Gente como eu e você

Já “investi" em poupança, já errei com plano de previdência e quase fiz um seguro. Como mudar os hábitos e aprender a investir sozinha?

Gente como eu e você

Eu sou gente como você.

Recebo meu salário em um grande banco, esqueço de pagar contas que não estão em débito automático, me irrito em arcar com tarifas injustas, reclamo (e fico um tempão na espera do atendimento telefônico) para ficar isenta da taxa anual do cartão de crédito e gostaria de ter a resposta ideal de bate-pronto sobre onde colocar meu dinheiro, a qualquer momento, independentemente do valor disponível para aplicar.

Veja, eu te entendo.

Eu sou gente como você.

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Sei que dá trabalho gerenciar o dinheiro de curto, médio e longo prazo. Tem horas que enche a paciência e tudo que eu quero é delegar para terceiros essa tarefa.

E não pense que o fato de eu trabalhar na Empiricus muda alguma coisa. Minha desconfiança só aumenta.

Outro dia, meu gerente me ligou, fez uma série de perguntas e, no fim da ligação, como quem não quer nada, questionou se eu trabalhava na Empiricus. Nunca respondi essa dúvida em nenhum outro trabalho…

O fato é que, justamente por estar aqui, me sinto na obrigação de cuidar bem do meu dinheiro e saber mais para ajudar quem está por perto. E tenho absoluta consciência de que ninguém pode fazer isso por mim.

Mas o caminho não foi só de acertos. Muito pelo contrário.

Meu passado (NÃO) me condena

Assim como você, já cometi vááááários erros…

Já deixei dinheiro parado na poupança, já achei que fundo de renda fixa era tudo igual, já apliquei em previdência sem olhar para um retorno histórico de peso e quase fiz um seguro de vida quando era novinha, mesmo sem ter nenhum dependente. Já pensou?

Enfim, ninguém nasce sabendo de tudo.

Mas tem que querer aprender, porque finanças não vem de forma automática. Não existe cursinho para preparar você a lidar com o universo, é preciso experimentar, questionar e também errar.

Estando aqui, confesso, tenho o privilégio de ler as recomendações de longo prazo do Rodolfo, conhecer a tal estratégia das Vacas Leiteiras do Herrera, acessar a carteira de renda fixa da Marília e ter acesso às indicações certeiras de previdência da Luciana.

Sou uma privilegiada, admito.

Mas venho aprendendo com o tempo. Também assisti diversas aulas na minha trajetória, li muito, desconfiei e fui adquirindo segurança com o tempo.

Por isso, quando recebo e-mails de leitores relatando situações um tanto quanto suspeitas em seus bancos, fico feliz. Feliz porque, se estão me contando suas histórias, é porque seu espírito crítico já está aguçado.

Ninguém nasce sabendo, mas acredito que leitores como a Maura S. já estão no caminho certo.

Estive em uma agência do Banco do Brasil e queria aplicar uma certa quantia no Tesouro Direto. Tanto o gerente como outra funcionária não souberam me explicar e ao mesmo tempo parece que não entendiam, me convenceram a aplicar em LCI. Gostaria que me explicasse como funciona o Tesouro Direto.

 
O mesmo vale para a Janaina O.

Preciso falar da minha indignação com a gerente da Caixa. Tinha um investimento em CDB. Como ele venceu, automaticamente foi para minha conta corrente. Informei a gerente que gostaria de investir em uma renda fixa com rendimento melhor. A gerente me informou que, pelo valor (R$ 40.000,00) e prazo de dois anos, teria para me oferecer o CDB com 78 por cento do CDI, podendo chegar a 82 por cento do CDI. Achei pouco e questionei a ela se realmente não teria um com rentabilidade melhor. Ela simplesmente disse que não. Não aceitei e saí de lá indignada. Agora estou com o dinheiro parado na minha conta corrente e não sei onde investir.

 

Veja, o modelo bancário tem falhas. Existe gerente correto? Óbvio! Existe gerente que conhece o mercado financeiro e dá boas indicações de investimentos? Sem dúvida! Meu tio trabalhava em bancos e tenho grandes amigos no mercado. Mas existe um modelo por trás do negócio que remunera os funcionários à base de metas de vendas a serem cumpridas.

Não existe escolha. Se o banco precisa vender CDB, cabe ao gerente oferecer o produto a rodo aos clientes. Se é LCI, vamos entupir todo mundo de LCI. E por aí vai…

E esse sistema também atinge corretoras, como bem escreveu em dezembro o Ricardo, no M5M.

Por isso, é preciso ter em mente a forma diferente pela qual somos remunerados.

Meu trabalho consiste em dar orientações financeiras que ajudem o investidor comum a ganhar dinheiro. Ponto.

Não recebo comissão para vender algum produto, falar bem de alguma instituição ou por criticar algum investimento que poderia ser vantajoso a você.

Se você enxerga valor no meu trabalho e passa a ver seu dinheiro render, naturalmente, terá interesse em contar sempre com o produto pelo qual sou responsável, o Você Investidor. Simples assim.

E não existe dúvida besta. Quem participa das monitorias, agora quinzenais, do Você Investidor, sabe disso. A ideia é ajudar a Maura, a Janaina e todo mundo, desde os mais leigos aos mais preparados, para domar o mercado.

Por isso, espero que você entre no grupo. Aqui não tem julgamento, não tem enrolação e não tem gente graúda dando ordem.

Encontro marcado com o Leão

Está chegando aquela época do ano de declarar o patrimônio e fazer os devidos ajustes com a Receita. O relatório especial do Você Investidor, com respostas às suas dúvidas sobre a tributação de cada investimento, está saindo do forno. Fique de olho!

Tem alguma sugestão de tema para eu abordar aqui? Então escreva para beatriz.cutait@empiricus.com.br.

Um abraço e ótimo carnaval!

Beatriz

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