O RODOLFO PERDEU SEIS PITÚS E VOCÊ, POUPADOR, MUITO MAIS

Conheça o investimento que tem segurança e liquidez semelhantes ao da poupança, porém é mais rentável, e substitua de vez a caderneta

O RODOLFO PERDEU SEIS PITÚS E VOCÊ, POUPADOR, MUITO MAIS

Tiago e Carlos são assinantes Empiricus. Um mantém R$ 500 na poupança. O outro, R$ 20 mil.

Eles abriram mão juntos de R$ 633,45 por não trocar a poupança por seu primo-irmão. É o que teria rendido a mais um fundo DI de fora de banco, com taxa de administração de 0,3% ao ano.

Ainda que tivessem trocado a poupança pelo fundo DI de uma instituição financeira grande (olha a colher de chá), o Tiago e o Carlos teriam embolsado muito mais do que na poupança. Juntos, R$ 436,65, considerando taxa 1,5%.

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Tiago e Carlos são dois dos 210 adeptos da poupança que me mandaram e-mails nos últimos dias. Validaram minha vitória na aposta com o Rodolfo Amstalden. Ele perdeu menos que vocês – soube que as latas de pitú saíram por R$ 30.

Caro assinante Empiricus, as pitús me tornaram mais franca. Você trabalha duro para fazer economias. E morre na praia?

Assinante Empiricus não tem dinheiro na poupança. Já está em outra categoria.

Trocar a poupança por um fundo DI não é uma decisão de ser arrojado, meu caro. Nem moderado. É simplesmente uma decisão conservadora de ser inteligente.

Mas, antes de te convencer, quero sofisticar nosso papo em prol das 313 pessoas que nos escreveram para pedir recomendações de fundos depois da resenha de domingo.

Ficamos estimulados pela recepção de vocês e temos trabalhado duro para sugerir ótimos produtos. Vamos responder essa e as próximas dúvidas nos encontros semanais, certo?

COMUNICADO OFICIAL

Este comunicado marca a abertura de um novo ciclo na Empiricus.

A partir de agora, você pode novamente ter acesso ao relatório mais lido, mais disputado e mais acertador de todo o mercado brasileiro…

…com mais de R$ 500 milhões de riqueza gerados.

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E descubra também a melhor estratégia para o 2o semestreuma oportunidade única de multiplicar seu capital imediatamente.

NO FUNDO NO FUNDO…

Nossa seção quinzenal de bastidores sobre fundos. Começamos pelo reconhecimento para gestor, fundo ou categoria que mandou bem e o alerta sobre quem tropeçou. Obrigada pelas criativas sugestões para a seção! Os escolhidos são…

Lembro-me bem do impacto que a saída do Márcio Appel do Safra, há nove meses, causou no mercado. Não deu outra: a primeira queda de patrimônio da história do Galileo. O Safra tem mostrado, entretanto, que não é casa de um homem só. O Appel tinha uma função importante, porém mais executiva.

Tive a sorte de conversar com o Nicholas McCarthy, o gestor do Galileo, um pouco antes de vir para a Empiricus (o Safra é “no profile”), e posso dizer: se é que há um único homem, é ele. Revi a conversa com o McCarthy agora: a cada dez palavras uma é diversificar. O plano é minimizar o efeito de decisões erradas (parece que ele entende de cisnes negros).

No ano, o multimercado que nunca perdeu para o CDI tem três pontos percentuais de vantagem em relação ao referencial. E não para de entrar dinheiro. As entradas superam os resgates em R$ 1,7 bi em 2016. Pena que tem porta estreita: aplicação mínima de R$ 500 mil.

O que eu não queria é estar na pele do Appel, que agora precisa provar-se em carreira solo na recém-criada Adam Capital.

 

Os dois principais gestores da Paineiras, Ney Villas-Bôas Marinho e Antonio de Padua, estão de malas feitas. Decidiram viver em Portugal. A mudança será entre agosto e setembro.

Bati um papo com o Theodoro da Costa Messa, responsável pela área de risco da casa. A decisão foi discutida por dois anos, o dinheiro deles continua nos fundos e a gestão segue idêntica à distância, ele disse.

Mas gestor não precisa dar uma circulada no mercado, conversar com fontes do governo para entender a cabeça deles? O Theodoro conta que não se recorda do Antonio ter ido ali conversar sobre mercado nos últimos 15 anos. Diz que quem faz isso é o José Carlos. Ele fica. E é bom. Ph.D. em Economia por Yale, ex-JGP e Pactual.

