Domine seu gerente

Converse de igual para igual e nunca mais seja enganado por ele

Domine seu gerente

Domingo passado foi dia de almoço em família e o restaurante escolhido foi um de frutos do mar, localizado aqui no Itaim. Comida excelente e pratos muito bem servidos.

A fartura dos pratos era tanta que, ao final, acabou sobrando bastante comida e, portanto, pedi ao garçom que embrulhasse para viagem.

O garçom atendeu prontamente o meu pedido, sem delongas ou questionamentos. Logicamente, uma vez que iria pagar pelo almoço e, consequentemente, é de meu direito.

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Agora, pergunto: por que as pessoas sentem necessidade de dar satisfação ao seu gerente de banco quando vão resgatar valores altos de sua conta ou de investimentos?

Percebi isso em vários investidores que atendi em consultorias pessoais,

quando recomendava o resgate de aplicações em bancos para compra de ativos mais rentáveis em outras instituições.

A reação era instintiva: “Iiiih, meu gerente não vai gostar! O que vou falar para ele?”.

Eu respondo: “Você não precisa dizer nada! O dinheiro é seu e você faz o que quiser com ele”.

Temos de acabar com essa cultura de que devemos investir no banco para ajudar o gerente “amigão” e, assim, deixar dinheiro na mesa, que lhe poderia render muito mais.

E, lembre-se: você estará ajudando mais o “bancão” do que propriamente a seu gerente.

Pelo menos, a “caixinha” que você deixa em dinheiro para o seu garçom, vai 100% para ele.

A Oportunidade da Década na Renda Fixa

Assim que for encerrado o processo de Impeachment, estaremos diante da Maior Oportunidade da Década na Renda Fixa.

Esta é sua chance de antecipar o lucro de ANOS em apenas 6 meses.

Para isso, você precisa se posicionar AGORA neste investimento.

QUERO APROVEITAR A OPORTUNIDADE DA DÉCADA

 

Você concorda que, se pedir uma sugestão de prato a um garçom, há uma grande chance de que as indicações sejam as opções mais caras do cardápio?

Isso pode ocorrer por instrução do próprio restaurante (que terá uma margem de lucro maior) ou por instinto do próprio garçom (que receberá uma gorjeta, de 10% sobre o valor da conta, maior).

E o que você acha que acontecerá se você pedir uma sugestão de investimento ao seu gerente do banco?

Não estou querendo generalizar, pois sei que existem garçons e gerentes corretos e diligentes, mas que, às vezes, devem seguir as regras do local em que trabalham.

A ideia aqui é alertar você, leitor, que existe esse conflito de interesses nos bancos e que isso pode afetar diretamente o seu patrimônio.

Quanto mais você entender de investimentos, menor será o risco de cometer erros ao seguir conselhos de seu gerente. Como ocorreu no caso descrito a seguir, que me deixou estarrecido.

A trapaça

Uma investidora que atendi há algumas semanas, cliente do segmento de alta renda de um grande banco, contou-me que tinha em torno de 1,2 milhão de reais aplicados em um CDB de liquidez diária, com taxa de retorno de 100 por cento do CDI, entre outros ativos em carteira. E esse CDB representava apenas metade do total de suas aplicações financeiras.

Disse que solicitou um resgate no valor de 400 mil reais desse CDB para cobrir algumas despesas que possuía.

Após a solicitação do resgate, recebeu uma ligação de sua gerente:

“Sra. X (preservarei seu nome), o que está fazendo? Por que está realizando este saque?”.

Após a resposta da cliente sobre a necessidade dos recursos, a gerente continuou:

“Mas sua aplicação é muito boa, melhor deixar o valor investido e tomar um crediário (tipo de empréstimo), pois você conseguirá pagar as parcelas com os rendimentos da sua aplicação, sem precisar perder sua liquidez”.

E, infelizmente, a sra. X acabou caindo nesse verdadeiro golpe.

Logicamente, o custo efetivo total (CET) do crediário era bem superior aos rendimentos de seu CDB. Enquanto na dívida com o banco ela irá pagar uma taxa de 30 por cento ao ano, seu CDB vai lhe retornar o CDI (hoje em torno de 14,13 por cento ao ano) menos o Imposto de Renda (alíquota de 15 a 22,5 por cento, dependendo do período de aplicação).

Ou seja, esse empréstimo era desnecessário à sra. X, que agora está perdendo dinheiro entregando-o ao seu banco.

Portanto, deve-se tomar muito cuidado antes de contrair uma dívida no Brasil, pois as taxas de juros podem ser exorbitantes.

Um financiamento imobiliário pode ser válido, pois as taxas de juros nesse tipo de crédito geralmente são mais coerentes (ex.: abaixo de 13% ao ano).

O que analisar antes de se endividar?

Você precisar checar:

  • se terá condições de pagar o empréstimo, ou seja, se as prestações cabem em seu orçamento;
  • as condições do contrato;
  • as taxas de juros cobradas e, principalmente, o chamado custo efetivo total (CET);
  • CET = todo custo envolvido no financiamento, isto é, juros e encargos, como tarifas, tributos e seguros. Todo cliente tem direito a saber o CET, que é expresso na forma de taxa percentual.

Empréstimo bancário x financiamento

  • Empréstimo bancário: contrato entre a instituição financeira e o cliente, pelo qual ele recebe uma quantia que deverá ser devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados. Os recursos obtidos no empréstimo não têm destinação específica.
  • Financiamento: contrato entre o cliente e a instituição financeira, mas com destinação específica dos recursos tomados, como a aquisição de veículo ou bem imóvel. Geralmente, o financiamento possui algum tipo de garantia, como alienação fiduciária ou hipoteca.

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Dou minha palavra que você não conversará mais de igual para igual com seu gerente, mas, sim, melhor que ele!

Ficou com dúvidas sobre o assunto de hoje? Envie-as para walter.poladian@empiricus.com.br, porque irei selecionar algumas para responder em textos futuros.

Um abraço, e bons investimentos!

Exclusivo Assinantes PRO

 

1 – Aplicação para 6 meses ou 1 ano

2 – Tesouro Direto: qual título e prazo comprar?

3 – A vez dos fundos multimercados

 

Walter

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