Conheçam Jay Clayton

Criptomoedas e reguladores do mundo todo quase sempre quando aparecem na mesma notícia quer dizer problema. Pelo menos era assim quando o bitcoin engatinhava como […]

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Conheçam Jay Clayton

Criptomoedas e reguladores do mundo todo quase sempre quando aparecem na mesma notícia quer dizer problema.

Pelo menos era assim quando o bitcoin engatinhava como tecnologia e não tinha a aderência de hoje.

Isso vem mudando ao longo dos anos e cada vez mais os reguladores entendem a tecnologia e querem tirar proveito dela, seja de forma direta, usando o sistema do blockchain, ou deixando o caminho livre para iniciativas do meio florescerem em seus territórios.

E Jay Clayton, por meio da SEC (órgão regulador do mercado de capitais americano), tem se mostrando pró-mercado em várias decisões que tomou em relação aos criptoativos.

A mais recente foi a declaração pública de que o ether e o bitcoin não serão enquadrados como valores mobiliários.

Mas a história dessa aproximação com os criptoativos já tem alguns meses, pelo menos. Estou me referindo a fevereiro deste ano, quando Jay Clayton ficou conhecido no mundo cripto.

Naquele momento, o bitcoin estava cotado abaixo dos 6 mil dólares e uma audiência no Senado para ouvir a SEC e a CFTC (órgão regulador do mercado de futuros americano) era esperada com muita ansiedade.

No dia 6 de fevereiro, uma expectativa negativa de como Jay Clayton e Giancarlo — chairman da CFTC — iriam se posicionar em relação às criptomoedas pairava no ar.

Ambos os discursos surpreenderam positivamente o mercado, com representantes de dois órgãos importantes tão lúcidos e entendidos do universo cripto.

Lembro que o bitcoin em poucas horas saltou de pouco menos de 7 mil dólares e atingiu valores acima dos 8 mil dólares.

Foi um respiro de alívio para o mercado que esperava algo próximo de uma bomba e recebeu um afago carinhoso, tanto de Giancarlo, quanto de Jay Clayton.

De lá para cá, a SEC foi o foco principal de todos os investidores, já que ela tomaria as decisões mais importantes.

Por isso, vale muito a pena entender quem é o homem no cargo mais importante dentro do órgão e conhecer sua trajetória até o momento de ocupar esse lugar para ter uma ideia das sua futuras decisões.

Em resumo, Jay Clayton vem de uma história toda ligada ao mercado de capitais. Ele foi associado do escritório de advocacia que auxiliou diversas fusões e aquisições e inclusive participou do IPO do Alibaba.

Durante a crise de 2008 ele participou das negociações na aquisição do falido Bear Stearns pelo JP Morgan e também da compra do Lehnman Brothers pelo Barclays Capital. Na mesma época também se envolveu nas conexões do Goldman Sachs com Buffett, para ao final a Berkshire Hathaway investir no banco.

Com uma carreira no mercado financeiro bem sucedida, em 4 de fevereiro do ano passado, ele foi nomeado por Trump para assumir sua atual posição no órgão regulador.

E a indicação de uma figura como Clayton veio com um discurso de afrouxar regulações. O presidente americano deixou isso bem claro no discurso de indicação.

“Nós precisamos desfazer muitos regulamentos que sufocaram o investimento em empresas americanas e restaurar a supervisão do setor financeiro de uma forma que não prejudique os trabalhadores americanos”, disse Trump.

Unindo a história do atual chairman da SEC, a agenda e Trump e a necessidade de uma regulação não restritiva no mercado de cripto, temos um arcabouço necessário para o florescimento de um mercado mais permissivo nos EUA.

Além disso, os experimentos restritivos em Nova York com a BitLicense já podem ser classificados como fracassados, pois expulsaram diversas iniciativas para longe do solo americano.

Por isso, acredito que olhando o panorama atual, devemos ter uma SEC cada vez mais deixando o mercado acontecer, punindo os casos de fraude descaradas e não enquadrando parte dos criptoativos como valores mobiliários.

E esse movimento já dá os seus primeiros passos na direção de permitir, legalmente, que investidores institucionais possam aportar grana. A questão de uma custódia regulada pelo órgão já tem sido endereçada por empresas, como a Coinbase e a Circle.

Aguardamos cenas dos próximos capítulos ainda neste ano.

E é com por esse motivo que acreditamos que essas três criptomoedas estão baratas e podem explodir a qualquer momento.

As futuras decisões da SEC irão impactar positivamente esse mercado e elas tendem a ser as que mais se beneficiarão desse novo boom.

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