Eleitor quer mudança e faz da oposição ‘bullish case” para mercados

A reação do PT e do governo contra as análises a respeito do cenário político divulgadas pelo Santander e Empiricus Consultoria não desanimou economistas de bancos de investimentos e gestoras de recursos de terceiros a analisar e a emitir opinião sobre a eleição presidencial no Brasil atendendo à expectativa e à demanda de clientes. Ontem, a Nomura Securities e o Barclays distribuíram um novo material. Tony Volpon, diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos de Mercados Emergentes na América Latina na Nomura Securities, reafirmou sua avaliação anterior de “vitória da oposição em outubro, em segundo turno, como resultado mais provável da eleição brasileira”. Para Marcelo Salomon, economista-chefe para a América Latina do Barclays, o cenário básico para a eleição presidencial no Brasil contempla mudanças.

“O candidato vencedor será o que estiver mais associado a reformas e mudanças. E, neste momento, quem vem discutindo as alternativas de mudança é a oposição”, explica o economista ao Casa das Caldeiras. Salomon classifica o vencedor das urnas em outubro como “bullish case” para os mercados. Mas se a presidente for reeleita, como sugerem as pesquisas de opinião, pondera Salomon, Dilma Rousseff poderá  anunciar avanços na política fiscal. Se um candidato da oposição vencer o pleito, um novo governo poderá respirar. O mercado dará fôlego à nova gestão.

Em tempo: amanhã, quinta-feira, o Ibope divulga nova pesquisa para presidente da República pela TV Globo. Saem também pesquisas do instituto para governador e senador nos Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Fonte: Valor Econômico

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