A chave para sua conta render mais

Como fazer o dinheiro parado em conta corrente trabalhar por você

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Caro Leitor,

Abro esta newsletter com a seguinte piada que escutei no programa de rádio do José Simão

Tiririca é processado por um grupo de eleitores que alegam propaganda enganosa em sua  campanha, quando dizia “Vote Tiririca, pior que tá não fica”.

Como podemos perceber, a crise econômica e política de nosso país piorou muito e vem se agravando cada vez mais com novos escândalos de corrupção que parecem não ter fim.

Não quero soar negativo e muito menos pessimista, pois acredito que isso só atrai coisas piores. O motivo de eu mencionar esta piada é para lhe atentar sobre à crise atual e mostrar as melhores soluções para enfrentar esse  problema.

Com a deterioração da economia, vivemos um cenário chamado de “estagflação”, palavra derivada da soma “estagnação + inflação”. Estagnação, pois nosso PIB (Produto Interno Bruto) não cresce – ao contrário, a previsão é de queda de 3,19% para este ano. E a variação da inflação (IPCA) está bem acima da meta, prevista para 10,38% em 2015.

 

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região

 

Fonte: Wikipedia (assumo que copiei esta parte do Wiki, diferentemente de consultorias milionárias que vemos por aí)

 

Para tentar controlar esta altíssima inflação, o Banco Central do Brasil vem aumentando a taxa de juros. Hoje a taxa Selic está em 14,25% ao ano e já há indícios de novas altas para 2016.

Nossos analistas da Empiricus esperam um ciclo de aumento entre 1,25 e 1,75 ponto percentual em 2016, o que poderia levar para algo próximo de 16% ao ano. Para efeito de comparação, as taxas de juros na Europa e nos Estados Unidos estão próximas de 0. A taxa Selic afeta diretamente os investimentos e as dívidas dos brasileiros.


Como proceder diante desta situação?

Para quem possui dívidas, o ideal é procurar quitá-las antes de começar a investir, pois os juros cobrados geralmente são muito maiores do que os retornos que conseguirá em seus investimentos.

Recomendo a leitura do próximo relatório mensal do Criando Riqueza, na próxima semana, em que a Olivia Alonso falará aos assinantes sobre os pilares para se construir uma vida financeira saudável, passando pelo controle das dívidas.

Para o poupador, pessoa que consegue ter renda maior que seus gatos e não tem dívidas, um juro mais alto pode ser muito positivo se souber aproveitá-lo à seu favor.

Ontem recebi a seguinte pergunta de nossa leitora Michelle M.: “O dinheiro que fica em minha conta corrente no banco vai direto para a poupança. É um bom investimento, pensando que posso precisar desse valor no curto prazo?

Respondo rapidamente NÃO.

A poupança nos últimos 12 meses rendeu em torno de 7,9%, o que pode parecer bom. E, de fato, é definitivamente melhor que deixar na conta corrente, onde não rende nada. Porém, como vimos acima, esta rentabilidade é insuficiente para compensar a inflação.

Já havia comentado sobre isso nas minhas últimas newsletters, quando indiquei o título Tesouro Selic, do Tesouro Direto, como alternativa para a poupança.

Mas sei que muitos de nossos leitores ainda preferem ter uma parte do seu dinheiro no banco com praticidade para aplicações e resgates imediatos, além de conseguir alguns descontos em taxas de cartão e manutenção da conta por manter o dinheiro lá.

Assim, hoje vou falar sobre o chamado Fundo Referenciado DI. Você poderá encontrar essa aplicação tranquilamente em seu banco (mostrarei abaixo como). Esse tipo fundo tem baixíssimo risco (maior parte da carteira investida em títulos públicos – Tesouro Selic), rentabilidade diária e pós-fixada atrelada ao CDI (juros) e liquidez em D+0 (resgate imediato).

 

Ok, entendi. E como pesquiso a melhor opção de fundo DI no meu banco?

Facilmente pelo site do seu banco, não é nem necessário entrar na sua conta, você consegue analisar os fundos distribuídos.

Mostrarei abaixo o caminho pelo site do Banco do Brasil, mas para todos os outros o procedimento é praticamente igual.

Primeiramente você deverá selecionar o seu segmento no banco. No exemplo abaixo, utilizarei o segmento normal (varejo) que é chamado de “Você” no BB. E depois clicar em “Investimentos”.

 

 

Em seguida você deverá clicar, na coluna à esquerda, em “Fundos de Investimento” e depois em “Referenciado DI”.

 

 

No meio da página você verá os Fundo DI disponíveis. As opções se diferenciam por valores iniciais. Ao clicar no nome do fundo você terá acesso a maiores informações, entre elas estão a taxa de administração e o histórico de rentabilidade. Quanto maior o valor inicial aplicado, menor será a taxa de administração do fundo e, consequentemente, maior será seu retorno.

Se atente também a “pegadinhas” como fundos que envolvem títulos de capitalização e taxas de ingresso ou de saída.

Abaixo você encontra um quadro com alguns Fundos DI dos grandes bancos, em que é fácil perceber como faz diferença ter um valor inicial maior para a aplicação.

 

Após a aplicação inicial, geralmente os valores mínimos para aplicações subsequentes ou para permanência no fundo são bem mais baixos, assim você pode aplicar e resgatar a vontade.

Sugiro investir em Fundos DI que tenham rentabilidade acima de 90% do CDI. Mas como vimos acima, ter essa rentabilidade fica difícil para pequenos investidores.

O Tesouro Selic (título do Tesouro Direto) é uma excelente alternativa para quem não tem um grande volume inicial. Diferentemente do banco, que é sensível ao volume de dinheiro e trata melhor os clientes mais ricos, o Tesouro oferece taxas atrativas e iguais a quem investe R$ 100 ou R$ 1 milhão.

Não mencionei nesta newsletter os CDBs de liquidez diária oferecidos pelos bancos, mas eles também podem servir para o mesmo propósito. Compare a taxa do Fundo DI com a do CDB oferecida pelo banco.

Na próxima newsletter, falarei sobre a tributação (impostos) que incide sobre as aplicações financeiras, cobrindo as alíquotas de cada uma e formas de recolhimento. Acompanhe!

Um abraço e bons investimentos,

Walter

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