Fundo de Crédito Privado vale a pena?

Conheça os critérios para selecionar uma boa carteira e evitar altos riscos

Fundo de Crédito Privado vale a pena?

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Caro leitor,

Hoje vou falar sobre os fundos de investimento de renda fixa da modalidade crédito privado, que costumam prometer retornos acima do CDI.

Temos recebido questionamentos sobre esse tipo de fundo e tentarei esclarecer todas as dúvidas por meio desta newsletter.

Abaixo segue um dos e-mails que recebemos, enviado pela leitora Priscila à Olivia Alonso, diretora do Criando Riqueza:

“Oi, Olivia.

Tudo bem?

Sou assinante do Você Investidor e estou gostado muito do conteúdo. Vocês estão me ajudando a criar uma rotina financeira, algo que eu sempre tive muita dificuldade de estabelecer. Obrigada!

Uma dúvida: neste artigo você fala para colocar o colchão de liquidez no Tesouro Selic ou fundo DI. Por que não um fundo de investimentos, com rentabilidade maior, e liquidez diária? Isso teria a ver com o risco?

Pergunto porque estou poupando agora para criar meu colchão, e a corretora está me indicando alguns fundos de crédito privado que rendem um pouco acima do CDI. Fiquei na dúvida, e gosto de me informar para poder questionar os corretores.

Desde já, muito obrigada!

Abraços,

Priscila Q.”

Indicamos para o “colchão de liquidez” (fundo de reserva para cobrir as necessidades de curto prazo) apenas a compra de Tesouro Selic, Fundos DI ou CDBs com liquidez diária de um banco grande (leia-se Itaú, Bradesco, BB, Caixa e Santander). O propósito do colchão é atender emergências e, portanto, a aplicação deve ser a mais segura possível e não ter riscos em resgates de curtíssimo prazo.

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Não recomendamos os fundos de crédito privado, pois embora existam no mercado fundos seguros com grande parte da carteira alocada em títulos públicos e crédito privado de primeira linha, há também fundos com parte do portfólio investido em ativos de grande risco e sem liquidez diária. E esse trabalho de diferenciação dos fundos pelo investidor pessoa física exige um conhecimento mais profundo do mercado e não é, portanto, uma tarefa simples.

Para ficar mais fácil de entender, explicarei de início o que são fundos de investimento e títulos de crédito privado.

Fundos de Investimento

Um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de um conjunto de investidores (chamados cotistas) com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de uma carteira de títulos ou valores mobiliários.

Ao comprar cotas de um fundo, o investidor delega a um terceiro a gestão do portfólio de investimentos, dando-lhe a incumbência de gerir seu dinheiro. E paga por isso uma taxa de administração.

Títulos de Crédito Privado

São títulos de dívida emitidos por bancos e empresas para captar recursos com  os investidores, como CDBs, LCAs, LCIs, debêntures, CRAs e CRIs, entre outros.

Títulos Públicos

São títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e, por isso, considerados os de menor risco do mercado brasileiro.

Títulos públicos x privados

As empresas, por serem instituições menores que o Tesouro e não terem o poder de imprimir dinheiro para quitar suas dívidas, devem oferecer taxas mais atrativas do que as dos títulos públicos para despertar o interesse dos investidores e conseguir captar recursos.

Por isso visam entregar retornos acima do CDI – que acompanha de perto a variação da taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano – para valer a pena. Mas não existe milagre: você poderá ter rendimentos maiores, porém correrá mais riscos.

O que analisar na seleção de um fundo de crédito privado?

Quando o investidor for analisar um fundo de crédito privado é importante que ele se atente:

Ao tamanho da exposição do fundo aos títulos dessa categoria

  1. Ao quão criterioso o gestor foi ao selecionar as empresas emissoras (observe as notas de crédito dadas pelas agências de classificação de risco)
  2. Ao histórico de performance do fundo (se “bate” o CDI consistentemente ano a ano)
  3. Credibilidade do administrador do fundo

A tabela a seguir mostra as escalas de risco das três principais agências de rating – Fitch, Standard & Poor’s e Moody’s. Em ordem, de cima para baixo, estão as notas de crédito, do menor para o maior risco.

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O momento atual, de crise econômica no Brasil, exige do investidor maior cautela.

Abaixo cito trecho retirado de uma matéria do site O Financista, portal de notícias econômicas da Empiricus, publicada neste mês:

“Uma conjunção de fatores sem precedentes no Brasil tem levado empresários de todos os portes a ter que renegociar suas dívidas e até mesmo a fechar as portas. O número de pedidos de recuperação judicial disparou no país diante do aprofundamento da crise econômica e da apuração do maior escândalo de corrupção da história do país, a Operação Lava Jato. E esse movimento começa a bater nas cotas de fundos de investimentos de crédito privado.”

Utilizando um exemplo recente e familiar aos brasileiros: em janeiro de 2015, a empresa de engenharia OAS, envolvida na Operação Lava Jato e até então considerada de baixo risco pelo mercado, deixou de realizar o pagamento de suas debêntures. Vários fundos de crédito privado de grandes e renomadas gestoras tiveram suas cotas afetadas por esse default.

Segue abaixo gráfico de rentabilidade de um fundo, no período de 15/12/2014 a 15/01/2015, que mostra a consequência da inadimplência de uma das empresas presente na carteira.

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Fonte: Comparação de Fundos – Vérios

Um diferencial positivo do fundo de crédito privado é a diversificação, dado que ele pode investir em títulos de diversas empresas distintas e diluir, portanto, o risco. Hoje o mesmo fundo do gráfico acima apresenta retorno de 99,84% do CDI nos últimos 12 meses. Mas para ter rendimento próximo ao CDI, com risco menor e sem o come-cotas, prefiro investir em Tesouro Selic.

O fundo de crédito privado pode ser uma alternativa de investimento dentro do seu portfólio para buscar ganhos acima do CDI, mas analise todos os fatores que mencionei acima e verifique o histórico de rentabilidade do fundo para ver se possui uma boa relação risco x retorno.

Uma alternativa que gostamos dentro da Empiricus é a compra direta de títulos de crédito privado pelo investidor. Assim, ele escolhe o emissor, combina o prazo de acordo com seus objetivos, pode garantir retornos acima do CDI e pode ter isenção de imposto de renda e garantia do Fundo Garantidor de Crédito para valores até R$ 250 mil.

No novo relatório Empiricus Renda Fixa  da Empiricus, a analista Marília Fontes dá recomendações específicas de papéis de crédito privado dentro de uma carteira sugerida que contempla também títulos públicos pós-fixados (CDI e IPCA) e prefixados.

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Agradecemos sua compreensão.

 

Um abraço e bons investimentos!

Walter

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