitda e permite que a companhia olhe para o futuro com um pouco mais de calma. E, mais importante ainda para o futuro foi a notícia de que os controladores, depois de mais de quatro anos de disputa, finalmente chegaram a um acordo.

Em termos de números, vimos o avanço de receitas para R$ 3,1 bilhões (alta de 12,4% na comparação trimestral) e custos (alta de 11,9%) e despesas crescendo em menor ritmo (11,4%). O lucro líquido foi impactado por reconhecimento de impairment em duas controladas e uma coligada, no total de R$ 75 milhões e pelas elevadas despesas financeiras.

Mais importante do que o resultado, tivemos nesta quinta-feira (08/02) o anúncio de que Ternium (ítalo-argentina) e Nippon (japonesa), que dividem o controle, entraram em termos amigáveis de governança – indicarão, alternadamente, CEO e diretor do Conselho de Administração a cada quatro anos (mandatos duplos de dois anos). Além disso, firmaram acordo para que nenhuma das partes possa, sem concordância da outra, vender e/ou comprar ações com direito a voto (ordinárias) no mercado.

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