A visita cruel do tempo

Evitamos falar dos anos que passam, mas a visita cruel do tempo exige que tenhamos um plano de previdência, uma aposentadoria.

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A visita cruel do tempo

“Continua tudo ali: a piscina de azulejos portugueses azuis e amarelos, com a água a cascatear suavemente por uma parede preta de pedra. A casa é a mesma, só que silenciosa. O silêncio não faz sentido. Gás lacrimogêneo? Overdoses? Prisões coletivas? Vou pensando nisso enquanto seguimos uma empregada por uma curva de cômodos acarpetados, com a piscina reduzindo para nós em cada janela. O que mais poderia ter posto fim às festas intermináveis? Mas não é nada disso. Vinte anos se passaram. Ele está no quarto, deitado em uma cama de hospital, com tubos enfiados no nariz”.

Ninguém traduz de forma mais verdadeira – e chocante – a passagem do tempo do que a americana Jennifer Egan, merecedora de um prêmio Pulitzer. Meu primeiro contato com o livro “A Visita Cruel do Tempo” foi de repulsa. Aos poucos me envolvi, forçando-me a pensar no que mais tememos: envelhecer.

Enquanto evitamos falar dos anos que passam, cientistas de diferentes partes do mundo discutem se o corpo humano suporta viver até os 120 ou 135 anos. Que seja até os 100: quem vai arcar com o custo de tanta vida?

Encarar a passagem do tempo é a melhor forma de perseguirmos um envelhecimento mais confortável, ensina o pesquisador da Universidade Stanford Walter Mischel. Em um experimento com dois grupos estimulados a definir qual percentual de sua renda hoje destinariam à aposentadoria, aquele que encarava no momento de tal decisão sua própria imagem envelhecida, modificada por um programa de computador, poupava até 30% mais.

Como dormir no berço esplêndido do INSS, em meio a discussões sem fim da reforma que nunca acontece?

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Eu criei minha própria previdência para arcar com tanta vida – e aproveitá-la com conforto e diversão, se possível – e sugiro que você faça o mesmo. Não dá para esperar.

Quem conhece de fundos sonha com uma porta para entrar nos produtos da SPX. A gestora carioca, sob o comando do discreto Rogério Xavier, completa sete anos de vida neste mês. Se considerado somente este período, tem o mais rentável multimercado brasileiro, com ganho médio de 21% ao ano, à frente até do renomado Verde, de Luis Stuhlberger.

Os fundos da casa estão fechados desde 2015, com raras aberturas para atender a demandas específicas. O que se comenta no mercado, ainda não confirmado pela SPX, é que a gestora vai lançar um fundo de previdência em breve.

O produto vai replicar a estratégia dos multimercados da casa dentro do que permite a regulação de previdência e será lançado pelo Itaú em um primeiro momento, sendo depois distribuído por meio das demais plataformas de varejo com outra seguradora.

A SPX é a vigésima primeira maior gestora brasileira, com 21,7 bilhões de reais de patrimônio e escritórios no Rio, São Paulo, Londres e Washington. Merecido o Cota Cheia para a casa e para o Rogério Xavier.

 

“Luciana e Bruno, de 2000 (quando eu fiz 20 anos!) até o ano passado, tive uma previdência privada no BB, com taxa de carregamento de 9%, acreditam? Eu tinha muita raiva disso, já tinha tentado sair do plano diversas vezes, mas todo gerente com quem eu falava, todos muito entendidos do assunto (só que não), me aconselhavam a não fazer nada porque era o ‘melhor plano de previdência do mundo’. No ano passado vocês me mostraram a luz no fim do túnel”. Aline Q.

A Aline já fugiu de uma taxa de carregamento abusiva. E você?

Nós já pagamos uma taxa de administração anual que remunera o gestor e os demais serviços do fundo. Alguns planos de previdência, entretanto, cobram também a taxa de carregamento. No caso do “melhor plano de previdência do mundo”, ela era de 9%.

Isso significa que, a cada 1.000 reais que a Aline aportava no seu plano, o banco levava, na largada, 90 reais! Esse dinheiro nem chegava a ser investido no fundo. Absurdo, não? Hoje as seguradoras mais legais com o cliente não cobram taxa de carregamento na entrada. Você não precisa – e não deve – arcar com esse custo.

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