O José Carlos é o analista, quem decide é o gestor, disse um amigo que conhece bastante do mercado. Mas sacar agora, às vésperas de seu grande ato?, questionou outro. Explico: a Paineiras sempre acerta movimentos de juros.

O fato é que alguns investidores de grande porte não se convenceram e preferiram sacar, pelo menos por enquanto. Mesmo com dois dígitos de retorno, os resgates do Paineiras Hedge superam as entradas em R$ 841 milhões no ano, restando R$ 1,3 bilhão no portfólio.

O fundo da Paineiras é vendido em plataformas de varejo. Na insegurança, melhor não colocar toda as economias da sua vida ali por enquanto.

Titãs no prefixado: segura a onda

Verde e SPX, multimercados que de tão grandes estão fechados para novos cotistas, acabam de aumentar as apostas no corte de juro pelo BC de Ilan, mesmo depois do prejuízo com os ajustes para cima nas expectativas para a taxa.

A equipe do Verde, de Stuhlberger, acredita que juros reais de 6,30% para cinco anos são incompatíveis com uma economia com baixo crescimento potencial. E aproveitou a alta recente para aumentar a posição.

A SPX aumentou a alocação em juro real e começou uma em juro nominal (soube que o Felipe Miranda faz parte do time que gosta dos prefixados – dos vencimentos mais longos).

Não caia no conto do fundo simples

Poxa, Bradesco, você era minha última esperança entre os fundos simples de grandes bancos. E me aparece com taxa de 2,5% ao ano?

Depois de muito chororô de gestores, a CVM os liberou de várias burocracias em outubro (como daquela entrevista de análise do perfil) para que eles pudessem criar fundos acessíveis, capazes de competir com a poupança, CDB, LCI e LCA.

O que seria uma taxa justa para quem compra 95% do portfólio em título público e crédito privado óbvio? Os gestores de fora de banco cobram menos de 0,3% ao ano. A Caixa veio com 1,5%, o Banco do Brasil com 1,95%, O Santander com 2,2%. E o Bradesco me aparece agora com 2,5% para completar o time. Assim fica difícil.

MINHA PARTE EM RESSACA E A SUA EM RETORNO. E FIM DE PAPO

O Felipe achou que seria trivial começar a newsletter de fundos pelo duelo DI versus poupança. Verdade. Isso aqui é uma colher de chá para você, poupador.

A diferença na minha caixa de entrada – 313 interessados em fundos versus 212 investidores de poupança – faz o DI sair com alguma vantagem na largada!

Abaixo, alguns dos cisnes negros que resumem os anseios dos demais.

– MITO 1: A poupança é melhor porque é isenta e não tem taxa de administração

“Eu ainda guardo dinheiro na poupança, por medo de perder ainda mais dinheiro. Outros investimentos cobram imposto de renda, e taxa de administração”.
Luciano B.

Luciano, faça as contas comigo.

Um fundo DI sem crédito privado acompanha a Selic, hoje em 14,25% ao ano.

O gestor leva a taxa de administração. Vamos supor que você mantenha o dinheiro no banco a uma taxa de 1,5% ao ano. Restam para você 12,75%.

O Leão come a parte dele. O imposto máximo que você paga em um fundo DI, para resgates em menos de seis meses, é 22,5%. Você fica com 9,88%.

Quanto rende a poupança? 6% ao ano mais Taxa Referencial (TR). No ano passado, como referência, a caderneta rendeu 8,07% (a inflação foi 10,67%, lembra?).

Temos 9,88% do Fundo DI contra 8,07% da sua poupança.

Com o tempo, o fundo DI aumenta sua vantagem. A esse juro e taxa, quem fica de seis meses a um ano ganha 10,2%; de um a dois anos, 10,5%. Para quem espera mais de dois anos, o retorno sobe a 10,8%. Contra os mesmos 8,07% da poupança.

Se você tiver coragem de tirar o dinheiro do banco, o retorno do DI chega a 11,86% para resgate depois de dois anos.

1 PONTO para o Fundo DI. Melhor dividir com o governo e gestor, mas levar mais!

MITO 2: A poupança é a melhor reserva de emergência porque é líquida

“Já tive que usar algumas vezes para reparos na casa, consultas médicas de última hora e até mesmo em aquisições que precisavam ser feitas imediatamente, visando lucro futuro (compra de uma moto pela metade do preço)”.
Ygor R.

Ok, Ygor, você colocou o dinheiro no dia 31 de junho, quando recebeu seu salário. Em 10 de julho surgiu a oportunidade da moto (melhor que fosse uma ação).

Você tira o dinheiro da poupança. Quanto ganhou? NADA. E ainda perdeu a inflação.

