De quanto dinheiro preciso para começar a investir?

Descubra quais valores são necessários para aplicar nos principais produtos do mercado financeiro

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De quanto dinheiro preciso para começar a investir?

Caro leitor,

Uma das dúvidas mais frequentes de quem nunca investiu ou está começando é descobrir quanto dinheiro é necessário para começar a investir.

Muitos acreditam que investimento é “coisa de gente rica”, portanto, só vale a pena para quem tem um alto capital para aplicar. Entrar na Bolsa, então, é algo para profissionais.

No entanto, se engana quem pensa assim. É possível investir bem com pouco dinheiro!

Basta ter disciplina com suas finanças.

Vou mostrar logo abaixo como ter ótimos retornos investindo a partir de R$ 30.

Mas, antes de seguir, preciso dizer que mais importante do que pensar no valor que você tem para investir é saber quais produtos são adequados ao seu perfil.

Entre o mar de e-mails que chega à Empiricus diariamente, é comum encontrar uma série de perguntas sobre onde aplicar R$ 1 mil ou R$ 5 mil.

A resposta vai depender não somente do valor, mas principalmente da situação e do perfil de cada um. Só porque você tem dinheiro para comprar ações, não quer dizer que necessariamente deverá comprá-las. A decisão depende de outros aspectos.

Antes de investir, busque responder a estas três questões:

– Vou precisar desse dinheiro no curto prazo?
– Qual o objetivo desta aplicação?
– Quanto risco estou disposto/a a correr para ter um retorno maior?

A partir daí você já terá alguma diretriz e poderá escolher o produto que esteja mais próximo dos seus objetivos.

Por isso, além de dizer os valores necessários para investimento, optei em dividir os tópicos abaixo por produtos.

Vamos começar com os títulos do Tesouro Direto, que costumam ser a porta de entrada para os novos investidores.

1) Tesouro Direto – título Tesouro Selic: a partir de R$ 30

A essa altura, mesmo com a queda dos juros, espero que você já tenha captado a mensagem de que a poupança não deve ser considerada um bom investimento.

Até porque os rendimentos da caderneta variam conforme a taxa Selic. Toda vez que os juros estão maiores do que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial). Já quando os juros estão em 8,5% ou abaixo disso, como agora, a rentabilidade da caderneta passa a ser de 70% da taxa Selic mais a TR (que está próxima de zero).

Se você ainda tem alguma dúvida sobre poupança, assista a este vídeo da Marília Fontes e saia de vez dessa péssima aplicação.

Por isso, o objetivo hoje é ensinar você a ter retornos bem maiores do que o oferecido pela poupança, com maior segurança, facilidade de aplicação, possibilidade de resgate em D+1 – no dia seguinte da venda – e baixo valor inicial exigido.

O Tesouro Selic é um título público pós-fixado, emitido pelo Tesouro Nacional, cuja rentabilidade segue a variação da taxa Selic, a taxa de juros básica da economia (hoje em 6,75% ao ano).

Esse título possui rentabilidade diária e seu valor de mercado, por acompanhar a taxa Selic, apresenta baixa volatilidade, evitando perdas no caso de venda antecipada.

Ou seja, o investidor não corre o risco de perder dinheiro se precisar vender o título antes da data de vencimento. Já a rentabilidade da poupança ocorre apenas nos “aniversários” – de mês em mês – após a data de aplicação, o que gera perda de rendimentos para quem resgatar antes da data de aniversário.

Nos títulos do Tesouro Direto há incidência de Imposto de Renda (retido na fonte), o que não ocorre na poupança, mas mesmo assim sua rentabilidade continua bem mais atrativa do que na caderneta. A alíquota de IR é regressiva, ou seja, diminui com o tempo, conforme a tabela abaixo:

Com a Selic a 6,75%, a poupança está rendendo 4,73% ao ano mais a TR, que por sinal não acrescenta praticamente nada, já que a taxa não passou de 0,3% em nenhum mês de 2017, e desde setembro ficou em zero. O que significa que a poupança paga 70% da Selic. Ou seja, é como se a poupança pagasse a Selic, mas cobrasse um imposto de 30%.

 

Ao fazer uma simulação de um investimento no Tesouro Selic, pelo prazo de um ano, por uma corretora que não cobra taxa de administração e com a taxa Selic a 6,75% ao ano, chegaremos à rentabilidade líquida de 5,33% ao ano, já descontados os impostos.

