Isenção de tarifas bancárias

Vale a pena investir pelo banco para não pagar taxas?

Isenção de tarifas bancárias

Caro leitor,

no mês passado, a Beatriz Cutait, editora da newsletter Finanças Pessoais do Criando Riqueza, escreveu sobre as contas digitais dos bancos.

Apesar de muita gente ainda não conhecê-las, as também chamadas contas eletrônicas estão disponíveis no Banco do Brasil, no Bradesco e no Itaú.

São contas que oferecem uma série de serviços sem cobrar nenhuma tarifa. A única exigência é que toda movimentação seja eletrônica, ou seja, via internet banking (site do banco), atendimento telefônico, caixa eletrônico ou aplicativos para tablet e celular (as opções variam conforme os bancos). Se buscar o contato pessoal na agência, será tarifado.

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Ótima opção para o pequeno investidor, que assim consegue evitar o pagamento de taxas de DOCs e TEDs nas transferências de recursos para a corretora.

Como sei que nem todo mundo pode ou quer abrir mão do contato pessoal com o banco, hoje falarei para os leitores que preferem ter os serviços de uma agência e de um gerente bancário para atender suas necessidades financeiras no dia a dia, e precisam pagar mensalidade referente ao pacote de serviços do banco e anuidade do cartão de crédito.

O valor dessas tarifas varia de banco para banco, de segmento para segmento (varejo, alta renda, private…), de cartão para cartão (Silver, Gold, Platinum…) e de pacote para pacote (talão de cheque, quantidade de TEDs…).

Os bancos oferecem isenção de custos em alguns casos, como conta-salário, conta universitária e quando há comprovação de determinada renda mensal, porém, o mais comum é atrelar a dispensa de tarifa a um valor mínimo de investimento em produtos do banco.

Se hoje você paga tarifas, verifique com seu gerente se consegue isenção ou redução nos valores cobrados por se enquadrar em algum caso que dê direito a esse benefício.

“Quem não chora, não mama!”

Como avaliar se vale a pena investir pelo banco?

O primeiro passo é verificar o valor mínimo necessário para garantir a isenção ou a redução das tarifas.

O segundo passo é checar quais são os investimentos disponíveis para esse valor, lembrando que, nos grandes bancos, os produtos diferem conforme a aplicação inicial. Quanto maior, melhor. Um dos meios para verificar essa informação é recorrer ao seu gerente ou acessar o site do banco na área de investimentos.

Para seu “colchão de liquidez” – aplicação para atender às necessidades de curto prazo –, recomendamos ter pelo menos o valor que representa seis vezes seu gasto mensal médio investido em um CDB, em um Fundo DI de liquidez diária ou em títulos do Tesouro Selic (que têm liquidez em D+1).

Como são investimentos de renda fixa com rentabilidade pós-fixada atrelada ao CDI, que acompanha a taxa de juros da economia (Selic), hoje em 14,25% ao ano, é possível fazer uma simulação aproximada de rendimentos e comparar os retornos anuais entre eles.

Veja qual é a rentabilidade média (em %, do CDI) oferecida no CDB e no Fundo DI do seu banco e compare com a rentabilidade do Tesouro Selic oferecida pelo banco ou por uma corretora independente (que costuma ter custo bem menor).

Para simulação dos rendimentos do Tesouro Selic, você pode utilizar a calculadora do Tesouro.

E caso opte por investir uma parte também em LCA ou LCI, aplicações que possuem carência mínima de 90 dias, as taxas de retorno oferecidas nas corretoras deverão ser bem mais atrativas que as dos grandes bancos. Lembre-se de que essas letras de crédito são isentas de Imposto de Renda.

Na área exclusiva para assinantes Você Investidor, você encontra uma planilha para simular os rendimentos que teria ao investir em CDBs, LCAs e LCIs, facilitando sua comparação. Encontra também um exemplo para você aprender a calcular os retornos aproximados dessas aplicações, seja investindo por meio de banco ou corretora.

O objetivo desta newsletter é ensiná-lo a comparar as aplicações disponíveis no mercado para que possa fazer a melhor escolha. Mas lembre-se de descontar os custos anuais que teria com o banco ou com a corretora para chegar ao retorno líquido efetivo com os investimentos. É esse valor que vai lhe ajudar a tomar a melhor decisão!

Se conseguir obter retorno superior em produtos fora do banco, em corretoras independentes, em que a diferença cubra os valores das tarifas dos bancos, escolha essa opção. Caso contrário, invista uma parte de seu patrimônio no banco pela comodidade e outra parte na corretora, para garantir melhor rentabilidade.

Na próxima semana, o assinante do plano “Você Investidor” já terá acesso ao relatório mensal do mês de maio. Nele, entrevistamos o  analista da Empiricus Max Bohm, que explica tudo que você sempre quis saber sobre o universo das pequenas empresas, as chamadas “microcaps”. E diz em qual delas você pode investir agora.

Já o nosso planejador financeiro, Walter Poladian, apresenta os critérios que você precisa levar em consideração na hora de selecionar (bons) títulos de renda fixa privados.

André Zara, editor da newsletter “Criando Negócios”, ainda mostra como atuar como consultor após a aposentadoria. Não perca!

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Exclusivo Assinantes PRO

 

1 – Planilha de simulação de investimentos

2 – Exemplo de cálculo para simulação de rendimentos

3 – Pergunta do leitor sobre a última newsletter: Quando posso ter prejuízo no long & short?

 

Ficou com dúvidas sobre o assunto de hoje? Envie-as para walter.poladian@criandoriqueza.com.br que irei selecionar algumas para responder em futuros textos.

Um abraço e bons investimentos!

Walter

 

 

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