Render muito x render sempre

Você prefere flertar com a chance de ficar milionário rápido ou ter a segurança de que no futuro se tornará um?

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Render muito x render sempre

Imagine que eu apresente a você duas carteiras de investimentos que, depois de dez anos, renderam 100% cada. A primeira rendeu zero todos os anos e 100 no ano final; a segunda, 7,17% todo ano, acumulando, no final, os mesmos 100% de rendimento.

Qual das duas você preferiria?

Teoricamente, você deveria ser indiferente a elas, uma vez que renderam igualmente (imaginando o mesmo nível de risco).

Mas tenho certeza de que você, assim como a maioria das pessoas, iria preferir a segunda carteira. E se você precisasse do dinheiro no ano nove, não é mesmo? Seu dinheiro teria acabado não rendendo nada na primeira carteira.

Ao analisar o problema sob essa ótica, fica claro que a segunda carteira é mais legal e mais segura, mas na prática vejo a maioria dos pequenos investidores optando pela primeira.

Todos querem ter a chance de ver o seu rico dinheirinho render muito agora, e ninguém quer render menos sempre. Mas aqueles que querem ter a chance de ver o seu capital render muito devem estar cientes de que isso não acontece sempre — e demanda paciência (virtude que muitos investidores não têm).

Por exemplo: se olharmos para os retornos da Bolsa brasileira nos últimos dez anos, veremos um ganho pífio de 19,27%. Apenas nos últimos dois anos o retorno foi de 100%. Já uma LFT (Tesouro Selic) rendeu 181,93% nos últimos dez anos. Nos últimos dois anos, ela rendeu apenas 26,89%, portanto, bem menos que a Bolsa nesse período.

Apesar de a renda fixa ter performado muito melhor, adivinha onde estão todos os investidores pessoa física que procuram ficar milionários… Adivinhou?

Óbvio que estão todos na Bolsa!!! Investindo o que podem e o que não podem.

E aí eu te pergunto: “Isso faz sentido?”.

Um ativo que tem o potencial de render 100%, tem a chance de perder 50% também. Se ele seguisse subindo 100%, seria um ativo explosivo, não é mesmo? E nunca vimos um ativo desses no mercado (a não ser em épocas de bolha).

Você prefere flertar com a chance de ficar milionário rápido ou ter a segurança de que no futuro se tornará um?

Pense nisso! O tipo de investidor que você quer ser vai guiar as apostas e os investimentos que fará no mercado. E cada escolha terá uma consequência.

Leia mais: Renda fixa ou ações: no duelo da década, quem leva a melhor?

Volto a insistir que a renda fixa é um investimento matador! Se você olhar o último ano da Bolsa, irá achar que não é, e que tem coisa muito melhor por aí. Afinal de contas, a Selic está na casa dos 7,5%.

Mas não se esqueça de que estamos no Brasil, o país dos desequilíbrios, a terra dos juros altos. A Selic já foi de 7,25 em 2012, nem por isso a renda fixa deixou de ser o investimento mais rentável dos últimos anos.

Para cada 1 pessoa que enriqueceu operando Bolsa, indico 5 que enriqueceram com renda fixa ao longo dos anos.

Investir em renda fixa é como correr uma maratona — exige consistência. Os resultados não aparecem do dia para a noite, mas depois de alguns anos, quando você olha para trás, fica abismado com o tanto que rendeu.

Ela é a tartaruga da fábula de Esopo, aquela que sempre avança e nunca para, e que no fim vence a corrida contra a lebre, que tenta ganhar à base de piques rápidos e insustentáveis.

Claro que o melhor dos mundos seria juntar os dois investimentos e saber a hora certa de estar em cada um. Para tanto, você precisa estar de olho no mercado e na economia para entender quando será um bom momento para a renda fixa e quando a Bolsa terá um potencial de ganho explosivo.

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