Vale bate consenso para Ebitda que cresce 8% acima das expectativas

A Vale não só reportou excelentes resultados como bateu o consenso para seu Ebitda com 8% acima das expectativas. A melhora de mix na produção […]

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A Vale não só reportou excelentes resultados como bateu o consenso para seu Ebitda com 8% acima das expectativas. A melhora de mix na produção de minério, fruto do ramp-up das operações de S11D, tem permitido à companhia aumentar volumes, reduzir a produção de operações menos eficientes e ganhar margem.

Com isso, não só a rentabilidade da companhia avança como a geração de caixa para desalavancagem – ajustando para entradas de caixa que devem ocorrer no primeiro trimestre deste ano, a dívida líquida deve ficar em US$ 14 bilhões, o que representa menos de 1x Ebitda e próximo à meta de US$ 10 bilhões estipulada pelo management.

As diretrizes na China por racionalização da produção e redução das emissões e poluentes têm impulsionado o consumo (e o prêmio) de minério de alta qualidade – excelente notícia para Vale que já tem 46% de sua produção saindo do Sistema Norte que é o de menor custo e maior índice ferroso.

Não foi só no segmento de ferrosos que as coisas andaram bem. No segmento de metais básicos a companhia conseguiu reduzir custos e promover ajustes nas operações, o que melhorou margens e rentabilidade. Para o ano, a companhia bateu recorde de produção de minério e viu sua receita avançar em 14,7%, fruto não só de maiores volumes, mas também do avanço nos preços, que ficaram, em média, 22% acima do ano anterior.

O nível de investimentos (Capex) foi o menor desde 2005 – a conclusão da implementação do S11D permitiu maior geração de caixa livre (US$ 8,6 bilhões) que foi, em grande parte, destinado à amortização de dívidas. Para 2017, a opção foi fazer a distribuição mínima de dividendos mas, a ideia é estabelecer uma política agressiva de proventos daqui para frente, a ser divulgada em março.

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