O que mostra que mesmo ao considerar a taxa de custódia e o IR, investir no Tesouro Selic ainda é mais vantajoso que na poupança.

Quanto custa?

O Tesouro Direto é democrático, pois a rentabilidade não depende de quanto dinheiro você tem. A taxa de custódia cobrada pela Bolsa (0,3% ao ano) também não varia conforme o valor investido. Ou seja, será igual para quem investir R$ 30 ou R$ 1 milhão.

É importante alertar que algumas corretoras cobram uma taxa extra, cujo valor varia de instituição para instituição. No entanto, há casas independentes que não cobram nada para você investir no Tesouro Direto.

No site do Tesouro Direto você pode verificar as taxas aplicadas por todas as instituições no Ranking dos Agentes de Custódia.

Tesouro Direto ou fundos DI?

Um fundo DI simples basicamente compra títulos do Tesouro Direto. Uma das vantagens de investir diretamente pelo Tesouro Direto frente aos fundos DI é a ausência de cobrança de Imposto de Renda via come-cotas (recolhido semestralmente). No caso do Tesouro, a cobrança só acontece no resgate. Assim, esse valor continua a render juros, favorecendo seu retorno final.

Por isso, para compensar a desvantagem tributária, só vale a pena trocar a poupança por um fundo DI se a taxa de administração cobrada for muito baixa, no máximo de 0,2% ao ano. Neste caso, fuja dos grandes bancos, pois eles cobram taxas absurdas de administração. Podemos citar como exemplo um fundo do Bradesco chamado HiperFundo, que cobra taxa de administração de 3,9% ao ano, o que faz com que essa opção seja ainda pior que a poupança.

Para evitar cair em armadilhas, assista ao vídeo da Luciana Seabra e descubra quais são os piores fundos de renda fixa do mercado.

Resumindo, o Tesouro Selic é uma ótima opção para a formação do colchão de liquidez (ou fundo de reserva) – aplicações de baixo risco e que possuem resgate imediato para atender às necessidades de curto prazo.

O ideal é ter de seis a 12 meses de seus gastos mensais no Tesouro Selic ou em um fundo DI barato, antes de investir em outros tipos de ativos que mostrarei abaixo.

2) Tesouro Prefixado: a partir de R$ 30

Este é outro tipo de título do Tesouro Direto, porém, neste caso, você sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o título até a data de vencimento.

Para cada unidade de título, o valor bruto a ser recebido no vencimento é de R$ 1 mil. Como podemos ver na tabela abaixo, no dia 29 de janeiro de 2018, o título Tesouro Prefixado com vencimento em 2023, por exemplo, tinha o preço de R$ 643,04 e oferecia retorno de 9,42% ao ano. Esta é a taxa necessária para o título chegar ao valor de R$ 1 mil no vencimento.

Veja abaixo tabela do site do Tesouro Direto com as taxas e preços dos títulos públicos:

Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 202415/08/20244,51R$46,47R$2.323,80
Tesouro IPCA+ 203515/05/20355,24R$38,61R$1.287,06
Tesouro IPCA+ 204515/05/20455,24R$30,93R$773,40
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 202615/08/20264,58R$33,94R$3.394,26
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 203515/05/20355,05R$34,75R$3.475,98
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 205015/08/20505,14R$35,14R$3.514,51
Prefixados
Tesouro Prefixado 202101/01/20217,84R$32,63R$815,97
Tesouro Prefixado 202501/01/20259,49R$32,73R$545,60
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 202901/01/20299,70R$31,51R$1.050,36
Indexados à Taxa Selic
Tesouro Selic 202301/03/20230,01R$94,61R$9.461,61
Última atualização em: 19/04/2018 às 10:00. Fonte: Tesouro Direto

A quantidade mínima de compra é a fração de 0,01 título, ou seja, 1% do valor de um título, desde que respeitado o valor mínimo de R$ 30. O investidor pode comprar 0,01 título; 0,02 título; 0,03 título e assim por diante.

As taxas oferecidas para os prefixados são atrativas quando pensamos no investimento de longo prazo, por exemplo, vencimento em 2023 ou mais longo. Você pode optar por títulos com pagamento de juros semestrais ou com resgate apenas no vencimento. No Tesouro Direto estão sendo negociados títulos prefixados com vencimentos em 2020, 2023 e 2027 (este apenas com juros semestrais).

