Sem proteção, não rola

Fundos de ouro e dólar são bons contrapontos para um portfólio de risco como o do Luiz Alves

Sem proteção, não rola

Hoje era dia de falar de ouro, dólar e proteção. Sim, seguimos animados com a bolsa, mas, você sabe: a Empiricus tem esse duplo espírito. Por mais otimistas que sejamos, sempre defendemos uns bons seguros. São eles que nos permitem ganhar dinheiro e ter um sono tranquilo.

Acontece que algo mágico, totalmente inesperado, ocorreu (como costuma rolar em um ambiente de incerteza). Eis que me chamou para uma conversa ninguém menos do que Luiz Alves Paes de Barros. Pode ser que você ainda não tenha ouvido falar dele, porque o homem é discretíssimo, não fala com ninguém.

O fato é que Luiz Alves é um dos maiores investidores individuais em bolsa. Se você acompanha fundos, provavelmente já esbarrou no dele, o Poland, com 1,2 bilhão de reais de patrimônio.

E o que eu não poderia deixar de compartilhar com você é que Luiz Alves está extremamente otimista com a bolsa brasileira. Não estamos nem no começo de um processo longo de alta, em que a bolsa vai se valorizar, em dólares, quatro vezes – das quais só uma aconteceu até agora –, ele disse. E isso vai acontecer, pela alta das ações ou pela valorização do real.

Ah, mas não pode haver alguma volta, uma realização de ganhos? Até pode ter algum ajuste, sim, no curto prazo, ele comentou. Mas, agora, todos os ajustes, maiores ou menores, serão oportunidades de compra.

“Por enquanto, é bolsa, bolsa, bolsa”, disse.

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Difícil, em meio à excitação,
lembrar da proteção, não?

Ficou animado? Vai colocar cada centavo que ainda resta em bolsa? Estou testando seu cérebro, caro investidor. E o meu. O fato é que eu quase desisti de tratar de proteção hoje, influenciada pela conversa com Luiz Alves. Já volto a ele.

É quando menos lembramos dela que a proteção é mais necessária. Nossa equipe de análise recomenda que pelo menos 5 por cento do portfólio fique SEMPRE em proteção.

Quando há algum estresse no mundo, para onde os investidores correm? Para o dólar e o ouro. Eles são a reserva de valor. Para quem gosta da praticidade de um bom fundo de investimento, dá para montar as duas proteções por meio deles.

Acontece que os fundos de ouro são poucos, porém, muito diferentes entre si e mal compreendidos. E os de dólar, com frequência, caros.

Você escreveu e pediu recomendações de fundos de ouro e dólar. Fizemos uma análise de todo o mercado e o relatório exclusivo para assinantes já está disponível.

NO FUNDO, NO FUNDO

Nos mesmos cavalos

O portfólio divulgado pelos gestores está defasado em até três meses, mas dá para se ter uma ideia do que os grandes investidores de ações têm carregado. O setor financeiro é o mais batido. Itaú é rei. Contei aqui rapidamente 59 importantes fundos de ações que têm o papel. Difícil também bater à porta de um gestor de ações hoje e não ouvir histórias sobre Cielo e Bradesco. Equatorial é outra que anda na moda.

Quem merece o destaque positivo hoje é Luiz Alves. Ele está na contramão dos grandes investidores globais, que, depois de encherem os bolsos de taxas de administração, desistem de gerir o dinheiro de investidores e passam a administrar somente o próprio.

Depois de décadas de experiência como um dos maiores investidores individuais na bolsa brasileira, Luiz Alves decidiu gerir um fundo de ações com dinheiro de outras pessoas. Ele se juntou à equipe da gestora Skipper para montar, no ano passado, a Alaska.

A bolsa tem dado uma forcinha, e gerir patrimônio pequeno é mais fácil, mas o fato é que o fundo de ações da gestora, o Alaska Black, rendeu nada menos do que 127 por cento neste ano. O fundo próprio do Luiz Alves, Poland, ganhou 1.089 por cento desde que foi criado, em agosto de 2003. A bolsa deu, no mesmo período, 380 por cento.

Sim, é uma opção de risco, para quem não tem medo de bolsa. E a equipe também usa o caixa para montar posições em juros e moeda, quando acha necessário.

