Como calcular o valor de um seguro de vida

Aprenda a estimar a cobertura de sua apólice para encontrar um plano que atenda bem sua família

Como calcular o valor de um seguro de vida

Caro leitor,

Eu me impressiono cada vez mais em ver como o consumidor brasileiro precisa, a todo instante, desenvolver habilidades para não ser enganado.

Muitas vezes, a “enganação” pode ser confundida com despreparo do vendedor e do estabelecimento ou com a falta de informações claras em compras on-line.

Duas semanas atrás, ao tentar fazer uma reserva on-line de hotel, tive uma surpresa desagradável.

O quarto parecia muito aconchegante, e ficava em uma belíssima pousada em uma linda praia do litoral norte de São Paulo. Seria apenas um fim de semana com previsão de sol para descansar em paz.

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Tudo se encaminhava perfeitamente para a finalização da reserva e eu já estava inserindo os dados do cartão de crédito, quando, ao fim da tela, em letras miúdas, apareceu uma informação que mudou o rumo da reserva: o horário de entrada seria às 16h do sábado e o de saída, às 12h do domingo. Até então, eu pensava que diária, como o próprio nome indica, presumia entrar às 12h de um dia e sair às 12h do outro.

Vou pagar uma diária cheia para praticamente só dormir na pousada?

Sim, foi essa a resposta que me deram ao ligar para o estabelecimento. “O senhor pode chegar mais cedo e, se o quarto estiver liberado, poderá usá-lo; caso contrário, poderá usufruir das áreas comuns da pousada até a liberação do aposento.”

No mercado financeiro, esse tipo de “confusão” também acontece, principalmente com produtos bancários. Um exemplo bem claro são os seguros de vida , vendidos sem a devida seriedade e sem atender o perfil da pessoa que está interessada na proteção.

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Se preciso de um seguro de vida no valor de 500 mil reais, não tem cabimento o gerente me oferecer um de 150 mil reais simplesmente porque o prêmio é mais barato.

O seguro de vida é uma blindagem do patrimônio e permite que os dependentes do titular mantenham uma vida financeiramente estável após o falecimento do principal provedor. Dessa forma, não é eficaz fazer um seguro de vida no valor de 150 mil reais quando preciso de 500 mil reais.

Por se tratar de um assunto tão sério, hoje vou ensinar a você um método para estimar a cobertura do seguro de vida necessária para manter o padrão de vida da sua família na sua ausência. Falamos, em agosto, sobre o que avaliar na hora da contratação de sua apólice.

Método da avaliação das necessidades

Esse método é atual e eficaz para determinar o valor de cobertura financeira necessária para atender as reais necessidades dos dependentes, caso o provedor venha a falecer.

O cálculo leva em conta gastos gerais recorrentes para os dependentes (beneficiários) e despesas relacionadas à morte do segurado.

Para entender o método de uma forma fácil e prática, vamos imaginar que somos consultores financeiros e estamos atendendo um cliente chamado Jorge Silva.

Inicialmente, precisamos de algumas informações básicas e simples sobre a vida do Jorge:

  1. Renda líquida do principal provedor (Jorge Silva): 10 mil reais;
  2. Renda líquida do cônjuge (Fátima Silva): 6 mil reais;
  3. Dependentes: 3 (Fátima, sua esposa, e os filhos gêmeos, Maria e João);
  4. Possibilidade de os filhos trabalharem: inexistente pelos próximos 10 anos;
  5. Bens (imóvel): 650 mil reais;
  6. Bens (aplicações financeiras): 200 mil reais;

A ideia aqui é mensurar um valor médio para que a vida da sua família não seja tão impactada financeiramente na sua ausência.

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No exemplo citado, vamos considerar que os filhos possuem 15 anos de idade e que, após 10 anos, ou seja, com nível superior completo, estarão mais preparados para assumir uma renda razoável para o lar. Da mesma forma, a viúva Fátima Silva será capaz de se manter com a própria renda, já que os filhos estarão independentes financeiramente. A cobertura de seguro será, portanto, calculada para um período de 10 anos.

Projetamos uma despesa média mensal de 2,4 mil reais com educação para conclusão do Ensino Médio e superior dos dois filhos.

Para levantar os dados de despesas mensais, tive como parâmetro levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no qual é estimado o gasto mensal médio da família brasileira de acordo com o rendimento mensal familiar (nesse caso, acima de 10,375 mil reais).

Cada família possui suas particularidades, por isso fizemos algumas adaptações nas despesas da tabela a seguir, pensando no custo de vida na cidade de São Paulo e da família Silva.

Alguns campos não foram preenchidos, pois não são despesas da família Silva, mas foram mantidos na tabela para que você possa utilizar na sua conta, caso necessário.

Calculada a despesa mensal, vamos projetar esses valores para os próximos 10 anos. Além disso, nessa próxima etapa, será preciso projetar o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), de quatro por cento no estado de São Paulo (o imposto pode variar de acordo com o estado). Os honorários advocatícios com inventário foram estimados em seis por cento dos bens, porém, também oscilam.

Os valores destacados em vermelho dizem respeito às despesas projetadas para o período e os gastos com a morte do segurado. Os valores em verde são as rendas mantidas (aplicações financeiras e salário da esposa), portanto, devem ser subtraídos da conta.

Não inserimos no cálculo o auxílio funeral, pois a maioria das apólices inclui em sua cobertura adicional um valor específico para essa finalidade.

Assim, com base nessa demonstração, calculamos em cerca de 380 mil reais o valor da cobertura de seguro necessário para a família Silva.
Algumas dicas que devem ser levadas em conta

O estilo de vida da pessoa terá impacto na análise das necessidades. Uma pessoa solteira sem dependentes e com reserva de caixa para necessidades emergenciais não precisa de um seguro de vida. No entanto, se ela tiver dependentes (filhos ou pais, por exemplo), o seguro será recomendado para que eles possam preservar sua estabilidade financeira (fluxo de renda) no caso de morte do segurado.

Para casais sem filhos , caso marido e mulher possuam renda própria, a cobertura do seguro de vida é menos relevante, até mesmo desnecessária em alguns casos. Consideramos uma apólice importante para cobrir dívidas, despesas com morte e manter o estilo de vida, mas este último item pode ser ajustado, pois é provável que as despesas sejam reduzidas para o padrão de vida de uma pessoa em relação ao antigo padrão de um casal, e ainda depende do nível de renda do cônjuge.

Para casais com filhos ou dependentes, se apenas o pai, ou a mãe, possuir emprego, o seguro deve ser calculado com base na renda do único provedor. Se os dois trabalharem, ambos devem estar assegurados para diminuir o risco de perda de parte da renda familiar.

Pronto, você aprendeu a calcular o valor do seguro necessário para sua família!

Na próxima edição do relatório mensal Você Investidor, apresentaremos as cotações fornecidas por grandes seguradoras para a “família Silva” e vamos indicar a melhor opção.

Mostraremos, ainda, uma modalidade de seguro resgatável, no qual os valores dos prêmios pagos são acumulados e corrigidos e podem ser resgatados ao fim do período. Esse é um produto mais sofisticado e oferecido por apenas três seguradoras. Descubra quais no relatório Você Investidor .

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Envie-a para jose.castro@empiricus.com.br. Selecionarei algumas para responder em textos futuros.

Um abraço, e bons investimentos!

José Castro

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