O ideal é escolher o prazo que mais se adeque ao seu plano de investimento e antes de comprar pense em manter o título até o vencimento, pois, apesar de possuir liquidez diária, o preço é marcado a mercado – o que significa que pode flutuar para cima ou para baixo, o que pode acabar penalizando resgates antecipados se eles forem feitos em momento desfavorável.

3) Tesouro IPCA+: mais de R$ 30

Este tipo de título do Tesouro Direto proporciona rentabilidade real, ou seja, garante o aumento do poder de compra do seu dinheiro, pois seu rendimento é composto por duas parcelas: uma taxa de juros prefixada mais a variação da inflação (IPCA).

Desse modo, independentemente da variação da inflação, a rentabilidade total do título sempre será superior a ela, se levado até o vencimento. O juro real, nesse caso, é dado pela taxa de juros prefixada, contratada no momento da compra do título.

Assim como nos títulos prefixados, você pode optar por títulos com pagamento de juros semestrais ou apenas no vencimento. No fim de janeiro de 2018, por exemplo, os títulos indexados à inflação mais longos pagavam taxas de retorno de até 5% ao ano mais a variação do IPCA. O que é uma ótima taxa para compra quando se pensa no longo prazo.

No Tesouro Direto estão sendo negociados títulos IPCA+ com vencimentos em 2024, 2035 e 2045 (sem juros semestrais) e 2026, 2035 e 2050 (com juros semestrais).

Escolha o prazo que mais se adequa ao seu plano de investimento e mantenha os títulos até o vencimento; como no caso do prefixado, apesar de possuir liquidez diária, o preço do título é marcado a mercado e você pode ser penalizado em resgates antecipados.

  • Esses títulos (Tesouro IPCA+ e Prefixado) são indicados para um cenário de queda dos juros futuros;
  • Se precisar vender o título antecipadamente, o Tesouro Nacional pagará o seu valor de mercado e, neste caso, há risco de perda ou potencial de ganho acima da taxa contratada;
  • Quanto mais longo o vencimento, maior o risco (volatilidade) e maior o potencial de valorização;
  • A taxa é inversamente proporcional ao preço do título. Quando a taxa cai, o título se valoriza.

4) Renda fixa privada: a partir de R$ 1 mil

Aqui, estamos considerando renda fixa privada os títulos de renda fixa em que emprestamos dinheiro para bancos e/ou instituições financeiras, tais como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), LC (Letra de Câmbio), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

Por oferecerem isenção de IR para pessoas físicas, na maioria das vezes as LCAs e LCIs oferecem rentabilidades melhores que os CDBs e as LCs, em que há incidência do imposto, conforme a tabela regressiva de renda fixa.

No entanto, para escolher entre esses papéis, a tributação é apenas um fator da equação.

A isenção não significa, por si só, uma rentabilidade líquida superior. Tudo depende da comparação da taxa de juros e do período de aplicação, que influencia na alíquota do IR no caso do CDB e da LC.

Para descobrir qual seria o equivalente em uma LCI/LCA para uma taxa de CDB, por exemplo, é necessário descontar o IR adequadamente.

A fórmula fica assim:

Taxa de juros da LCI/LCA = Taxa de juros do CDB x (1 – Imposto de Renda)

Lembrando que, na fórmula acima, a taxa do CDB é o percentual do CDI que o título oferece, e o imposto é regressivo e varia conforme o prazo de investimento.

De um modo geral, boas LCAs e LCIs pagam acima de 93% do CDI. Já os CDBs e as LCs devem ter taxa de retorno maior que 100% do CDI.

Esses investimentos geralmente possuem vencimentos fixos, portanto não permitem resgates antes do vencimento. Por isso, escolha o prazo que melhor atende aos seus objetivos.

Os valores mínimos para aplicação dependem do banco emissor e podem variar. Mas, de modo geral, a aplicação mínima é de R$ 1 mil, apesar de ser possível encontrar opções com ticket de entrada menor.

Por serem mais arriscados que o Tesouro Direto, esses títulos contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que assegura até R$ 250 mil em investimentos por CPF e por instituição financeira, para o caso de quebra do banco.