Mas, depois de tanto ganho, ainda há espaço? Luiz Alves defende que a bolsa vive de ciclos, em uma correlação que não parece tão intuitiva: Produto Interno Bruto (PIB) baixo, bolsa em alta. Eu pedi para me enviarem o gráfico da correlação entre os dois, mas eles falaram que não é nada diferente do que o Felipe tem dito (está com moral o nosso estrategista).

Com a economia animada, começam os IPOs (maior inimigo da bolsa, diz Luiz Alves), as empresas começam a comprar maquinário, a não distribuir dividendos… A hora boa para o acionista é agora, segundo o veterano da bolsa.

A carteira do Alaska hoje é bem diferente da do começo do ano: nada de colocar o pé no freio; a gestora se preparou para uma nova rodada de alta. E tem um portfólio pouco correlacionado com o do restante do mercado. Entre as maiores posições estão Sonae Sierra Brasil, São Carlos, Magazine Luiza e Cosan Logística, que o gestor vê como um veículo de investimento em Rumo.

O fundo ainda tem pouco histórico, mas promete. E estamos de olho. O mais interessante do Alaska Black é o casamento da experiência de Luiz Alves com os modelos de análise da equipe da Skipper. Matemática mais intuição costuma funcionar bem.

E, boa notícia, eles não querem gerir dinheiro só dos ricos: o fundo de ações Alaska Black está em plataforma de varejo com aplicação mínima de 5 mil reais.

 

O Melhor Investimento que você pode fazer hoje

Com o início do ciclo de queda da taxa de juros (Selic), absolutamente tudo muda.

Ativos que eram bons até ontem perderão grande parte da rentabilidade nos próximos dias.

Por isso, sugerimos fortemente que você faça um ajuste em seu portfólio de investimentos. Ele é indispensável para a preservação dos seus recursos.

Que ajuste é esse? É o Trade do Faraó, o melhor investimento que você pode – e deve – fazer hoje.

Você protegerá o patrimônio da sua família e poderá ganhar muito dinheiro neste novo cenário.

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Hoje é dia de treinar nossa mente: risco, proteção, risco, voltamos à proteção.

Vai me dizer que o seu gerente já arrumou para você um belo fundo cambial? Estudamos o mercado inteiro. O nosso relatório recomenda um fundo de dólar com taxa de administração 0,75 por cento ao ano.

Vamos à oferta dos bancos? Sejamos justos: vejamos o varejo alta renda. Bradesco Prime, o que tem para nós? Um fundo cambial com taxa de 1,5 por cento ao ano. Itaú Personnalité? 1,5 por cento, também. Santander Van Gogh, 2,5 por cento?

Muito bonito! Bancos, de volta ao Cota Murcha! Por que eu pagaria o dobro (ou mais) por exatamente o mesmo serviço?

 

Maldita porta

Esses dias fiquei presa na porta giratória ao sair do banco. Sabe o maior dos pesadelos? Não conseguia ir para a frente nem voltar para trás. Seria castigo? Paranoia, eu sei, mas confesso que, no meio do pânico, lembrei-me do e-mailabaixo (vou proteger a fonte):

“Esta semana transferi 500 mil reais que eu possuía aplicados num fundo no Bradesco, daqueles menos piores que você mencionou no seu último relatório, para fundos multimercados que você sugeriu. Só faltou o banco pedir pelo amor de Deus para não transferir. Vocês estão verdadeiramente mexendo no mercado e os grandes bancos estão sentindo na pele. A gerente da agência me falou em off que o banco está muito preocupado com o que está ocorrendo, amaldiçoando a Empiricus e a XP, uma das grandes corretoras. Que ela tem perdido muito cliente motivado pela Empiricus. Quem diria que um dia, e num prazo tão curto, isso poderia ocorrer com gigantes como o Bradesco? Parabéns a toda a equipe”.

Caro leitor, muito obrigada, não estamos intimidados. Continuaremos correndo riscos para mostrar a você o que é bom e o que é ruim. Mas preciso me proteger; odeio a porta giratória. Se por acaso eu ficar presa lá, salve-me, por favor!

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:. Definindo uma estratégia vencedora

:. Tchau, tchau, CDI!

 

Um abraço,
Luciana Seabra

 

Analistas responsáveis: Felipe Miranda, CNPI, e Walter Poladian, CFP®.

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