Vale tem recordes nos números operacionais e deve anunciar boas margens

A Vale divulgou sua performance operacional do quarto trimestre de 2017. Foram produzidas 93,3 milhões de toneladas no trimestre, ficando 1,8% menor que o anterior. […]

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A Vale divulgou sua performance operacional do quarto trimestre de 2017. Foram produzidas 93,3 milhões de toneladas no trimestre, ficando 1,8% menor que o anterior. Os números de produção refletem a atual estratégia da empresa, focada em maximização de margem, “value over volume”, em todos os segmentos.

No segmento de ferrosos, responsável por mais de 80% do Ebitda da companhia, a produção anual mostrou números recordes (366,5 milhões de toneladas), crescendo 5,1% em relação a 2016. Apesar de continuar tendo crescimento no volume, a produção anual ficou dentro do limite inferior do guidance (360-380 Mt). O Sistema Norte (Carajás, Serra Leste e S11D) – onde a Vale mais gera valor no segmento de ferrosos, produziu 46% do total de minério, crescendo 14,2% em relação ao ano anterior.

O ramp up do sistema S11D vem permitindo à companhia melhorar margens – é um minério de maior qualidade e menor custo que tem sido negociado com prêmio significativo, principalmente pelas medidas antipoluição adotadas pelo governo chinês. Em linha com a estratégia de priorizar valor e não volumes, a companhia segue com a redução de produção no Sistema Sul, que tem um minério de menor qualidade e custo de extração maior.

Veja também: Canal sobre a Vale

Além da produção divulgada, a última semana trouxe mais fatos importantes para a companhia. A partir da última quinta-feira (15/02), os controladores da Vale ficaram livres para vender 16,72% do capital total – as ações estavam bloqueadas desde a primeira fase de conversão de ações preferenciais em ordinárias.

Esperamos que, se os controladores optarem por vender parte desse valor, será feito de forma organizada para não pressionar os papéis da mineradora. Mas não podemos descartar pressão sobre os preços no curto prazo. Porém, no longo prazo, traria mais liquidez para os papéis e permitiria um aumento no número de conselheiros independentes no conselho de administração.

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