Vale lembrar ainda que desde dezembro de 2017, foi aprovado o teto de R$ 1 milhão para o FGC. A partir da nova regra, se você receber os R$ 250 mil por causa da quebra de um banco, terá seu limite diminuído para R$ 750 mil durante quatros anos.

Apesar da proteção do FGC, na hora de fazer o investimento, fique atento ao emissor. Prefira instituições com boa saúde financeira, que tenham pouca alavancagem, sejam rentáveis e tenham geração de caixa para pagar suas dívidas.

5) Investir em renda variável

Daqui para a frente falarei sobre renda variável: ações, fundos imobiliários e dólar. Além dos planos de previdência privada.

Ao optar por esses ativos, é importante avaliar o quanto de risco você está disposto a correr. Em outras palavras: quanto de dinheiro topa perder?

Com a queda da taxa Selic e a perda dos retornos gordinhos do Tesouro Selic, muitos investidores estão se arriscando mais em ativos de renda variável para conseguir maiores retornos. No entanto, é preciso estar ciente dos riscos.

Lembre-se: maior retorno é igual a maior risco. Por isso, jamais invista todo o seu patrimônio nesses tipos de ativo.

1) Ações: a partir de R$ 1 mil

 

Por mais iniciante que seja, qualquer pessoa consegue investir em ações por conta própria. Só é preciso ficar atento para não cair em armadilhas.

Não existe valor mínimo para investir em ações. O montante varia conforme o preço do papel. No entanto, isso não significa que deve se investir valores muito baixos – inferiores a R$ 1 mil. Até porque é preciso levar em consideração as taxas cobradas pelas corretoras e pela Bolsa.

Basicamente existem duas taxas cobradas pelas corretoras sobre a compra e venda de ações: a de custódia, que costuma ser mensal, e a de corretagem, que é cobrada por ordem de compra ou venda do ativo.

A taxa de corretagem pode variar entre R$ 0,80 e R$ 20. Já a taxa de custódia, em algumas instituições bancárias, por exemplo, pode chegar a R$ 30 mensais, o que contrasta com o custo zero encontrado em algumas corretoras independentes.

Vamos supor que sua corretora cobre R$ 10 por ordem de compra e outros R$ 10 por ordem de venda, já são R$ 20 de custos para entrar e sair de uma ação.

Nesse contexto, não vale a pena aplicar R$ 500 para deixar, de bandeja, 4% na mão da corretora.

Veja que esses 4% não invalidam um investimento que pode vir a render 10% ou até 100% a longo prazo, mas é uma questão de razoabilidade quanto aos custos.

Se você pode aproveitar ganhos de escala, faça isso. Assim, caso comece com R$ 1 mil, quando conseguir investir mais em ações terá o efeito dos custos diluído por um montante maior aplicado.

Antes de investir em ações, outro ponto a ser considerado pelo pequeno investidor remete ao lote padrão de negociação, composto por 100 ações.

O lote padrão possui muito mais liquidez que o mercado fracionário (quantidades menores do que 100 ações), pois conta com uma quantidade maior de compradores e vendedores, assim há maior probabilidade de conseguir preços melhores negociando o lote padrão.

Graças aos custos de transação, e também à liquidez do mercado, convém comprar ações em lotes múltiplos de 100.

Para o pequeno investidor de ações que não conseguir diversificar sua carteira com pelo menos quatro papéis de empresas diferentes por lote padrão, uma solução pode ser o investimento em BOVA11 (fundo do índice Ibovespa).

Por ser um ETF (Exchange Traded Funds), fundo de índice negociado na Bolsa, o lote padrão do BOVA11 é de apenas dez cotas. Como o fundo tem em sua carteira as empresas de maior representatividade da Bolsa (mais de 60), seu risco é menor do que o de comprar papéis de apenas uma empresa, conferindo os chamados “ganhos de diversificação”.

2) Fundos imobiliários: a partir de R$ 1 mil

Os fundos de investimento imobiliário (ou FIIs) captam recursos no mercado para investir em empreendimentos imobiliários com o objetivo de gerar retorno com a locação, arrendamento e/ou venda de imóveis.

Como os FIIs são fundos fechados, para entrar ou sair é preciso comprar ou vender cotas por meio de uma corretora.

Comprar uma cota significa que o investidor se torna dono de uma fração dos empreendimentos imobiliários que compõem o fundo, isto é, não é preciso ser dono do imóvel para entrar e não há valor mínimo para investir.

