Investir não é pra você, mocinha

Conheça meu novo projeto de vida

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Investir não é pra você, mocinha

Converter mulheres em investidoras: meu novo projeto de vida

Quando o inglês Benjamin Graham escreveu “O Investidor Inteligente”, em 1949, na certa não pensou em nós, mulheres. Ou teria chamado o livro célebre do mundo das ações de “A Investidora Modesta”.

Desde o Tostines – que não se sabe se vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais – um quebra-cabeça não me tirava tanto o sono:

A mulher não investe porque é insegura; mas, porque é insegura, investe melhor.

Dei até um nome bonito para ele: “O Paradoxo da Investidora Modesta”. Vou dividi-lo em dois para que você me ajude a pensar sobre o assunto.

A mulher não investe porque é insegura…

A PhD Binay Kumar mostrou que as mulheres evitam ativos de risco porque se consideram menos conhecedoras sobre mercados financeiros.

Isso ajuda a entender por que somos apenas 23 por cento dos investidores da Bolsa. Também somos bem menos presentes do que eles no Tesouro Direto, 26 por cento.

Dois pesquisadores, Barber e Odean, acompanharam 37 mil famílias que abriram conta em uma corretora de varejo nos EUA. Ao se tornarem clientes, elas tinham que responder a uma pergunta: “Você entende de investimentos?”. 63 por cento dos homens diziam que sim. O percentual entre as mulheres foi bem menor, 48 por cento.

…mas, porque é insegura, investe melhor

O engraçado é que o estudo de Barber e Odean mostrou que as mesmas mulheres que se achavam menos conhecedoras de investimentos tiveram desempenho melhor ao longo dos seis anos analisados.

Homens e mulheres prejudicavam os retornos ao girar demais a carteira – ou seja, ficar comprando e vendendo ativos sem parar –, mas um dos dois grupos adotou 45 por cento mais vezes essa conduta (completamente nociva ao crescimento de patrimônio). Qual grupo? O dos homens.

A cada 1.000 reais de ganho potencial, eles perdiam 14,40 reais a mais do que as mulheres por comprar e vender sem parar.

Por serem menos acometidas por excesso de confiança, concluíram os pesquisadores, as mulheres desempenharam melhor do que os homens.

O que nos diferencia? A modéstia

Qual é a conclusão? Homens não nascem sabendo investir. Mais seguros quando o assunto é dinheiro, eles se lançam neste mundo e acabam aprendendo (alguns não aprenderam ainda, mas acham que sabem, não se iluda).

Nós, mulheres, também não nascemos sabendo. Mas, ao ter consciência de que não sabemos investir, fugimos do assunto que nem diabo da cruz, como diria minha avó. É nosso cérebro que repete em sussurro: “Investir não é para você, mocinha”.

Oito em dez mulheres fogem de discutir finanças, segundo a gestora americana Fidelity.

O que nos torna boas investidoras? Conhecimento

Binay Kumar concluiu que a aversão a investimentos e risco não é uma questão de ser mulher. É um resultado de “saber que não sabe”, ou seja, está ligada à consciência da falta de conhecimento sobre o assunto. E essa consciência, sim, é mais comum entre nós.

Dr. Julio, meu analista, defende que a tomada de consciência é capaz de mudar comportamento. É bom que ele esteja certo, porque meu novo projeto de vida depende disso.

É ótimo que continuemos cientes de que nada sabemos sobre o futuro. Ninguém sabe mesmo para onde vão o câmbio, os juros ou a Bolsa amanhã. E essa consciência nos faz investidores melhores.

Precisamos, entretanto, quebrar nossa insegurança sobre o ato de investir. Sim, é possível fazê-lo sem saber o futuro, posso garantir a você. Não somente possível, como necessário, para garantir nossa segurança financeira.

Nenhuma de nós quer depender de alguém em qualquer momento da vida para ser independente.

Precisei ocupar esse espaço – normalmente dedicado a fundos – para falar desse assunto tão sério (semana que vem prometo voltar à programação normal). Preciso que você me ajude a convencer todas as mulheres que conhece de que investir é, sim, para elas. Vencido esse primeiro passo, da insegurança, seremos imbatíveis no mundo dos investimentos.

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Reset

Meu novo projeto de vida é reprogramar seu cérebro; transformar você em uma investidora de fato. E fazer isso com uma nova abordagem, alinhada com as frentes internacionais, com base em sua realidade e nas mais avançadas pesquisas de finanças comportamentais. Nada de blog rosa e planilha de gastos com cotas para bolsas e sapatos.

Nenhuma de nós quer depender de alguém em qualquer momento da vida para ser independente.

Certeza de que você pensou que não tem tempo para mim. Tem, sim. Tem que ter. Vou tomar 18 horas suas. Nada mais do que isso. 18 horas para reprogramar seus neurônios. O começo será dolorido, como toda iniciação. Mas eu prometo que você sairá com uma preocupação a menos desse processo.

Meu novo objetivo de vida: que nenhuma mulher dependa de alguém um dia para ser independente.

Conte como posso ajudar você com isso no fundos@empiricus.com.br.

Mantenha essa mente aberta aí, porque eu volto na sexta com novidades quentes.

Um abraço,

Luciana Seabra

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