Não invista como ela

Veja as aplicações financeiras da presidente afastada e como investir de um jeito melhor

Não invista como ela

Caro leitor,

Analisei a declaração de bens patrimoniais da presidente afastada, Dilma Rousseff, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para sua candidatura na eleição de 2014.

Utilizei o exemplo da Dilma, mas poderia ser de qualquer outra pessoa. O propósito desta análise é demonstrar que mesmo pessoas com patrimônios elevados – e que teoricamente possuem uma assessoria financeira melhor nas instituições em que aplicam o dinheiro – poderiam investir melhor.

Com base nessas informações, meu objetivo é ensinar a você como investir melhor e obter maior rentabilidade em suas aplicações, mesmo com menos dinheiro.

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Aproveito o tema da newsletter de hoje, para alertá-lo sobre o cenário atual do nosso país.

Hoje convivemos com a maior depressão econômica da história do Brasil. E com esta crise, surgiram oportunidades incríveis de investimentos no mercado brasileiro e quero que nossos leitores aproveitem este momento.

Os juros vão recuar e isso causa impacto direto nas suas finanças.

 

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COM ESTE MOVIMENTO

 

A seguir, listo as aplicações financeiras declaradas pela presidente afastada na época:

  • dinheiro em espécie: R$ 152.000,00;
  • poupança da Caixa Econômica Federal: R$ 129.904,13;
  • saldo na Caixa Econômica Federal: R$ 8.768,48;
  • fundos de investimentos no Banrisul: R$ 3.660,71;
  • saldo no Banrisul: R$ 1.212,23;
  • ações referentes a aquisição de um telefone: R$ 3.082,00.

Além desses bens, Dilma declarou imóveis e joias que, no total (junto com as aplicações financeiras), somavam R$ 1.750.695,64.

Não irei comentar sobre os fundos de investimentos do Banrisul e as ações, pois as informações declaradas são insuficientes para uma análise eficiente.

Vou focar no dinheiro “parado” em espécie e em conta-corrente, e também nos recursos aplicados em poupança, que são as parcelas mais relevantes da carteira.

 

Minha sugestão: não deixe seu dinheiro em conta-corrente ou “debaixo do sofá”, principalmente no Brasil, onde convivemos com inflação e juros altos.

Em 2014, a inflação foi de 6,41% e, em 2015, de 10,67%. Ou seja, quem não aplicou seu dinheiro, perdeu seu poder de compra.

A poupança, em 2014, rendeu 7,16% e, em 2015, 8,07%. Em outras palavras, quem aplicou seu dinheiro na poupança teve um retorno real muito baixo em 2014 e perdeu seu poder de compra em 2015.

A expectativa de mercado para o IPCA, em 2016, é de 7,06%, segundo o relatórioFocus, do Banco Central.

 

Minha recomendação: para valores que talvez você precise resgatar no curtíssimo prazo, opte pelo investimento no título Tesouro Selic (também conhecido como Letra Financeira do Tesouro – LFT).

Os títulos do Tesouro Nacional são considerados os ativos financeiros de menor risco do mercado.

O Tesouro Selic é negociado no Tesouro Direto e pode ser comprado por meio de uma corretora. Com apenas R$ 80,00 você já consegue investir.

Sua rentabilidade é diária e acompanha a taxa de juros básica da economia (Selic), hoje em 14,25% ao ano.

Em 2014, a Selic acumulada ficou próxima de 11% e, em 2015, de 13,5%.

Mesmo descontando Imposto de Renda e custos de operação, o retorno continua muito mais atrativo que o da poupança.

O Imposto de Renda nos títulos do Tesouro é regressivo. A alíquota que incide sobre os rendimentos diminui com o tempo, conforme tabela abaixo:

Os custos de operação são:

  • taxa de custódia da BM&FBovespa: 0,3% ao ano;
  • taxa de administração da corretora: 0 a 0,5% ao ano (depende da corretora).

A cada dia o Tesouro Selic (LFT) tem sua rentabilidade atualizada de acordo com a Selic diária.

E pode ser vendido a qualquer dia. O valor entra em D+1 (dia útil seguinte).

A rentabilidade da poupança ocorre apenas nos “aniversários” – de mês em mês – após a data de aplicação, o que gera perda de rendimentos para quem resgatar antes da data de aniversário.

Fiz a comparação com o Tesouro Selic, pois é a aplicação mais conservadora e adequada para qualquer perfil de investidor, com possibilidade de resgate para atender às necessidades e oportunidades de curtíssimo prazo.

Caso não seja necessário ter todo o valor para essa finalidade, o ideal é diversificar seu portfólio com outros ativos de renda fixa, de vencimentos mais longos e ativos de renda variável, que podem oferecer retornos maiores. Produtos como LCAs, LCIs, títulos indexados à inflação, debêntures, ações, fundos imobiliários e dólar.

Este exato momento que vivemos hoje, de grande crise econômica em nosso País, oferece oportunidades únicas para a multiplicação do seu patrimônio e, portanto, você deve se posicionar AGORA .

Publicaremos na próxima segunda-feira o relatório mensal Você Investidor de junho, que terá um conteúdo de extrema relevância para quem quer começar a investir por meio de corretoras.

O que levar em conta para escolher uma boa corretora? Quais são os custos das principais corretoras do mercado? Chamamos Max Bohm para analisar a saúde financeira de algumas instituições. Estará imperdível!


E, na sexta-feira, dia 10/6/2016, realizarei a monitoria (via webinar), para esclarecer dúvidas dos assinantes.

 

Exclusivo Assinantes PRO

1 – Sobre a newsletter da última segunda-feira, o que os bancos fazem com o dinheiro que colocamos nos fundos de investimentos e em previdência?, quer saber o leitor Marcelo M.

2 – Em viagens ao exterior, é melhor comprar dólar em espécie ou utilizar cartão?

3 – O que são recompras de ações (buyback)?

 

Quantos números cabem no seu saldo bancário?

Saiba como enriquecer progressivamente e com tranquilidade mesmo começando do zero.

DESCUBRA AQUI

 

Ficou com dúvidas sobre o assunto de hoje? Envie-as para walter.poladian@criandoriqueza.com.br que irei selecionar algumas para responder em futuros textos.

Um abraço, e bons investimentos!

Walter

 

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