Maltratada e feliz

Maltratada e feliz

Faz um ano que eu pago para entrar em eventos do mercado financeiro. Pago caro e enfrento fila – há algumas semanas passei 30 minutos em uma delas.

Faz um ano que os bancos não mandam garrafas de vinho, brigadeiro nem ingressos para espetáculos. Vez ou outra até mandam cartas com meu nome, mas endereçadas ao departamento jurídico.

Faz exatamente um ano que vim para a Empiricus e tenho este encontro semanal com você. Coincidência?

Nesses 12 meses foram ao todo 40 fundos analisados em minúcia e recomendados; 25 Cotas Cheias, em que destaquei quem foi legal com você, investidor; e 25 Cotas Murchas, em que não medi palavras para apontar fundos caros, retornos pífios, situações em que você era feito de bobo.

Não me arrependo de nenhum deles, mas talvez esteja aí a explicação para eu ter deixado de ganhar brigadeiro gourmet.

Ainda bem que o Marco Antonio mandou pé-de-moleque com cana-de-açúcar e amendoim da própria roça para adoçar minhas tardes e agradecer por aquela recomendação de previdência. O índice de satisfação dos nossos clientes não está nos jornais nem nas revistas, está no meu estômago.


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Sem demagogia; trabalho em uma empresa, sim, sólida – desde a segunda-feira, aliás, em um escritório de dar inveja a muitos bancos. É a prova de que é possível criar um negócio sustentável assumindo o lado do investidor.

Perdi as contas de quantas vezes ouvi que o cliente de varejo não paga por consultoria e que, por isso, o negócio para ele deve ser sustentado por comissões.

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou será leal a um e desprezará o outro” – está no livro mais vendido do mundo.

Há um ano, meu sucesso depende unicamente do seu. Você, investidor, é quem paga para que eu visite cada gestor, faça as perguntas certas, leia, estude, implore tíquetes mais baixos, oferta em mais plataformas, quebre a cabeça para passar as ideias de forma simples e suplique a gestor de grande porte para abrir um tempo na agenda ao investidor de varejo.

E como avançamos. Hoje tenho portas abertas e WhatsApp a postos a qualquer momento para trazer todos os gestores que realmente interessam a você (só falta você, Stuhlberger, tome seu tempo).

Você, investidor, é meu único senhor, há um ano. Juntos temos conseguido transformar essa indústria, tradicionalmente tão legal com o investidor de alto patrimônio, e tão nociva ao pequeno. Não é à toa que os gestores independentes estão chegando aos bancos de varejo. Não é por nada que os distribuidores têm criado cada vez mais espelhos de fundos tradicionais com aplicações mínimas reduzidas.

Diante disso, acho que posso pedir um presente de aniversário.

Quero que você reflita. Se você já investe em fundos – ainda que seja um DI ou uma previdência – e ainda não assina o nosso relatório, na certa seguiu recomendação de alguém para fazê-lo. Um gerente? Um assessor?

Você pagou pela recomendação? Se não, quem pagou para seu conselheiro defender esse fundo? Quem é o senhor dele?

Tenha sempre em mente: ninguém pode servir a dois senhores. E você não merece ser o desprezado.

 

Andei pesquisando e verifiquei que alguns fundos de previdência da Caixa renderam mais de 21 por cento no ano de 2016 descontada a taxa de administração. É uma boa rentabilidade, né?” Eduardo N.

Eduardo, 21 por cento em 2016 é, sim, uma boa rentabilidade em um primeiro olhar. Avaliar, entretanto, um fundo em uma janela de apenas um ano é uma péssima ideia. Vou provar pra você.

Veja o fundo Caixa Previnvest Índice de Preços 200 FIC Renda Fixa Previdenciário. Ele rendeu 22,03 por cento no ano passado. Parece bonito, né?

Esse fundo, entretanto, não é novo. Ele foi criado em 2012. Desde então, acumula ganho de 61,04 por cento do CDI, o que considero bem ruim para quase cinco anos da sua previdência.

O fundo rendeu 40,88 por cento no período, ainda antes do desconto do imposto, o que significa que perdeu até para a poupança, que não sofre mordida do Leão e rendeu 40,74 por cento.

Esse é somente um exemplo de uma série de fundos que têm aparecido em nossa caixa de e-mail com uma característica em comum: eles investem em títulos indexados à inflação. O investidor com frequência nos conta que o fundo foi apresentado pelo gerente na janela de um ano: 2016.

O que me preocupa é que você não entenda que esse fundo, na realidade, investe em ativos de risco, papéis que, em alguns momentos, podem ter volatilidade próxima à renda variável.

Os títulos indexados à inflação ganham valor em períodos de ajuste para baixo na expectativa de juros, como foi o ano passado. Agora, podem perder bastante no ciclo contrário. Foi o que aconteceu em 2013. Quanto o mesmo fundo da Caixa rendeu lá? Teve um prejuízo de 11,15 por cento.

Não houve um erro do gestor, ele simplesmente cumpriu seu mandato. De forma simplista, é como se ele tivesse comprado um saco com três moedas de ouro. Se o pacote passa a ser vendido com mais moedas (juro sobe, como em 2013), o que ele tem perde valor. Se, ao contrário, o pacote encontrado no mercado passa a ter menos moedas (juro cai, como em 2016), então o dele se valoriza.

Vejo dois problemas de origem no fundo de previdência da Caixa para que você tenha uma aposentadoria tranquila: a concentração em uma única estratégia e risco – no caso, compra de títulos indexados à inflação – e a taxa de administração elevada, de 2 por cento ao ano.

Essa taxa se justifica para fundos muito mais sofisticados, multimercados, que podem navegar entre diferentes estratégias de acordo com o momento macroeconômico: juros pós ou prefixados, câmbio, Bolsa.

Os gestores desses fundos não precisam ficar olhando para os sacos de ouro de três moedas de mãos atadas, mesmo sabendo que eles deixarão de fazer sentido. Podem simplesmente vendê-los e comprar outro ativo.

 

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Não ganhamos nada do distribuidor, da seguradora ou do gestor. Só de você, quando assina o relatório. Lembre-se: aqui você é senhor.

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Um abraço,

Luciana Seabra

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