Nova Previdência: cabelos brancos e Mini Cooper

Há produtos que rendem muito acima do CDI e sem taxa de carregamento, mas o gerente não vai te mostrar

Nova Previdência: cabelos brancos e Mini Cooper

Uma pessoa só tem duas chances na vida de ter um Mini Cooper. Uma é jovem e sem filhos, desde que rica. A outra é quando se aposentar. O charme e o preço de dirigir o micropossante no Brasil são inversamente proporcionais ao tamanho do porta-malas e ao conforto do banco de trás.

Uma pessoa só tem duas chances na vida de ir ao Egito. Pouco aconselhável arrastar as crianças pelo deserto, em meio a ofertas de chapéus e passeios de camelo. Quando eu fui, também havia escopetas. Viagem da minha vida. Lá estava Dona Leci, realizando aos 80 anos, depois de uma vida de trabalho dentro e fora de casa, o sonho de conhecer Quéops na intimidade.

Vejo a aposentadoria como um tempo de ouro. A segunda juventude. Não deverei nada a ninguém, não terei dependentes e minha conta estará cheia de dinheiro.

Até pouco tempo atrás, tais sonhos não combinavam de forma alguma com um plano de previdência. Estou aqui para contar a você que isso mudou.

Mito 1 – Planos de previdência têm taxa de carregamento

Quem inventou a taxa de carregamento na entrada é um fanfarrão. Você deposita o dinheiro e, na largada, o banco chega a levar 5%. A taxa de administração ainda vem depois, anual, como em qualquer fundo.

Hoje é possível investir em fundos sem taxa de carregamento.

Mito 2 – Já era para quem escolheu uma previdência ruim

Assim como você pode transferir sua linha de celular para outra operadora, sem custos, pode portar seu patrimônio investido em previdência para um plano melhor.

Você não perde o histórico do imposto de renda, se optou pela tabela regressiva. Se já chegou à menor alíquota, de 10%, assim fica.

Mito 3 – Fundos de previdência rendem mal

A previdência privada a que seus pais tiveram acesso é de fato muito ruim, a começar pelo fato de que ela compra somente títulos de renda fixa. A diversificação é a melhor arma para maximizar retorno e controlar o risco no longo prazo.

De dois anos para cá nasceram alguns excelentes produtos, geridos por profissionais experientes, que sabem ganhar com juros, moeda e também ações. Só para te dar um exemplo, um deles rende, desde a criação, em 2016, 119% do CDI. Não é da seguradora do banco e o gerente não vai te oferecer, mas, dependendo do seu banco, você pode conseguir sem ter que sair dele.

Encontrar esses fundos é meu trabalho aqui na Empiricus. E eu identifiquei somente sete excelentes produtos. Tem até opção barata para você que não abre mão de deixar tudo parado na renda fixa.

Os holofotes estão virados para a previdência pública, mas a verdade é que os planos privados também têm sua reforma. Ela atende pelo nome de Resolução nº 4.444.

É uma verdadeira modernização da previdência. O investimento em ações, por exemplo, hoje restrito a 49% do patrimônio, poderá chegar a 70% em fundos oferecidos no varejo. Investimentos no exterior também ganham espaço.

Justíssimo. Já disse: diversificação para dinheiro de longo prazo tende a se traduzir em mais retorno e menos risco.

Acontece que a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) entrou em vigor em maio do ano passado e, quase um ano depois… Nada mudou. Não há interesse dos gestores? Pelo contrário. Vejo alguns bastante animados em lançar produtos mais sofisticados na previdência.

E por que a demora? Porque ainda falta a Susep (Superintendência de Seguros Privados, responsável pelo controle e fiscalização desse mercado) detalhar as regras. Que demora!

Roda no mercado que a circular da Susep sai em junho. Ou pelo menos um primeiro material para consulta pública. Oremos!

 

A Órama, que já tinha um dos fundos DIs mais baratos do mercado, com taxa 0,5% ao ano, decidiu, por uma provocação nossa, abaixar a taxa, para 0,2% ao ano.

E com aplicação mínima de R$ 1 mil.

O que você ainda está fazendo aí no fundo caro do banco? – pergunto eu.

 

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Tudo sobre IPOs

Se você é um daqueles investidores dedicados e está antenado na nova onda de IPOs, recomendo a leitura deste estudo, feito pela consultoria júnior de Economia da FGV e fomentado pela Empiricus.

Um abraço,

Luciana.

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