Weg decepciona em resultados do 4º trimestre

A Weg reportou resultados decepcionantes para o quarto trimestre de 2017. Mesmo com um crescimento de 8,9% na comparação anual nas receitas, a margem Ebitda […]

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A Weg reportou resultados decepcionantes para o quarto trimestre de 2017. Mesmo com um crescimento de 8,9% na comparação anual nas receitas, a margem Ebitda sofreu impactos de maturação de novos negócios e alguns problemas pontuais na operação da África do Sul e recuou de 16,9% em 2016 para 14,1% no ano passado. Outro destaque negativo foi o avanço dos custos, que cresceram bem mais do que as receitas e trouxeram redução na margem bruta de 3,1% na comparação anual.

No ano, as atividades operacionais geraram caixa de R$ 1,3 bilhão, redução de 39,5% em relação a 2016, devido ao maior capital de giro empregado nas operações ao longo do ano. Mas, mesmo com as margens piores e um aumento do capital empregado nas operações, a companhia apresentou um bom avanço no ROIC (retorno sobre o capital investido), que chegou a 15,4% no ano. O fluxo de caixa livre ficou em R$ 907 milhões, para um free cash flow yield de 2,4%.

O tom do management foi otimista, com melhora em todos os segmentos de negócio, mas ainda com lentidão na retomada nos volumes de ciclo longo (equipamentos industriais), o que deve acontecer gradualmente ao longo de 2018 e 2019. A carteira de pedidos, sobretudo para produtos de ciclo curto (eletrodomésticos) e componentes de GTD (geração, transmissão e distribuição de energia) continua robusta e deve sustentar o crescimento de receitas para o próximo ano.

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