Vale (VALE3): a hora e a vez das commodities

A Vale (VALE3) reportou um ótimo resultado, em linha com o consenso. Os grandes destaques do trimestre foram a forte desalavancagem, a boa geração de […]

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A Vale (VALE3) reportou um ótimo resultado, em linha com o consenso. Os grandes destaques do trimestre foram a forte desalavancagem, a boa geração de caixa e a decisão acertada de segurar as vendas no 4T17, esperando melhores preços no 1T18.

O Ebitda de ferrosos totalizou 3,4 bilhões de dólares, queda de 15% em relação ao 1T17, reflexo dos menores preços do minério no período. Aqui, vemos a Vale mantendo sua estratégia de maximizar margens, aproveitando-se do atual prêmio de seu minério, que é de melhor qualidade e maior teor de ferro – os produtos premium totalizaram 76% das vendas da companhia.

Além de melhorar o mix na produção de minério de ferro, o ramp-up das operações de S11D tem possibilitado aumentar margens via incremento de receita e redução de custos conforme a produção aumenta.

Em metais básicos, o foco foi o mesmo: a maximização de margens e o aumento geral do preço do níquel resultaram em um Ebitda ajustado de 644 milhões de dólares, um crescimento de 45% em relação ao 1T17.

Outro ponto importante foi a redução nos investimentos (capex), que continuam no menor nível desde 2005. A redução capex, a venda de ativos e a boa geração de caixa fizeram com que a empresa conseguisse reduzir o endividamento de 1,2x no 4T17 para 1x dívida líquida/Ebitda.

Menores despesas com juros e investimentos, aliadas a uma maior geração de caixa e nova política de distribuição de dividendos vão possibilitar o pagamento de 1 bilhão de dólares em dividendos referentes ao 1T18.

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