Você já deve ter ouvido que a poupança faz aniversário. Ela rende quando o dinheiro aplicado completa um mês. Pergunta: que liquidez é essa que, se você tirar o dinheiro no meio do caminho, não ganha nada?

A poupança, na realidade, pune o desejo por liquidez.

Líquido nos parece o fundo DI, que rende todo dia e devolve o dinheiro no mesmo dia ou no seguinte. Varia de um gestor para o outro, mas, em geral, se você faz o pedido de resgate pela manhã tem dinheiro na conta no mesmo dia.

Se você investe via plataforma independente, bom acrescentar um dia para a transferência da conta da plataforma para a sua conta no banco.

Será que você não tem deixado na poupança mais do que precisa em até dois dias?

2 PONTOS para o Fundo DI. Você pode ter o dinheiro na sua conta no mesmo dia.

– MITO 3: Nada no mercado tem segurança comparável à da poupança

“Apesar de todas as orientações que leio, alguma coisa mais forte que eu não me deixa tirar o dinheiro da poupança. Eu sei que estou perdendo dinheiro em mantê-lo lá. Mas ainda acho que ele está seguro lá. (…) Atualmente faço aplicações mensais na poupança de pelo menos 2 mil todo mês, muitas vezes consigo poupar 4 mil (é minha meta mensal). ”.
Nilma F.

Nilma, a poupança tem uma segurança limitada. Se o banco em que você tem dinheiro quebrar, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma reserva de emergência dos bancos, garante a devolução de até R$ 250 mil.

E o fundo DI? Quando você investe em um fundo DI o seu dinheiro é somado ao de um grupo de pessoas para comprar títulos públicos (alguns têm títulos de crédito privado).

Então o risco principal para o retorno de um fundo DI é o governo quebrar e dar o calote nos títulos públicos. Mas nesse caso extremo também não garanto nada sobre sua poupança (já houve confisco no passado, lembra?).

“Mas uma dúvida surge… cada fundo tem um CNPJ independente do Banco, certo? Então se um banco chega a falir o fundo iria junto? Mesmo sendo um outro CNPJ? Se isso não ocorre o fundo está salvo? Seria migrar para outro banco e pronto?”
Cristiano L.

Palmas para o Cristiano, fiquei impressionada.

Se o gestor do fundo quebrar, nada acontece. O fundo é dos investidores, que carregam tudo com eles. Será convocada uma assembleia para seleção de um novo gestor.

O mundo dos fundos tem outras duas figuras, do administrador e do custodiante, que realmente ficam responsáveis pela grana (o gestor só dá ordens sobre onde investir). Os fundos, em geral, são administrados pelos grandes bancos.

E se o administrador ou custodiante quebrar? Recorri ao Guilherme Cooke, advogado do Velloza & Girotto Advogados e craque em fundos (ele fez escola na Arsenal e Vinci Partners).

A tua pergunta é o “jump of the cat” da segurança da indústria de fundos nacional, disse o Cooke. No Brasil todo ativo tem que ser registrado ou custodiado em um depositário central, uma câmara de registro – títulos públicos na Selic, privados na Cetip.

Os administradores e principalmente os custodiantes são responsáveis por fazer a interface entre o fundo e os depositários, mas não ficam com a propriedade dos ativos.

Em resumo, se eles quebrarem, nada acontece com os ativos. Os títulos ficam bonitinhos nos depositários, explicou o Cooke. O investidor no máximo vai ter que esperar um pouquinho até que se definam novos players (administrador, custodiante e, se for o caso, gestor).

3 PONTOS para o Fundo DI. Ele também é seguro.

Em suma, a segurança e a liquidez do fundo DI são próximas às da poupança. E o fundo é mais rentável.

Queremos que o fundo DI seja a sala de espera do seu dinheiro, seja para emergência seja para aproveitar todas as oportunidades que sugerimos.

Vamos te dar até o fim do mês para tomar a decisão de tirar o dinheiro da poupança. Está no forno uma lista dos melhores fundos DI para você escolher o seu, dentro e fora do banco.

Apostei com o Rodolfo que pelo menos um de vocês vai tomar a decisão de transferir dinheiro da poupança para um fundo DI.

Está em jogo uma garrafa de Vale Verde (uma boa mineira sabe que ser pão duro vale para tudo, menos para a cachaça). Se for seu caso, escreva para nós:fundos@empiricus.com.br.

 

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Um abraço,
Luciana Seabra

Analistas responsáveis: Felipe Miranda, CNPI, e Walter Poladian, CFP®.

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