Seu ativismo nunca foi tão importante

Não se engane em achar que “a culpa é dos governantes”.

Seu ativismo nunca foi tão importante

Desde de 2014, estamos enfrentando uma crise brutal no país: alta do desemprego, aumento da violência, disparada da inflação.

O desarranjo macroeconômico foi fruto de políticas heterodoxas completamente equivocadas. Excesso de gastos e de intervencionismo do governo, aumento de privilégios para grupos selecionados, quebra de contratos, descontrole da inflação, etc.

Todos esses erros de conduta política já foram estudados e reestudamos milhares de vezes por economistas renomados do mundo todo. Não era novidade nenhuma para os sobreavisados que o resultado seria desastroso. Mesmo assim, governos populistas e de esquerda insistem em reviver essas mesmas políticas equivocadas, esperando um resultado diferente.

E por que eles insistem nisso? É burrice?

Não! Pior que não.

Essas políticas são perseguidas pelos governantes porque dão votos. Eles encontram eco na sociedade. O brasileiro médio gosta e persegue privilégios. O brasileiro médio não está disposto a abrir mão de uma benesse particular pelo bem do coletivo. O brasileiro médio prefere um benefício menor agora a um custo, de curto prazo, que gere um benefício monumental no futuro. O brasileiro médio não tem paciência.

Não se engane em achar que “a culpa é dos governantes”.

A culpa é sua. E minha. E de todos nós!

Só chegamos a essas condições, e só temos os governantes que temos, pois somos uma sociedade na qual a corrupção e a busca por privilégios e resultados rápidos estão entranhadas.

Segundo o psicólogo Luiz Hanns, cada vez que a conta do restaurante vem errada e você não fala nada, está contribuindo para a corrupção. Cada vez que o professor, sem perceber, dá uma nota maior na prova e você não fala nada, está contribuindo para a corrupção. Cada vez que você paga um policial para se livrar de multas de trânsito, está contribuindo para a corrupção.

O brasileiro indigna-se com a corrupção sistêmica sem perceber que ela é uma consequência dos pequenos atos corruptos aceitos em nossa sociedade.

Como solução para esse problema, Hanns sugere uma campanha forte nas redes sociais, mídias e veículos de comunicação em geral contra as pequenas corrupções.

Eu não poderia concordar mais com o psicólogo — e estendo essa linha de raciocínio para o lado econômico também.

Temos que fazer uma campanha para que cada cidadão perceba o valor do amanhã. De conseguirmos economizar mais do que gastar, para que estejamos dispostos a abrir mão de privilégios pessoais ou de grupos em prol da sociedade e para valorizarmos os enormes benefícios de uma inflação baixa e a estabilidade da nossa moeda.

Devemos estar dispostos a pedir para o governo apenas o estritamente necessário. Apenas o que nos tira da linha da miséria. A aposentadoria do INSS não é, e não tem que ser, aquilo que garantirá nossa estabilidade financeira na posteridade, mas sim aquele valor que nos impedirá de passar necessidade.

O governo não sabe e não consegue tomar conta de tudo. Nem de nós, nem das empresas. Quanto mais ele se envolve, mais erros comete — como já vimos antes.

Teremos nós que passar novamente por toda essa crise, todo esse atraso de vida em 2019 com o novo presidente? Ou vamos, como sociedade, aprender que isso não funciona, e ir pelo caminho mais duro, porém comprovadamente mais eficaz?

Quantas crises serão necessárias para valorizarmos o equilíbrio fiscal e controle da inflação? Por quantas você ou seus filhos ainda terão que passar?

Nós podemos quebrar a espinha dorsal do populismo e da corrupção que sempre permeou o país, mas, para isso, não será suficiente que você faça apenas a sua parte. Seu ativismo nunca foi tão importante!

Será preciso propagar esta ideia. Participar desta campanha. Promover e cimentar esta filosofia e este pensamento.

Está gostando desse artigo?Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos

As eleições de 2018 podem significar a continuação de reformas duras, porém necessárias, para nunca mais termos o custo da estabilização. Mas elas podem significar também novas tentativas mirabolantes de “resolver” rapidamente os problemas estruturais do Brasil.

Imagine se todo o gasto com a enorme máquina pública brasileira fosse direcionado para a educação, saúde, segurança e infraestrutura, principalmente para os mais necessitados? Seríamos uma potência! Seria Bolsa a 200 mil pontos. Seriam juros em níveis internacionais (3 por cento?).

Eu venho hoje fazer a minha parte: quero mudar a mentalidade do país e estou fazendo meu esforço.

E você, o que vai fazer?

Conteúdo relacionado