Mas, assim como nas ações, nos fundos imobiliários também incidem as taxas de corretagem e custódia. Por isso, o mais aconselhável é que a aplicação mínima seja a partir de R$ 1 mil.

Apesar de o preço da cota ser geralmente maior que o preço das ações, o lote padrão de negociação dos FIIs é de apenas uma cota. Assim, não há necessidade de compra em múltiplos de 100. Você pode comprar por exemplo 25 cotas de um fundo imobiliário cuja cota vale R$ 100.

3) Dólar: a partir de R$ 1 mil

A forma mais simples, fácil e segura para investir em dólar é via fundos cambiais. Esses fundos investem pelo menos 80% de suas carteiras em moedas estrangeiras.

Mas, antes de entrar em um fundo de câmbio, é preciso pesquisar sobre a liquidez, as taxas de administração (de até 1%) e o valor da aplicação inicial de cada fundo, pois o ticket de entrada pode variar de R$ 1 mil a R$ 5 mil, por exemplo.

Nesse tipo de investimento existe a cobrança de Imposto de Renda, com alíquotas regressivas de 22,5% a 15%. Também é preciso ficar atento às operações com menos de 30 dias, pois nesses casos será cobrado IOF. Ou seja, não é um investimento para o curtíssimo prazo.

Você pode também comprar papel-moeda, mas se atente ao valor cobrado pela corretora de câmbio e pesquise em mais de uma casa, para evitar pagar um spread (diferença de valor) muito alto para o dólar comercial do dia.

A compra de dólares funciona como instrumento de diversificação e proteção da carteira contra momentos de crise e incertezas, como problemas na economia brasileira ou o aumento dos juros nos Estados Unidos. A posição em moeda norte-americana pode ser de ao menos 5% do portfólio de investimentos.

6) Previdência

Investimento por conta própria >> recomendado acima de R$ 10 mil iniciais ou R$ 1 mil/mês em seguradoras independentes.

Investimento via plano corporativo >> recomendado acima de R$ 1.

Os planos de previdência geralmente possuem custos maiores que os outros tipos de aplicações, pois além da remuneração da administradora do fundo há a remuneração da seguradora, o que acaba afetando o retorno do investimento.

Os planos de previdência investem através de fundos de investimento, que podem ser de renda fixa ou multimercados.

Por isso, há cobrança da taxa de administração do fundo e também podem ser cobradas as famosas (e detestáveis) taxas de carregamento, que incidem sobre as contribuições na entrada, na saída ou na portabilidade.

Por que recomendo investimento inicial acima de R$ 10 mil ou R$ 1 mil/mês em seguradoras independentes?

Pois com valores baixos nos grandes bancos (BB, Caixa, Bradesco e Itaú) você pagará taxas MUITO ALTAS, que afetarão diretamente os resultados do seu investimento.

Caso a empresa onde você trabalha ofereça a opção de um plano de previdência corporativo, pode ser um ótimo investimento, pois neste caso ela pode contribuir junto com você e em planos coletivos a empresa consegue negociar taxas bem melhores ao seu grupo de funcionários.

E caso não tenha acesso a um plano de previdência corporativo e mesmo assim opte pela previdência, invista via uma seguradora independente. Pois elas oferecem taxas bem menores que as corretoras dos grandes bancos.

Um fundo de previdência conservador de renda fixa não pode ter taxa de administração maior do que 1% ao ano.

Caso já possua um plano, é possível realizar a portabilidade entre fundos de previdência entre a mesma ou diferentes instituições sem perder o prazo relativo ao Imposto de Renda. Por isso, verifique se vale a pena uma troca.

Para o longo prazo, a previdência possui alguns benefícios, como:

  • Imposto de Renda de apenas 10% (para aplicações de mais de dez anos, no regime tributário regressivo);
  • Possibilidade de dedução de IR (até 12% da renda bruta anual) com PGBL na declaração completa do Imposto de Renda;
  • Isenção de come-cotas;
  • Na sucessão: facilidade de transmissão aos beneficiários, pois a aplicação não entra em inventário e pode, em alguns casos, evitar o pagamento de ITCMD (imposto sobre herança);

Bem, agora é só escolher qual investimento mais se adequa ao seu perfil e começar a investir. Não perca mais tempo!