Entrevista: responsável pelo Tesouro Direto fala sobre os riscos dos títulos públicos

E responde as principais dúvidas de nossos leitores

Entrevista: responsável pelo Tesouro Direto fala sobre os riscos dos títulos públicos

Caro Leitor,

Dedico esta newsletter para apresentar a excelente entrevista que a Olivia Alonso, diretora do Criando Riqueza, realizou com o responsável pelo Tesouro Direto, André Proite, na sede do Tesouro Nacional em Brasília.

Considero o conteúdo deste vídeo muito relevante para qualquer investidor que busca o crescimento do seu patrimônio, pois conhecer profundamente o funcionamento dos títulos públicos é importantíssimo para utilizar como base antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Por que digo isso?

Os títulos públicos são os ativos financeiros mais seguros do mercado brasileiro e, portanto, para investir em qualquer aplicação semelhante de emissão de uma instituição privada (ex: banco), seu retorno deverá ser mais atrativo para fazer sentido.

Nossa realidade, contudo, é diferente na prática. O brasileiro que investe por meio dos grandes bancos, principalmente os pequenos investidores, acaba contratando produtos com rendimentos muito menores e com risco maior que o do Tesouro. Você que nos acompanha não cairá mais nesses micos!

Abaixo listo as perguntas que Proite, gerente de relacionamento institucional da Secretaria do Tesouro Nacional, nos respondeu e que são as principais dúvidas de nossos leitores:

1 – Quão seguros são os títulos do Tesouro Direto?

2 – O que garante essa segurança?

3 – Quanto dinheiro o governo tem que ter para pagar todos os investidores?

4 – A instabilidade política e econômica atual seria motivo para preocupar os investidores do Tesouro Direto?

5 – Como garantir que o Tesouro não vai dar calote nos investidores?

6 – Como o investidor deve lidar com a volatilidade?

7 – Onde o Tesouro Nacional investe o dinheiro dos investidores?

8 – Por que ocorrem interrupções no sistema do Tesouro?

9 – Qual o tamanho do Tesouro Direto hoje?

10 – O Tesouro Direto não diferencia os investidores por valores que têm para investir. Isso vai mudar?

11- Qual a vantagem do Tesouro Direto em relação a outras aplicações, como a poupança?

12 – E na comparação com fundos de investimentos?

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Você pode selecionar apenas a pergunta que quiser, clicando em “Mostrar mais (show more)” logo abaixo da descrição do vídeo.

Clique aqui para assistir ao vídeo e saiba como investir bem e com segurança.

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Entenda

Tesouro Direto: Em sua definição formal, o Tesouro Direto é apenas um programa do governo em conjunto com a BM&FBovespa para democratizar a venda de títulos públicos. Quando alguém fala “invista em Tesouro Direto” provavelmente está falando para investir em títulos públicos.

Títulos Públicos: são títulos de renda fixa pelos quais você empresta dinheiro para o governo em troca do direito de receber, no futuro, uma remuneração por esse empréstimo, como acontece na poupança, por exemplo. A diferença é que você deposita seu dinheiro para o governo e não para o banco. Na prática, você está basicamente emprestando recursos para o governo financiar obras de infraestrutura, saneamento, educação, etc. Para isso, o governo oferece títulos com características e vencimentos distintos (antigamente você entregava o dinheiro para uma junta de crédito ou direção de dívida pública e, em troca, recebia um papel afirmando o compromisso do governo em pagar aquele empréstimo).

Pós-fixado e prefixado: essas denominações representam formas de remuneração, ou seja, definem de que forma seu dinheiro vai render enquanto estiver investido. Ao comprar um título público prefixado você já sabe qual será o retorno de sua aplicação do momento da compra do título até seu vencimento.

Já em um papel pós-fixado, a remuneração total só será conhecida no futuro. Um título que promete pagar 7% ao ano mais a variação do IPCA só terá o retorno final conhecido na data do vencimento, já que a inflação pode ser estimada, mas não garantida, no momento da compra.

O mesmo vale para para o Tesouro Selic, papel que tem a rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, hoje em 14,25% ao ano e com expectativa de aumento por parte de nossos analistas.

 

Com grande satisfação, comunico que Marília Fontes, nova analista da Empiricus, passará a contribuir para os conteúdos do Criando Riqueza, o que permitirá uma atenção especial à renda fixa. Marília tem uma experiência muito grande nessa área e oferece uma complementaridade bacana com o resto do time. Quem sai ganhando, obviamente, é o leitor.

Abaixo incluo seu comentário sobre a expectativa de aumento da taxa de juros já na próxima reunião do Copom, extraído da newsletter diária da Empiricus, Daily Pro, enviada na última segunda-feira, dia 11 de janeiro.

Convergência a la Tombini

Ao fim da sexta-feira passada, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, enviou a “famosa carta” ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, explicando por que a inflação de 2015 (10,67%) estourou o teto da meta (6,5%) e explicando as ações a serem tomadas para correção do problema.

Culpando o câmbio e a expansão fiscal, Tombini afirmou que “tomará as medidas necessárias” de forma a assegurar o cumprimento da meta. Naquele mesmo dia, Tombini deu uma entrevista ao Jornal Nacional explicando que a taxa de juros é o instrumento do BC para conduzir a inflação à meta.

Segundo ele, devemos nos atentar ao prazo de convergência, que deverá ser tal que a inflação de 2016 não seja maior que 6,5% e a de 2017 convirja ao centro da meta de 4,5%.

No relatório Focus desta semana, a expectativa de inflação para 2016 seguiu em alta, indo de 6,87% para 6,93%, enquanto a de 2017 permaneceu estável em 5,2%.

Por conta disso, seguimos confiantes na alta de 50 pontos base para a reunião do Copom da semana que vem, pela importância que ela teria na ancoragem das expectativas.

Ao longo da semana passada, com todo o noticiário de pressão do governo por menos juros, o mercado reduziu a expectativa de alta para 44 pontos base. Com essa reafirmação de Tombini em perseguir a meta, é possível que vejamos ajustes para cima na parte curta da curva, o que nos traria uma ótima oportunidade para alocar os títulos pré-fixados da nossa carteira (para quem ainda não o fez).

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Um abraço e bons investimentos!

Walter

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