Ouro: o ativo para tempos de crise?

Quais as formas de se investir em ouro no Brasil?

Ouro: o ativo para tempos de crise?

Caro Leitor,

Que o Brasil sofre atualmente de uma crise econômica e política não é mais novidade para ninguém.

Ao contrário do que diz a presidente da república, os problemas que enfrentamos atualmente não são frutos de uma crise global. Como podemos ver abaixo nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento das economias mundiais, divulgada ontem, aparecemos como a pior economia da lista em 2015, 2016 e 2017. Enquanto  isso, as economias dos países da zona do Euro e Estados Unidos, por exemplo, estão crescendo.

Por isso vimos o dólar se valorizar bastante frente ao real nos últimos anos e ultrapassar R$ 4,00. Ainda sugerimos ter uma exposição mesmo que pequena na moeda norte-americana como diversificação da carteira e também proteção para o caso de uma maior deterioração da economia brasileira.

Mas será que as grandes economias deverão continuar crescendo? Há risco de uma crise mundial?

Alguns analistas já alertam que, embora necessário, o excesso de intervencionismo dos Bancos Centrais (e dos governos em geral) adotado desde a crise de 2008 para salvar a economia mundial do colapso do sistema financeiro, praticamente zerando seus juros,  levará a uma grande armadilha.

Mas é impossível saber se esta “bolha” irá estourar e quando.

Neste começo de ano já se nota desconfiança do mercado, com bolsas ao redor do mundo sofrendo grandes desvalorizações, permeada principalmente pelo medo da desacelaração da economia na China e pela crise no preço do petróleo. Abaixo incluo um comentário do Felipe Miranda, estrategista da Empiricus, na newsletter Daily Pro de hoje:

“Se o momento interno é complicado, o exterior não oferece trégua. A quarta-feira marca mais um dia de vendas generalizadas de ativos de risco. Bolsas europeias caem cerca de 3% e futuros dos EUA recuam 2%.

China voltou a espraiar aversão a risco ao permitir novas ofertas de ações, o que levanta o temor de incapacidade de absorção líquida.

Petróleo desaba mais uma vez, após relatório da AIE alertar para o risco de a commodity se afogar no excesso de oferta. Petrolíferas e mineradoras são destaque de baixa no exterior.”

Para o investidor que deseja se proteger de um cenário de crise global, o ativo mais adequado para se ter em carteira é o ouro.

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São características canônicas do ouro a escassez (diferentemente das moedas, não há como se imprimir uma maior quantidade), a fácil divisão e a perenidade associada à não corrosão ou deterioração, fazendo dele reserva de valor clássica.

Recebemos diversos e-mails de nossos leitores solicitando maiores informações sobre como investir nesse metal precioso.

Já alerto que existem riscos na compra ou aplicação em ativos atrelados ao ouro, pois há grande volatilidade (flutuação) no seu preço, influenciada pelo cenário macroeconômico, bem como pela cotação externa do metal e do dólar. Além do risco do transporte e da guarda das barras de ouro pelo titular (caso opte pela modalidade de compra do ouro físico). Por isso, não recomendo para investidores iniciantes.

Mesmo para investidores mais arrojados e experientes não indico grande alocação em ouro no momento, pois há um grande custo de oportunidade no Brasil com o juro a 14,25% ao ano, o que torna possível obter ótimos retornos em aplicações conservadoras de renda fixa. Lembrando que existe a possibilidade de aumento de estímulos por parte dos Bancos Centrais e governos em prol de maior crescimento econômico, o que poderia prolongar o possível estouro dessa bolha.

Abaixo mostro o comportamento da cotação do ouro (em USD/oz) nos últimos 10 anos, no gráfico do contrato futuro de ouro negociado na bolsa de commodities de Nova York (COMEX), que é referência mundial para negociação do metal.

Fonte: Site da Nasdaq

Cotacão em USD/oz -> dólar/onça troy

1 onça troy = 31,10 gramas (aproximadamente)

E abaixo, para efeito de comparação, mostro o gráfico do contrato de ouro (OZ1D), nos últimos 10 anos, negociado na bolsa brasileira (BM&FBovespa). Cotação em R$ / gramas.


Entenda

O que é OZ1D? Assim como existem “apelidos” (tickers) para ações (ex.: PETR4 para a Petrobras, VALE5 para a Vale do Rio Doce e etc…) existe também um ticker para comprar ouro na BM&F. O ticker OZ1D é o “apelido” para o Contrato Disponível de Ouro no lote-padrão de 250g.

 

Como podemos perceber nos gráficos, o efeito dólar contribuiu para a elevação do preço do ouro no Brasil nos últimos anos, uma vez que lá fora o preço do ouro diminuiu.

Portanto, estar exposto em ouro no Brasil é também uma forma de estar exposto ao dólar.

O investidor brasileiro que acredita em uma deterioração da economia do país frente às grandes economias mundiais pode tentar se proteger comprando dólar.

E o investidor brasileiro que espera uma deterioração geral da economia mundial pode tentar se proteger comprando ouro.

Já falamos sobre as alternativas para se comprar dólar no Brasil em outras newsletters do Criando Riqueza, que estão disponíveis aqui em nosso site.

E quais as formas de comprar ouro?

Seguem abaixo:

  • – Ouro físico
  • – Contratos na BM&FBovespa
  • – Fundos de Investimento

Explicarei sobre cada opção acima no relatório mensal Você Investidor, que será disponibilizado aos assinantes na primeira semana de fevereiro. Indicarei quais são os procedimentos para compra, quais os fundos de investimento disponíveis no mercado e qual tributação incide nas operações com ouro.

Mostrarei qual caminho é mais adequado para cada perfil de investidor, além de fornecer nossa recomendação se achamos que vale a pena comprar ouro neste momento e qual seria a alocação sugerida dentro da carteira de investimentos.

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Leitura sugerida: 5 estratégias para criar riqueza sem depender do governo

Um abraço e bons investimentos!

Walter

 

 

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