Perspectiva de votação da Previdência é o que mantém Temer no poder

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Na iminência do recesso parlamentar e da possibilidade de votação da Previdência ainda em 2018, no curto prazo, dada a importância do tema e a demonstrada sensibilidade dos mercados ao assunto, estamos claramente diante de um cenário binário. Se aprovarmos a reforma, os ativos brasileiros devem subir. Caso contrário, tendem a reagir negativamente. E o pior: ninguém sabe exatamente o que vai acontecer.

Como a maior parte dos grandes investidores não espera que a Previdência seja aprovada, está no preço dos ativos hoje uma baixa probabilidade de ocorrência do cenário positivo. Em outras palavras, temos mais a subir caso a Previdência passe do que a cair no caso de fracasso. Isso é um primeiro ponto importante a favor de um posicionamento comprado. Isso quer dizer que não há downside no caso de fracasso das negociações? Não. Entendo que os ativos brasileiros sofreriam, sim, nesse cenário. No entanto, deve ser algo comedido e de curta duração.

Primeiro porque, como já falado, a maior expetativa é justamente de não aprovação do tema agora. Depois, porque o assunto não estaria liquidado. Se atrasarmos a votação da reforma, o governo logo vai se apressar para “cozinhar o galo”, prometendo votar no início de 2018 e gerando uma série de fatos (e factóides) para garantir a agenda de reformas fiscais ainda respirando, mesmo que por aparelhos. Trata-se apenas do viés de sobrevivência – não há alternativa para o governo Temer; é a expectativa por reformas que o mantém lá.

Leia a análise na integra no Day One, Como operar a Previdência?

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