Oito anos dessa gente estranha

Oito pais da criança, oito anos, 2 milhões de leitores, 200 mil assinantes. Está cada vez mais difícil calar esse “monstrinho”.

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Oito anos dessa gente estranha

“Estranhos de não responder e-mail ou de andar na rua com uma cueca na cabeça?” – esse é o Rodolfo Amstalden, em resposta à minha afirmação de que estava difícil agendar uma reunião porque os interlocutores pareciam estranhos. Acho que o Rodolfo faz de doido para que ninguém peça dinheiro. Comenta-se que ele é meio mão de vaca, o que garante nossa perenidade. Pelo Felipe, já teríamos comprado a novela das oito e a próxima Helena de Manoel Carlos seria investidora de ações (com proteções, claro).

“Por que não com os três?” – esse foi o Felipe Miranda, quando eu tive a péssima ideia de questionar se deveria inaugurar a série de fundos com um análise sobre DI, multimercados ou fundos de ações. O Felipe escreve uma newsletter diária, dois relatórios, analisa ações, coordena uma equipe de analistas, grava uns vídeos e lê um livro por semana somente para que a gente fique constrangido de dizer: “Acho que não vai dar tempo”.

“Vamos defendê-la!” – esse foi o Caio Mesquita, em um e-mail encaminhado para mim secretamente pelo Felipe em um esforço de devolver cor às minhas bochechas diante da queixa do bancão tentando nos calar por vias judiciais. Ganhamos essa. Outras perdemos. Se a galera aqui fosse mais religiosa, a Empiricus se chamaria Davi.

“Monstra” – esse é o troféu do Roberto Altenhofen quando você faz aquele texto caprichado. O Beto é o responsável pelo “marketing agressivo” da Empiricus. Marketing agressivo, talvez você não saiba, é o apelido que o mercado deu para a fórmula mágica que atrai pessoas comuns para o conteúdo que as transforma em investidoras de fato – 94% dos nossos assinantes afirmaram à Kyra Consultoria que seu conhecimento sobre finanças e investimentos aumentou depois de conhecer a Empiricus.

“Cara, como a gente pode melhorar isso?” – essa é a Bia Nantes, esfregando a testa com um olhar de sofrimento ao saber daquele assinante que se frustrou com um produto. Sim, a gente acerta um monte, mas erra pra caramba também. E sempre cai no colo da Bia, guerreira.

“Por que não dá?” – esse foi o Thiago Konichi, quando alguém da equipe dele disse pra mim que não dava para fazer aquela pirueta tecnológica que minha mente criou, o investidor ia amar, mas que nem a Nasa tinha testado ainda.

“Guardei um Danone pra você” – essa é a Dona Graça, quando eu chego à cozinha faminta às 11h, atrasada para o carregamento de iogurte com granola.

“Vamos almoçar que eu explico a Empiricus pra você” – esse foi o André Kiss, no meu primeiro dia de trabalho. Dá-lhe entrada, prato principal, sobremesa e café para contar essa história.

Oito pais da criança, oito anos, 2 milhões de leitores, 200 mil assinantes. Está cada vez mais difícil calar esse “monstrinho”.

Agora vamos falar sobre fundos. Hoje, nosso destaque positivo vai para a Susep, órgão regulador da previdência aberta, em um esforço louvável de criar um mercado de rendas no Brasil.

Como é isso? Hoje somente 10% dos brasileiros convertem seu VGBL ou PGBL em renda na aposentadoria. A maioria saca o dinheiro. E fico feliz que a fatia seja tão pequena. As condições oferecidas pelas seguradoras para conversão costumam ser muito ruins, de tal forma que sua família não somente não vê a cor do dinheiro no caso do seu falecimento – ou recebe renda somente por um curto período depois disso – como também você fica com uma renda mensal ridícula.

Não precisa ser assim, entretanto. O mecanismo da renda pode ser interessante para algumas famílias. Pais que precisam garantir a tranquilidade de um filho com necessidades especiais poderiam se interessar pela renda temporária, por exemplo.

A boa notícia é que a Susep tem contemplado o tema nas propostas feitas ao Conselho Nacional de Seguros Privados para alterar as regras de PGBL e VGBL. Se a história andar mesmo, pode ser que surja portabilidade de renda. Da mesma forma que se sua seguradora não trata você bem na fase de contribuição, você porta o plano para outra, se a ideia avançar e o mercado se desenvolver, você poderá fazer o mesmo na fase de recebimento de renda. A concorrência será bem-vinda!

Hoje você praticamente não ouve falar em distribuição de excedente financeiro, o retorno que a seguradora ganha com seu patrimônio acumulado na fase de renda. Se a portabilidade for permitida, muito provavelmente você vai começar a ouvir.

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Não quero ser a chata que conserta a legenda em voz alta no meio do cinema, mas está na hora de o termo “hedge fund” passar a ser traduzido com alguma lógica. Fui ver o excelente “O Estado das Coisas” no fim de semana. Hedge funds foram traduzidos como fundos de cobertura. Cobertura de quê? De chocolate?

Esses dias li um livro também ótimo em que a nota de rodapé traduzia hedge funds como fundos cambiais. E tem ainda a série “Billions” (ansiosa pela próxima temporada), que também alterna traduções absurdas para o produto gerido pelo emblemático Bobby Axelrod. Pode prestar atenção.

Afinal, o que é um hedge fund? É um fundo que opera diferentes tipos de estratégias: juros, câmbio, ações, commodities… O mais próximo dele no Brasil seria um multimercado.

Existe uma diferença expressiva de regulação. As regras para os hedge funds são mais frouxas – cota todo dia, por exemplo, é mamata de multimercado brasileiro. Mas essa é a figura mais próxima. Se estivéssemos nos EUA, Adam, SPX e Verde, por exemplo, muito provavelmente teriam hedge funds, e não multimercados.

Até entendo que a tradução não seja perfeita, mas o telespectador na certa estará mais bem informado sobre do que o filme trata se o termo for substituído por fundo multimercado.

 

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